25 anos

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⁠"existe um homem de quarenta anos, ainda bebendo a mesma cerveja barata, ainda fumando os mesmos cigarros, ainda escrevendo sobre a mesma merda. enquanto eu, só consigo pensar nas rugas do tempo e nas promessas quebradas, enquanto a vida continua a me socar na cara, sem piedade."

Ao longo dos anos, vamos descobrindo que as promessas, um dia serão esquecidas.

Que as palavras deixam de ter valor, assim que pronunciadas.

Amigos vem e vão, são poucos os que ficam.

Que a dor de perder alguém aneniza com o tempo, mas nunca serão esquecidas.

Que o silêncio, machuca quem espera respostas.

E que vivemos presos, se a nossa mente não for livre.

memória

“ se passam
anos,
meses,
dias,
horas,
minutos e
segundos
mas a todo momento
sem exceção
me recordo do seu olhar,
seu toque
seu cheiro
seu sorriso
e da imensidão
que ficou em mim”

Para quem tem entre 15 anos de idade ou mais e quer estudar ainda porque não teve oportunidade em sua terra natal, tem o EJA(Educação para Jovens e Adultos), mais tarde do que nunca, se inscreva enquanto ainda tem vida.

Eu poderia te amar por mil anos.
E certamente o amaria.
Certamente o esperaria.
Certamente o respeitaria.
Mas, entre amores e seguranças?
Prefiro o lugar seguro onde posso descansar!

*Recomeço*


Doze anos carreguei sozinha
o peso de um "nós" que já era só eu.
Acreditei em consertos de uma semana,
em promessas de um mês.
E a cada ciclo, eu voltava inteira pra fora
e quebrada por dentro.


Chorei nos cantos que ninguém via.
Ouvi gritos que viraram silêncio em mim.
Confundi amor com resistência
até entender: amor não machuca, não mente,
não prende.


Hoje não sou vítima, sou escolha.
Escolhi a paz que não negocia.
Escolhi meus filhos, Deus e a casa
onde a porta abre pra calma, não pro medo.


Não foi Deus quem me abandonou no altar.
Foi Ele quem me tirou de lá.
Porque casamento é amor,
e onde não mora amor, eu não moro mais.

Passei doze anos batendo na mesma porta,
achando que insistência era amor.
Do lado de dentro, só frio, grito, mentira.
Do lado de fora, eu, esperando o milagre
que durava uma semana e morria no mês.


Um dia percebi: eu regava sozinha
um jardim que já era pedra.
E cada “vai melhorar” que eu me dizia
era só eu me pedindo socorro.


Hoje eu moro em mim.
Minhas janelas abrem pra calma.
Meus filhos riem na sala e Deus senta à mesa.
Ninguém me explica dor que não viveu,
e tudo bem. Eu não preciso de plateia pra ser inteira.


Não é vitimismo, é cicatriz.
Não é fraqueza, é limite.
Eu não saí do casamento.
Eu voltei pra minha paz.

Limite


Doze anos tentando colar
o que já nasceu rachado.
Eu chamava de casamento,
mas era só eu carregando
promessa, culpa e cansaço.


Acreditei em consertos de domingo
que quebravam na segunda.
Ouvi que era pra aguentar,
que Deus não gostava de fim.
Mas foi Deus quem me ensinou
que amor não deixa roxo na alma.


Hoje meu altar é silêncio bom.
Tem riso de filho no corredor,
tem oração sem medo na boca.
Não é derrota, é direção.
Não é mágoa, é memória.


Eu não perdi um lar.
Eu encontrei a paz.

Você é a minha melodia
Há tantos anos
Nada fez mudar.
Talvez nem mesmo eu aceite
Não posso mais me machucar.⁠

Saudade...
Que saudade bonita
Dos anos de juventude
Das baladas nas casas dos amigos
Dos sorrisos genuínos
Da liberdade e do sonho
Do primeiro beijo...
Nas névoas do passado
Minhas memórias me aconchegam
Ah que felicidade... era destemida,
De sofrimento não sabia
De peito aberto encarava a vida,
Sou resultado das minhas escolhas
Umas boas outras não sábias,
Mas sou o que sou
E agradeço ao Criador...
Cada dia uma nova oportunidade
Pois a vida é uma raridade
E deve ser valorizada...
Cada respirar é uma dádiva
Pois cada momento pode ser o último
E um dia seremos lembranças...
Que essa lembrança seja boa
E desperte sorrisos nas pessoas!

Carta III — A Injustiça dos Homens: Crítica moral, política e social


Sete anos já se passaram desde que o inferno da terra abriu-me as portas para este calabouço. Ainda é uma sorte possuir alguma porção de fôlego para respirar. Afinal, o problema nunca foram as leis, mas aqueles que as criam e os fins para os quais as aplicam. Cada gota de oxigénio que inalo está infestada de dor, angústia, fome e sede. Enquanto os reis da terra convocam reuniões, os lares transformam-se em cemitérios: cada quarto, uma campa; cada cama, um caixão. E, ao passo que os lordes repousam sobre o conforto da riqueza, as mãos pobres de quem trabalha repousam na indigência.


