A Flor e o Espinho
Ela é como a flor.
Um dia pétala, no outro espinho.
Perfumando ou ferindo, não importa.
Ela sempre trás à tona sua força e delicadeza.
E assim, vai compondo lindamente esse ser sublime.
Que se chama simplesmente Mulher.
O amor nem sempre nós oferecer de cara uma Flor. Mas, nos ensina primeiro a sentir a dor dos espinhos, para depois saber que Valeu a pena o Sofrimento.
Senhor, Tu podes mudar o meu espinho em flor; e eu quero que o meu espinho seja uma flor. Jó recebeu o brilho do sol, depois da chuva — mas teria sido em vão aquela chuva? Jó queria saber, e eu também quero, se o brilho do sol não teve nada a ver com a chuva. E Tu podes dizer-me — a Tua cruz pode dizer-me. Tu coroaste o Teu sofrimento. Seja essa a minha coroa, Senhor. Eu só poderei triunfar em Ti, se conhecer o esplendor que há na chuva.
A Cortesia das Sombras
Gentileza é flor que encanta,
Mas há espinho sob a manta.
Sorriso dócil nem sempre é luz,
Às vezes, é máscara que o ego conduz.
Fui gentil para ser aceito,
Engoli o não, fugi do peito.
Ofereci paz por conveniência,
Com medo de olhar minha própria essência.
Carregava gestos educados,
Mas por dentro, ressentimentos guardados.
A sombra sorria, disfarçada em virtude,
Na alma, um abismo pedindo atitude.
Foi quando a dor me chamou no escuro,
Que decidi romper o muro.
Não bastava agradar o mundo,
Era preciso ser inteiro, ser profundo.
Jesus virou mesas com mão de fogo,
Amou com verdade, não com jogo.
Sua bondade não era silêncio opressor,
Mas coragem, justiça e ardor.
Descobri que ser bom é dizer não,
É proteger o coração.
É dar sem se perder,
É servir sem se esconder.
Agora, sou gentil com verdade,
E minha sombra não me rouba liberdade.
Pois não nego o que mora em mim,
Mas escolho, com Deus, um novo fim.
Bondade é luz que enfrentou o porão,
Gentileza real nasce da transformação.
A parte ruim de ser flor em meio a tanto espinho é que às pessoas erradas vão espetar as certas e as certas vão sangrar sobre as erradas. O ciclo nunca para de girar até que resolvas mudar o paço da dança.
É preciso equilíbrio na vida. A flor exala perfume, o espinho impõe temor, assim, como o Direito necessita da balança e da espada para estabelecer aquilo que é justo, a sociedade precisa de freios e contra freios para a busca da harmonia social.
A flor da vida!
Entre flores e espinho assim vivo,
Não importo com o que e composto meu corpo,
Trago galhos as vezes me balanço ao vento,
Mas a chuva me faz bem ....
Tenho vestimentas brancas ,
Rosa, vermelho ,amarelo...
Várias cores sou linda e perfumada.
Sou alegria e tristeza,
Sou comemoração ou luto,
mais existo!
Para isso preciso de cuidados,
As podas para continuar crescer,
Acredite mesmo como sou.
Trago benefícios aos homens.....
Trago beleza aos campos .....
Enfeite sou de muitas casas,
Simples e de luxo,
Não importa!
Onde estou me destaco,
Mesmo com espinhos , sou considerada a mais bela do jardim .
Sou simplesmente uma rosa,
Plantada onde for mereço todo cuidado,
Mereço todo amor!
....e assim a vida ,a lida como você enxerga,
E, o seu valor!
O potencial de uma criança tem uma beleza de caráter divino, do enxergar flor e espinho, enxergar beleza na chuva escorrendo em sujeira de basculante, seu admirar impressionante. A repetição de cada nova palavra a indagação da dúvida socrática e, quando incentivada faz maravilhas, tais como comer de talher na mão sem precisar de supervisão.
Nem todo colo é ninho
Nem todo ninho é de amor
Nem todo espinho é de flor
Nem toda gaiola é prisão
Nem só as asas batem
Bate também o coração.
Seja flor, não espinho. Tenha confiança diante da vida. Cor como a natureza, e beleza como o próprio jardim.
A rédia tem espinho.
É flor quando o roteiro está pronto.
Crescer, formar, multiplicar seja o material ou laços sanguíneos.
Tudo deve ser como, nasceu pra ser.
Nem esquerda, nem direita, você só poderá seguir essa trilha.
Caminho feito para você andar, não se desviar, nem questionar da batalha que você nasceu pra travar.
Ser você e tomar a rédia do seu cavalo ou deixar que outro cavalheiro
decida por onde você vai estar.
O otimista admira uma flor
O pessimista reclama do espinho
O otimista compartilha amor
O pessimista se fere sozinho
Autor: Mariano Ribeiro
No jardim, através da delicadeza de uma flor, conheci o espinho. Na guerra, em meio ao caos, aprendi sobre a lealdade. Não é o ambiente é sobre quem está do seu lado e não te abandona. Já brinquei de bem-me-quer com um cactus e acabei me machucando, já vi monstrinhos e uma pessoa e ela me trouxe a cura e me apresentou o paraíso, tenho essa mania de amar aquilo que invento nas pessoas, às vezes tem mais a ver com que despertam na gente e nos fazem sentir, do que quem são elas.
