A Flor e o Espinho
UMA FLOR
Vou lhes contar uma trova
Que não precisa de prova,
Pelo respeito a uma formosa.
O nome? Digo no fim da prosa,
Pois, ela é formosa
E pra mulher amorosa.
É presente pra carinhosa
Mas, pra mulher raivosa
Essa flor é amargosa
E, nesse caso, dê a ela uma babosa.
Essa flor, no jardim, é cheirosa
No ofurô é deliciosa
Pro beijaflor é saborosa
Pra abelha é preciosa.
Atenção! Ela não é venenosa
Mas, é espinhosa
Assim, a lida deve ser cuidadosa
Porém, sua ferida não é maldosa
Mais adjetivos? Seja malicioso ou maliciosa
O nome dela? Escrevi nessa prosa
De forma tendenciosa!
Já sabes o nome dessa flor maravilhosa?
Não? Você é vagaroso ou vagarosa!
Sim? Complete a rima, pois, o nome dela é...
Nada se assemelha tanto a uma rosa quanto a mulher. Só mesmo sendo flor pra desabrochar entre espinhos sem perder a delicadeza, a leveza, a beleza e o inebriante perfume floral.
Tenha sempre sementes de flor no bolso para plantá-las ao longo do caminho, já tem gente demais semeando espinhos e espalhando dor por onde passa.
Amor e relacionamento se dividem em uma estrutura biológica. O amor é uma flor e o relacionamento é o espinho.
A calma da alma
De olhos fechados
Mesmo acordado, sonha
Que o labirinto vire um só caminho
Compreender que flor tem seu espinho
Que a tempestade surge para lavar
E no silêncio
Ouvindo apenas o pulsar
A certeza que tudo está em seu lugar.
Embora o jardim fosse encantado, nele não havia só flores, havia também espinhos, que apesar de ferir, às vezes, não lhe roubava colorido.
Caminhos de pedra
Pelos caminhos gretados,
Duas paixões são divididas,
Por caminhos estreitos,
Às vezes existem barreiras
Impedem o florescer
De uma paixão a dois,
E o amor, tão grande,
Não consegue derrubá-las
Mas, pelos labirintos de pedra,
Sempre haverá vida,
Uma rosa...
Vermelha, branca ou colorida.
O amor imenso, pode não derrubar,
Mas o que lhe impede de desviar?
Seguindo este longo caminho
São encontrados espinhos,
É encontrado escuridão.
Mas no fundo, sabem de sua paixão.
E, todo caminho que tem espinhos,
No final/ápice traz um botão
Que floresce da união de dois corações.
BRINCAR DE JARDINEIRO
Nesse jardim da vida, eu cultivo flores
Mas para cultivar flores
Eu tenho aprendido e
Ainda aprendo a lidar com os espinhos.
Essa é minha lei.
Nem só flores,
Nem só espinhos.
Minha lei é o trabalho do jardineiro
Que sempre idealiza um jardim florido,
Honrando assim às plantas
Não só flor
Não só espinho
Mas a planta
A vida!
Quem me vê agora, sorrindo entre flores, não imagina a quantidade de espinhos que eu já tive de suportar.
Cicatrizes...
Considere os cortes, não os pontos.
Considere a dor, não as lágrimas.
Considere a verdade, não os afagos.
Considere os espinhos, não a flor.
O amor sempre se esconde por trás das elaboradas maquiagens!
Não questione minha natureza de rosa, só por que possuo espinhos. O fato de tê-lo ferido, não fez-me perder a essência, tampouco, deixar de ser flor.
" Quando te vejo sinto o coração acelerar, um frio bater, o sorriso surgir. Tudo isso, porque, mesmo sendo uma rosa cheia de espinhos você tem a paciência de cortar um por um, para então me colher como flor. Você aos poucos foi ganhando espaço, batalha por batalha, espinho por espinho e agora preenche tudo: meu coração, minha mente, meu sonho, minha vida. Obrigada, meu jardineiro. "
Desculpa se sou louco, tão louco
Me deixa ser louco de amor
Eu sei que a vida é um sopro, sou todo seu
Somos como o espinho e a flor
Amar é como caminhar por um jardim florido. E não pense que é por causa do perfume das flores. É porque não tem como caminhar por ele sem arranhar o corpo inteiro.
