Vovo Vou Sentir sua falta

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O indivíduo não recebe sua identidade completamente pronta; também a constrói por meio de suas escolhas, relações e reconhecimento social.

O indivíduo torna-se verdadeiramente consciente de sua liberdade quando percebe que sua existência não termina nos limites de sua própria subjetividade.

O espírito não encontra sua verdade fugindo de suas contradições, mas atravessando-as até alcançar uma compreensão mais elevada de si mesmo.

A lei somente realiza plenamente sua função quando transforma a razão em uma ordem orientada ao bem comum, e não em simples instrumento da vontade de quem possui poder.

O conhecimento adquire sua maior dignidade quando deixa de ser privilégio individual e se transforma em luz compartilhada com aqueles que ainda procuram compreender.

O homem não é um império isolado dentro do universo; sua liberdade, seus desejos e seus conflitos obedecem às mesmas relações de causalidade que governam a natureza.

O homem verdadeiramente livre não organiza sua existência em torno do medo da morte; procura compreender a vida com intensidade suficiente para não desperdiçá-la.

O Estado encontra sua legitimidade na capacidade de organizar a potência coletiva para tornar possível a segurança, a liberdade e a convivência, e não simplesmente na capacidade de impor obediência.

Nenhuma certeza humana deveria ser tão poderosa a ponto de dispensar sua própria prova.

Nenhuma maioria possui o direito de transformar sua convicção em verdade obrigatória para a consciência alheia.

Nenhuma lei é verdade apenas porque foi escrita; sua legitimidade começa quando pode sobreviver ao tribunal da razão.

O homem que não pode mudar de opinião já entregou parte de sua liberdade à própria ignorância.

O intelecto não inventa sozinho aquilo que conhece; grande parte de sua matéria-prima chega através da experiência.

O Estado encontra sua razão de existir na proteção da vida, da liberdade e dos bens, e não na transformação do cidadão em objeto de sua autoridade.

A lei não encontra sua dignidade na capacidade de constranger, mas na função de limitar a arbitrariedade e tornar previsível o exercício da liberdade.

A lei alcança sua legitimidade quando deixa de ser apenas comando do governante e passa a expressar uma vontade política que também vincula aqueles que a produziram.

As circunstâncias mudam, e a inteligência política pertence àquele que consegue transformar sua conduta sem abandonar o propósito que orienta sua ação.

Um Estado que entrega sua segurança fundamental à força de terceiros transforma sua soberania em uma dependência que pode ser cobrada justamente quando mais necessita de autonomia.

Toda nova ordem enfrenta aqueles que perderão com sua existência e recebe apoio daqueles que esperam ganhar com ela; por isso, transformar uma estrutura política exige mais do que boas intenções.

Entre a razão do Iluminismo e a complexidade do comportamento humano, o Direito encontra sua maior missão: proteger a liberdade de pensar, duvidar e escolher.