25 anos

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Conta-se, que há muitos anos, existia um valente povo,
Nas terras, de Portugal, que outro igual não houve!
Eram os tempos do império Romano, que a todos, fazia dano.
Eram os romanos, um povo sem compaixão, um povo insano.

Suas tropas, aos povos, davam opressão e morte muita.
Apesar disso houve um povo, que medo não tivera, dos inimigos.
Foi o povo Lusitano, que destas terras eram amigos!
Sua força era muita, quando unidos, a gente era junta.

Estavam os da gente maléfica, desgostosos e tanto,
Por derrotas, sempre deste povo obtidas...
Em povos outros e em batalhas muitas,
Nunca em história, sua tal houvera desencanto.


Nestas terras havia, glorioso e forte sentimento
Nesta gente da Lusitânia, "Nobre povo, nação valente"...!
De alma grande, gente que por terra esta amar, em frente iam!
Até que os romanos, nenhuma mais força tinham!

Oh tu Deus do Olimpo, a quem com tua ajuda, os de Roma iam!
Sabe que gente de Lusitânia em visão tanto tinham...
O futuro reino de Portugal, que nos mares, dominariam.
Que por seu rei Viriato, os romanos, nunca estas terras teriam!


Mas gente insana, sempre em este mundo, houvera.
Que sobornados, por os de Roma, servos do lusitano rei...
À espada seu senhor, dormindo tal nunca pensara. ..
Que estes de seu povo, a vida lhe tirariam, sem medo da lei.

Oh povo de Portugal lembra-te de Viriato, teu amigo
Que no seu morrer, foi sempre contigo!
E vós filhos de Roma, sabei, que Jesus Cristo,
Esta vossa gente derrotou, sabei pois isto!

Pois o império Romano caiu, por seus muitos pecados,
E Jesus com o amor, aos poderosos venceu...
E desta terra, rei será em fortes atos!
Disso muita certeza, a todos deu!...

17 anos.
Ah… meus 17 anos.
Foi ali que algo em mim despertou. Não como um grito, mas como um sussurro insistente dizendo quem eu era — e, com ainda mais clareza, quem eu jamais seria.


O mundo parecia pequeno e infinito ao mesmo tempo. A escola seguia seu ritmo previsível, enquanto eu me perdia em risadas altas com amigas insanas, em novos rumos improvisados, em horizontes que surgiam sem pedir licença.


Fugíamos para a Floresta da Tijuca como quem foge do destino traçado, inventávamos aventuras dentro de ônibus em movimento e dividíamos lanches simples, sempre banhados em Natasha com limão, como se aquilo fosse um ritual secreto da juventude.


Meu primeiro emprego veio com cheiro de essência. Numa fábrica de sabonetes artesanais, meus dias eram feitos de lauril, flores esmagadas, ervas secas e mãos úmidas de criação.


Eu já carregava a natureza entranhada na alma, mas ali ela me atravessou de vez. Quis saber os nomes das plantas, seus segredos, suas curas invisíveis. Algo em mim se abriu. Meu lado espiritual floresceu sem pedir permissão, e mergulhei inteira em uma tenda espírita, como quem retorna a uma casa esquecida.


Dois anos passaram como um rito de passagem. Foram anos de aprendizado, de quedas e renascimentos silenciosos. Crescia em mim uma urgência quase dolorida de viver segundo meus próprios ideais — ideais que batiam de frente com o mundo que me havia sido dado.


Minha mãe vivia uma vida de Amélia: mãos ocupadas, coração devoto, fé firme em Nossa Senhora… em todas elas. Cuidava da casa, das filhas, do marido, como quem se anula por amor e tradição.
Meu pai era feito de samba e ausência. Sambista nato, mulherengo incurável, espalhava traições como quem espalha confetes pelas madrugadas, uma mulher diferente a cada roda de samba.


E eu… eu não cabia naquele cenário.
Minha alma era livre demais, sonhadora demais, inquieta demais para suportar aquele cotidiano repetido. Eu precisava de direção, mas não de limites.


Precisava de caminho, mas não de cercas. Ainda não sabia o que queria ser, porque eu não queria ser apenas uma coisa.


Eu queria o mundo inteiro.
Eu queria tudo.

Bateria viciada

aos poucos a minha bateria se esgota
com os anos a alegria sai pela porta
as vezes dormindo na sala de aula
recebendo indiretas sobre cabeça abaixada
não sei porque, mas minha cabeça está pesada
sinto como se nada fizesse sentido
sinto como de o mundo tivesse se extinguido
sinto como se estivesse do lado de fora
de uma tela pixelada, falando, não sai nada
os dias antes cada vez mais lentos
e ao relento me sento, esperando a rotina mudar