Então disseram os opressores:


— Enquanto houver um que governe, haverá sempre um que sirva.
— Enquanto houver um que dite as leis, haverá quem as obedeça.
— Enquanto houver um que mande, haverá quem cumpra.


Esta é a lei dos antepassados e é hereditária a todas as gerações. Não há quem mude essa lógica: o que já está estabelecido, ninguém altera.


Então o povo gritava:


— Longa vida aos que nos governam; que os vossos dias se multipliquem na terra!
— Que a riqueza, o luxo e a abundância nunca vos faltem!
— Viva aos reis da terra, pois não há entre nós quem se compare a vós!
— Que os antepassados vos protejam das desgraças deste mundo!


Cada um bajulava da melhor forma, na esperança de ganhar a atenção e o reconhecimento deles. Elogiavam, veneravam e presenteavam aqueles que os oprimiam, intimidavam e matavam.


Ainda assim se curvavam em adoração e exclamavam:


— Viva! Viva! Viva aos reis da terra!
— Viva! Viva! Viva aos que nos governam!
— Viva! Viva! Viva aos que nos orientam!


Os poderosos, então, criaram leis que os protegessem daqueles que mais necessitavam de proteção, para que permanecessem aquecidos no trono do poder, enquanto o povo continuava cego rumo à decadência. O cheiro sanguinolento de suas atrocidades chegava até aqui embaixo. Eu ouvia o choro dos inocentes subjugados ao martírio. Sentia o grito de socorro de mulheres violentadas pelos lordes. Sentia o desespero dos maridos assistindo ao sofrimento de suas esposas.


Nada me vinha à mente senão o ódio ao escrever:


Morram, miseráveis. Vós que governais sobre a penúria dos mais vulneráveis; vós que julgais o futuro de uma criança ainda no ventre da mãe; vós, poderosos que proclamais hipocrisia diante do sangue derramado por milhares de mártires. Vós que vestis túnicas de ouro, sapatos de prata, mitras de diamantes, cintos de escarlata e colares de esmeralda: saciai o gosto da opulência enquanto vos resta tempo. Comei e bebei enquanto o galo ainda não cantou. Dançai e alegrai-vos das vossas atrocidades.


Pois a vingança está às portas daquele que bate. O meu espírito perseguirá os injustos e não cessará a busca até que todos sejam consumidos. Morram, malditos. Arrepender-se-ão de não me terem enterrado. Eis que venho sobre vós com uma espada de dois gumes para completar a minha ira e derramar sobre vós a minha justiça. Vós que comeis sobre a desgraça dos pobres tereis as entranhas cheias de dor e angústia. E vós, ó plebeus, por serdes cúmplices dos opressores provareis também a desolação de tudo aquilo que construístes com músculos abatidos. Preferistes aplaudir aqueles que vos oprimem e condenastes aqueles que vos defendiam.

Quando a malevolência gritou, silenciastes a benevolência.


Que o castigo seja convosco. Que o tormento, a dor e a desgraça vos acompanhem até a sepultura.


Morram, corruptos. Trocais a justiça por moedas e jade. Deixastes que o brilho funesto da riqueza e o prazer transitório da concupiscência vos corrompessem. Escrevo-vos com o mesmo sofrimento que me fizeram suportar, com o mesmo tédio com que me lançaram nas sombras destas paredes escuras, com a mesma dor em cada dedo que perdi. Naquele momento, a sede de vingança, a ânsia pela justiça e o cansaço de continuar a escrever dilaceravam-se dentro de mim.


Afinal, quando a injustiça canta, os tolos dançam.


Quando a justiça fala, a sociedade censura.


Mas quando a verdade retalia, não há quem se desvie da sua cólera.


A ignorância torna os homens cegos à verdade; a ganância envolve-os com o manto da cobiça; o egoísmo conduz ao assassinato da guerra. E é aqui que nasce a injustiça dos homens: todos querem reinar sobre os outros; todos querem ser distintos dos comuns; todos querem ser senhores e receber o serviço dos servos. É aqui que nasce a indiferença dos homens: na criação de castas e estratos para evitar o semelhante — nobres e humildes, fracos e poderosos. Diz-se que a maioria vence sempre. Mas a lei pertence aos poderosos; o mundo é dos poderosos, daqueles que detêm a força.


Por isso, não importa a quantidade: diante da minoria rica e soberba, nem mesmo Deus pôde impedir que nos pisassem.

Carta IV — A Solidão: Reflexão sobre a solidão e o tempo


Mais oito anos haviam se passado, e as rugas no meu rosto tornavam-se evidentes; os meus ossos perdiam cada vez mais a força; o tempo revelava-me o cansaço. A solidão sufocava-me como espinhos na garganta; os meus lábios secaram como um rio sem água; a sede matava-me aos poucos.


Já não havia urina no meu organismo. Tentei beber as minhas próprias lágrimas, mas também secaram. Os ratos já não me alimentavam; agora alimentavam-se da minha carne. Meus cabelos caíam sozinhos como folhas de uma árvore, e a minha pele amolecia como mingau. Os meus olhos enchiam-se de fadiga; sofria de insónia. O corpo produziu bactérias que me corroíam por dentro.
Quis suicidar-me, mas não encontrava forças para fazê-lo. Já não restou dedo algum nas minhas mãos: devorei-os todos para terminar de vos escrever esta carta.


