A Cortina se Feche Chaplin
janela fechada.
Como esquecer,
se toda janela que abro
dá pro mesmo lugar?
Eu fecho a cortina,
mudo de casa,
mudo de cidade,
mas o vidro me entrega.
não é o passado que me persegue,
sou eu que o plantei no futuro.
cada plano meu
tinha o teu rosto.
Eu mesmo escrevi
que te veria em todo amanhã.
agora o amanhã chegou,
e você não está,
mas o que eu criei sobre você
ainda está.
Abro a janela pra respirar,
e respiro você. Não faz mal, feche as janelas.
(Saul Beleza)
Fim de papo. Fechou a cortina, acabou o espetáculo. E a última cena foi mais um fiasco, de quem mal representou.
Fim de ato. Pode ir para o camarim tirar a maquiagem, porque ela não serve nem mesmo de ultraje pra esconder seu mal humor.
Ô ô ô A peça acabou e restou desse envolvimento apenas fragmentos de um falso amor
O abrir e fechar da cortina do dia é um evento comum, meramente geográfico, até que as cortinas se abram para o nascimento do nosso sol interior e se transforme em milagre.
Pense na vida como sendo uma peça de teatro que não permite ensaios, e tão logo a cortina se feche, o espetáculo da vida chega ao fim.
QUESTÃO DO RESPEITO
Quando o respeito sai de cena, fecha-se a cortina
Das possibilidades de um aprazível convívio.
Abra os olhos e desça do palco antes da cortina fechar...
Aprenda o que é o amor próprio e valorize seus princípios...
Dê valor ao conteúdo e não a embalagem...
Às vezes a cortina da vida se fecha e bate aquele remorso de não ter abraçado o que a vida te proporcionou... Mas o medo do desafeto, de não querer se machucar de novo, de reatar e sofrer de novo, de dá as mãos e cortarem teus braços, de abrir os olhos e te deixarem cego, de correr e se cansar (sabendo que não valia aquele esforço), de lutar por aquilo que talvez não valia a pena ou que talvez vc não merecia, de abrir a mente e te deixar louco, de falar e não querer te ouvir ou te dar as costas quando vc precisava escutar, de olhar para o mundo e vê que tudo isso é passageiro e que de fato vinhemos a vida com uma missão é acabamos nem concluindo ela até mesmo nem iniciando. Mas nunca é tarde para dá um ponto final nesse capítulo desse livro que se chama VIDA, e comecar uma nova história, antes que a cortina se feche e não dê tempo de conclui-lo.
Dádiva do Recomeço
De repente o cenário mudou. O céu enegreceu, encobriu o sol, fechou a cortina do dia. Nuvens negras encharcam minha retina, embaçam as lentes da razão, afogam meu coração... A noite torna-se assustadoramente escura. No coração apenas o peso insuportável das memórias... E eram tantas! Assustada encolhi-me no ventre do tempo e, ali permaneci por horas, dias, talvez meses!
Até que o dia amanheceu. Ele sempre amanhece trazendo consigo o milagre do novo, a dádiva do recomeço. Abri os olhos lentamente e, sorri agradecida com o espanto uma cega que pela primeira vez vê-se refletida no espelho da vida.
" Viver na Terra é um espetáculo que fecha a cortina no desencarne para abrí- la novamente no mundo espiritual. "
ROSA A DESPERTAR
Há uma mulher sentada na esquina da saudade
a tentar fechar a cortina do coração .
Quem é ela?
Talvez lua cheia
Talvez melancolia
Talvez ventania ...
E ela tenta esquecer
aquele amor que só foi gelo, desilusão, dor na veia.
Que por descuido , teimosia , destino
acabara em fantasia .
Mas por que
ela ilude tanto seu peito com a esperança
do que já foi tarde ?
Por que
se a tez da melancolia sempre a invade ?
Dança da solidão
Valsa com a dor da desilusão
Para onde foram as lindas canções ?
Para onde foram as notas com a clave
daquela eterna jura?
Para onde foram as manhãs a dois e
as danças na chuva ?
Ela fecha os olhos , procura
Tateia no escuro por aquele amor
Procura... procura
pelos olhos
daquele que um dia a vestiu de candura ,de ternura ,de paixão ,
de loucura ...
Mas desperta
quando lembra que o amor é rosa
Não pulsa no gelo e
nem renasce numa pedra.
Através do vidro as estrelas me parecem incrivelmente distantes. Fecho a cortina.
De repente, no meio do espetáculo, as luzes se apagam, a cortina se fecha!
Sonhos interrompidos, planos por fazer!
Os olhos choram, àquilo que o corpo não aguenta. O aperto, a inconformidade e a saudade!
O mundo continua, mas o meu desmorona. O tempo não perdoa, as horas passam, mas pra mim, a eternidade dos dias difíceis. Perco o sono, a fome e o chão!
Vida que foi interrompida, propósito que foi concluído. A missão foi tão curta aos meus sentimentos, mas tão brilhante aos meus olhos!
As vezes indago o porque, mas agradeço pro ter sido escolhido em ser seu parceiro. Queria mais. Mais viagem, mais conversas, mais brigas, mais risadas, mais churrascos. Queria mais de você pai, avô e amigo! Queria mais de você ao meu lado, hoje te tenho aqui dentro!
O espetáculo não acabou! Só continuaremos em palcos diferentes! Mas com toda certeza, sei que mesmo em outro lugar, continuará me aplaudindo e eu, contando o seu legado aqui na terra para a plateia que está comigo!
Em um palco de teatro existe uma cortina que si fecha e si abrir para apresentar grandes e espetaculares espetáculos.
Mas antes disso as luzes são apagadas.
A luz é o primeiro sinal que algo estar para acontecer.
A luz vem trazendo o brilho que a escuridão não tem.
No momento que a cortina é aberta si apresenta a obra escondida, a obra valioso que não é vista na escuridão.
A escuridão tira o brilho da luz e a luz revela aquilo que estava escondido na escuridão.
Quando luz invadir a acrescenta ainda mais o valor que existe, mas ainda não foi relevado.
Minha casa.
Já era meia noite. Tranquei todas as portas e janelas, fechei a cortina, apaguei as luzes e me escondi nas cobertas.
Senti o vento soprar, vi as luzes acesas e mesmo sem entender, aceitei. Estava tudo fechado, estava tudo em silêncio, o silêncio foi o motivo disso.
Eu estava em casa. Em qual casa? Na casa de sempre. Na minha casa. Na casa dentro de mim.
dia qualquer
Fecha as cortinas
Pra tapar os erros
Não tão tímidos
dia de sol
Cerra a cortina
Pra impedir que o sol
Desbote o que ficou