Quanto tempo dura um amor?
Talvez um dia, uma semana, um mês, anos, séculos?
Há quem diga que ele seja eterno
mas, somente enquanto dure
Eu acredito em todas as possibilidades
mas, há aqueles amores que duram uma vida inteira dentro da gente
Mesmo havendo outros "amores"
São aqueles, os quais vão nos acompanhar para sempre
E mesmo tudo der errado, vamos nos lembrar dele dando certo, mesmo q assim não tenha sido
São os nossos amores de alma
Amores os quais nos fazem melhores
Amores que nos deixam muito de si e que também levam muito de nós
Amores que nos modificam como seres humanos
Amores aos quais não sabemos viver sem, mesmo que seja só em lembrança
Amores esses nos quais nos encontramos em verdade
Eu o amei
Foi um amor daquele que nos bambeiam
Que nos fazem satisfeitos em nós mesmos
Eu o amei
E o amando pude sentir meu coração se expandir
Haviam momentos que até doía e parecia querer explodir
Eu o amei
E o amando vou carregar te comigo
Pq já não sou mais minha e sendo assim dou me o direito de ter um pouco de você também para mim
Por favor se cuide, e sendo assim também cuide de nós pois, a muito que deixei de mim aí em você.

Vivemos em um mundo onde existem adultos aos 12 anos e crianças aos 60 anos.

A Garota do Balcão
Passei dois anos tentando entender como é perder alguém.
Não perder por briga ou despedida, mas perder por dentro.
Perder a fé no sentimento, perder a crença no amor, perder a certeza de que algo assim pudesse acontecer de novo.
Durante esse tempo, eu realmente acreditei que não encontraria mais ninguém.
Que algumas pessoas atravessam a nossa vida levando consigo tudo o que havia para amar.
Que depois delas, o coração aprende a funcionar… mas não a sentir.
E então, sem qualquer aviso, eu entrei numa loja de acessórios de celular.
É curioso como a vida escolhe cenários simples para grandes recomeços.
Entre películas de vidro, suportes discretos e cabos organizados não por cor, mas por tipo —
como se até ali tudo precisasse fazer sentido —
havia uma garota atrás do balcão.
E o mais estranho de tudo é que a única coisa que realmente nos separa…
é o balcão.
Não foi só o sorriso que chamou atenção.
Foi o conjunto.
O jeito contido.
As tatuagens minimalistas, quase silenciosas, marcadas como pensamentos que não precisam ser explicados.
Detalhes pequenos, mas cheios de intenção — como quem diz muito sem dizer nada.
E então tem o olhar.
Um olhar tão misterioso que desconcerta.
Daqueles que, se sustentado por mais de três segundos,
faz a gente desviar não por timidez,
mas por sentir demais.
Ali eu entendi uma coisa importante:
o amor não avisa quando volta.
Ele reaparece… diferente.
Não veio com urgência, nem com exagero.
Veio como curiosidade.
Como vontade de permanecer um pouco mais.
Como aquela sensação estranha de querer voltar ao mesmo lugar sem precisar de motivo.
A Garota do Balcão não sabe,
mas ela desmentiu uma certeza que eu carreguei por dois anos.
Ela provou que a gente nunca perde a capacidade de se apaixonar —
a gente só esquece como é até alguém lembrar.
Hoje, confesso ao público:
já não tenho mais o que inventar para entrar naquela loja.
Já comprei o que precisava… e o que não precisava também.
Mas continuo voltando.
Talvez isso não seja uma história de amor.
Talvez seja só um capítulo breve.
Ou talvez seja o começo de algo que ainda não tem nome.
Mas uma coisa é certa:
depois de tanto tempo acreditando que o sentimento tinha ficado no passado,
eu me apaixonei de novo.
De um jeito novo.
Mais calmo.
Mais consciente.
Mais verdadeiro.
E tudo isso começou…
E tudo isso começou com um balcão no meio.
Não como obstáculo,
mas como prova de que às vezes o amor não está distante —
só separado por alguns centímetros
e pela coragem de atravessar.

⁠É então e assim vão se passando os anos anos numa velocidade tão grande que a gente nem percebe. Parece que foi ontem que carregar vamos você nos braços, tão pequenina❤️ O amor que sentimos uns pelos outros para sempre e hoje por incrível que pareça é você que nos carrega nos braços. Feliz aniversário!
Que esse dia seja, apenas mais um entre tantos e tantos anos que ainda virão. Parabéns Princesa! 💚💜💚💜

Deus! Eu te agradeço pela tua presença em mim, nestes 62 anos de idade! É verdade que não me curaste, desta doença de Parkinson! Ainda assim eu te amo! Porque tu estás comigo! Permite Senhor, que eu sempre aceite, o que tens preparado para mim! Faça-se a tua vontade e não a minha!

Abençoa, a minha família, neste ano que está a começar! Abençoa todos os amigos! Assim seja amém!

Durante 26 anos eu vibrei baixo, no submundo, vibrar baixo não é sobre ser alguém bom ou ruim, eu sempre Fui alguém bom, que cometeu erros, como todos, mas eu enxergava o mundo como um lugar ruim, pessoas maldosas, que não me amavam e não zelavam por mim, mas como poderiam? Se nem sabiam o que era amor? Se eros ainda dormia?

