Vovo Vou Sentir sua falta

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Perdoar alguém não significa negar sua responsabilidade; significa recusar ao passado o direito de governar eternamente o futuro.

O homem ergue templos diante do desconhecido e depois confunde a arquitetura de sua esperança com a verdade do universo.

O homem criou deuses para explicar o céu; talvez sua maior tarefa agora seja aprender a contemplar o céu sem exigir que ele lhe responda.

A dúvida não destrói o sagrado; ela apenas impede que alguém transforme sua interpretação do sagrado em instrumento contra a liberdade alheia.

Nenhuma pergunta honesta é pequena quando sua resposta pode alterar nossa compreensão da existência.

O poder que não aceita freios começa a confundir sua vontade com a própria lei.

A lei deve proteger a liberdade, não apenas regulamentar sua aparência.

Toda autoridade legítima precisa encontrar sua justificativa no interesse público.

O ser humano pode formular perguntas que sua própria razão talvez jamais consiga responder definitivamente.

A justiça penal não deve medir sua força pela intensidade do sofrimento que consegue produzir.

Uma ordem jurídica civilizada mede sua força também pelaquilo que decide não fazer ao indivíduo.

A religião não perde sua liberdade porque o Estado permanece epistemicamente neutro.

Nenhuma maioria religiosa deveria converter sua convicção em obrigação intelectual para toda a sociedade.

O Direito começa a perder sua neutralidade quando passa a exigir adesão a uma metafísica particular.

A lei pode proteger uma convicção sem assumir responsabilidade por sua verdade metafísica.

Nenhuma instituição deveria receber imunidade intelectual apenas por sua antiguidade.

O poder deve justificar sua autoridade; a crença deve justificar sua pretensão de conhecimento; e o Direito deve limitar ambos.

Uma civilização mede sua maturidade pela liberdade que concede às perguntas que ainda não sabe responder.

O Estado laico não possui teologia oficial, porque sua constituição deve pertencer a todos e porque a existência de Deus permanece uma questão que o poder público não pode resolver.

Quem controla a narrativa de uma pessoa pode não controlar sua vida, mas pode alterar profundamente o modo como os outros a enxergam.