O fundo das paredes oferecia um profundo silêncio. Ainda assim, era meu desejo voltar a ouvir, só mais uma vez, o grito alegre das crianças na aldeia de Kandembe; o canto dos pássaros na floresta de Mayombe; o canto do galo nas madrugadas; o sorriso das senhoras quitandeiras no mercado de Kalukembe.


Infelizmente não pude concretizar esse desejo. As correntes no meu pescoço e as grades que me prendem não me permitem realizá-lo. Aliás, já não me resta muito tempo. A solidão tornou-se um vício que se alimentava da minha penúria e dos traumas da minha lembrança. Quanto mais próximo dela eu me encontrava, mais perto me sentia da morte.


Talvez…


Será que devo arrepender-me das minhas escolhas?
Será que fui ingénuo ao preservar os meus ideais?
Será este o preço a pagar por ser diferente deles?


De que vale estar livre do calabouço, se lá fora continuarei a ser escravo?
De que adianta recuperar a voz, se lá fora me haverão de retirá-la?
De que vale livrar-me destas correntes, se lá fora existirão outras algemas à minha espera?


Aqui, ao menos, ainda posso falar, pensar alto e questionar.

E lá fora?


Não me haverão de censurar por pensar?
Não me haverão de açoitar por falar?
Não me irão condenar por contestar?
Não me irão matar por questionar?


A dúvida, o ceticismo e o remorso ganharam espaço na minha mente e no meu coração.


Tentei conversar com as paredes, mas elas não possuíam ouvidos. Procurei perguntar aos espíritos daquela masmorra, mas já haviam partido. As caveiras ao meu redor exigiam silêncio. E as únicas coisas que ainda podiam dialogar comigo eram a morte e a solidão.

Algumas histórias simplesmente com o passar dos anos, podem se reencontram de alguma forma , renovar os laços e perceber que mesmo com tanto tempo, internamente nada mudou, os sentimentos pareceram intactos e o brilho nos olhos ainda estão lá como se fosse a primeira vez...


23/04/2026

E lá se foram quase 30 anos desde que cheguei aqui.
Conheci lugares, pessoas.
Amei e fui amado rsrs.
Mas às vezes temos de tomar decisões difíceis. Nem sempre é fácil reconhecer e ter coragem de percorrer a estrada a que estamos destinados. Eu sei que não vai ser fácil, mas chegou a hora da nossa despedida.
Levo em meu coração todos aqueles que, por todos estes anos, fizeram parte da minha vida.
Adquiri experiência que levarei para toda a vida.
Recomeçar nem sempre é fácil, mas às vezes é preciso.


Curitiba, que tanto amo
Talvez não seja um adeus, mas quem sabe um até logo 🥹🥺☹️😩

⁠Eu sou uma pessoa muito enigmática para mim mesma. Faz quase 15 anos que eu sou eu e ainda não sei ser eu.

⁠O divórcio da música e da poesia
Fui privilegiada
passei minha adolescência
nos anos oitenta e fui contagiada
Tive como meus pais
a música e a poesia
o casal mais perfeito que já conheci
e por anos me tocou os sentidos
principalmente os ouvidos
embalou meus momentos
fez parte da minha história
e conquistou meu coração
mas infelizmente de uns anos pra cá
não estavam mais em harmonia
e a falta de cultura detonou esse casamento
e também a falta de respeito
mas eu tenho comigo seus filhos; meus irmãos
os músicos e poetas
e o álbum de casamento
ficou-nos de herança
e eu levo com carinho
ensinando aos meus filhos e sobrinhos
as boas lembranças que sobraram
desse intenso casamento.

O Natal chega todos os anos, mas nem sempre encontra a gente no mesmo lugar por dentro.
Alguns chegam cansados, outros feridos, muitos em silêncio. Há quem sorria por fora, mas carregue batalhas que ninguém viu ao longo do ano.


Talvez este Natal não seja sobre mesas cheias ou presentes embrulhados. Talvez seja sobre perceber que, apesar de tudo, você ainda está aqui. Respirando. Tentando. Acreditando, mesmo quando quase desistiu.


O Natal lembra que a esperança não nasce em palácios, nasce em cenários improváveis. Nasce quando tudo parece pequeno demais para dar certo. E, ainda assim, algo novo começa.


Se este ano foi difícil, talvez isso não seja o fim, mas o intervalo necessário para um recomeço mais consciente, mais forte e mais verdadeiro.


Que neste Natal você se permita menos cobranças e mais sentido.
Menos pressa e mais presença.
Porque às vezes o maior presente não é mudar o mundo, é mudar o olhar.

Será que o assassino é o único responsável depois de vinte anos de violência doméstica?

Ótima quinta-feira ao meu amigo de 26 anos.

Grande Flávio!

Passando para agradecer tudo o que você tem feito por mim nestes 12 anos.

Desejo:
* Saúde.
* Prosperidade em seus negócios.
* União e paz em sua família.
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Meu primo André.