2 anos juntos
Angra dos Reis
Andando pelas ruas
Uma igreja
Wesleyana
Risadas, coração quente, felicidade
Sensação de que o universo estava em paz com nossa união.

A idade está na alma, não nos anos.

18 anos de idade. Nada mudou. Só veio mais reponsa.

Aos 18 eu não sabia. Hoje após anos eu entendi:
a solidão que vem junto com a independência financeira dói pra caramba… mas é muito mais barata que a dependência dos outros. AMÉM OBRIGADO AO SENHOR.

Quando somos privilegiados em conseguir brindar a vida com mais de 70 anos,

a convivência diária com os jovens exige cuidado e uma profunda aceitaçao da realidade.
Dizem muitos, que idosos acumulam sabedoria! Sem dúvida, quase sempre esta é uma verdade. Mas será este o real sentimentos da maioria da juventude ao encarar um idoso?
Não acredito nesta verdade!
Talvez até por uma questão de educação ou exigência do momento, os jovens expressem
respeito e até carinho, para com um idoso em determinado encontro ou pequeno espaço de tempo .
Mas a verdade chega a ser cruel para aqueles que já experimentam o viver dos 70 ou 80!
Jovens não gostam de conviver com velhos! E, se por algum motivo, precisam fazê-lo, procuram uma maneira de, sutilmente, sair da incômoda situação, com a maior rapidez possível! Isto independente do status social ou grau de conhecimento que venha a ter o idoso.
Esta é a verdade crua que pode doer apesar de tantos belos discursos enaltecendo a terceira idade.
Portanto, o melhor é procurar amenizar os problemas da terceira idade, juntando-se a amigos desta mesma faixa etária.

Você não é mais o mesmo de cinco anos atrás, e não será o mesmo daqui a dez anos. A busca por um eu duradouro fracassa, pois o ser humano é uma transformação em contínua mudança, constituída por memórias, sentimentos e pensamentos efêmeros.

Augusto

Foi há alguns anos,
numa noite ao pé do lago.
Como sabeis todos, foi lá que encontrei
aquele que sempre soube amar;
vive ainda em meus pensamentos,
e amar-lhe era mais que amar a mim mesmo.

Eu era um jovem moço,
ele, um belo jovem,
nesta cidade ao pé do lago;
mas o nosso amor era mais que amor —
o meu e o dele era carnal,
um amor sagrado e profano.

E foi esta a razão por que, há muitos meses,
nesta cidade ao pé do lago,
à luz do luar eu ainda soube amá-lo;
mas a vida o tirou de mim
para encerrá-lo em meu sepulcro,
nesta cidade ao pé do lago.

E o rosto triste, no reflexo da água,
ainda murmura:
eu te amo…
Sim, foi essa a razão — como sabem todos —
que eu te perdi, Augusto.
Numa quinta-feira gelada,
o vento saiu da nuvem
e matou o amor que um dia soube amar.

Mas o nosso amor não era para sempre,
ridicularizado pelos deuses;
e nem os demônios sob o lago
poderão separar minha alma
da alma de Augusto.

Porque a luz triste do luar
só me traz sonhos
do dia lindo em que soube amá-lo;
e as estrelas na sexta sombria
só me devolvem os olhares
do meu amor que um dia soube amar.

E assim ‘stou deitado toda noite
ao lado do meu sepulcro,
sem Augusto,
no sepulcro ao pé do lago onde nos conhecemos,
ao pé do eterno murmúrio do lago.

Ao longo dos anos, trabalhando com mulheres, percebo um padrão que sempre me chama atenção: muitas, após 10, 15 anos de relacionamento, acabam engavetando seus sonhos. Param de estudar, deixam de se cuidar, abrem mão de hobbies e daquilo que as fazia vibrar.E, curiosamente, quando essas relações chegam ao fim, elas retomam tudo aquilo que nunca deveriam ter deixado para trás.



É claro, eu sei: esposo, filhos, casa, rotina, tudo isso exige tempo e dedicação. Mas é justamente por isso que eu sempre oriento, divida as tarefas dentro de casa, não abra mão dos seus estudos, do seu autocuidado e daquilo que você ama fazer. Amar sua família é essencial, mas amar a si mesma vem em primeiro lugar. Porque quando você se ama, está também cuidando dos seus.

Uma mulher feliz é capaz de irradiar felicidade para toda a sua família.

Basta apenas um ano de vida em silêncio e aprendemos a falar.E precisamos muitos anos de vida falando pra aprender a silenciar.

Não é medo, é cálculo de sobrevivência
Um passo errado apaga anos de resistência
Aqui ninguém tem margem pra romantizar
Quem não pensa antes age e depois não dá pra chorar - música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo

Cheguei sem pedir licença
com minha rima pesada.
Meu cordel pesado tem
31 anos de estrada.
Tive meus altos e baixos,
mas estou na caminhada.