Vontade de te ver nem que Seja de longe
Talvez o maior talento humano seja transformar nossas próprias contradições em uma narrativa suficientemente convincente para continuar dormindo em paz.
O senso comum talvez seja a mais celebrada das virtudes e uma das menos distribuídas entre os homens.
O preconceito é uma sentença proferida antes do processo; por isso, talvez seja a forma mais primitiva de injustiça.
Talvez a maior conquista da razão não seja descobrir respostas, mas impedir que homens armados de certezas transformem dúvidas em crimes.
O homem civilizado aprendeu a esconder a violência sob palavras elegantes; talvez seja por isso que algumas injustiças chegam ao tribunal usando gravata.
Talvez a verdadeira liberdade seja isto: possuir convicções suficientemente profundas para defendê-las e inteligência suficientemente humilde para abandoná-las quando a verdade exigir.
Conhecer os limites do próprio conhecimento talvez seja a primeira forma de honestidade intelectual.
Nenhuma religião precisa ser destruída para que o Estado permaneça neutro; basta que nenhuma seja transformada em lei para todos.
O maior perigo para a liberdade talvez não seja o tirano que proíbe, mas a multidão que exige proibições em nome da própria virtude.
Reconhecer os limites do conhecimento não diminui a razão; impede que a ignorância seja disfarçada de certeza.
A liberdade política exige que o cidadão não seja apenas destinatário das leis, mas parte da comunidade que participa de sua formação e reconhece nelas uma expressão da vontade coletiva.
Talvez Deus seja uma resposta; talvez seja a pergunta que a humanidade ainda não aprendeu a formular.
O último território da liberdade talvez não seja o mundo, mas aquilo que ainda conseguimos pensar sem autorização.
Não seja o guarda-chuva de quem escolheu caminhar para a tempestade. Às vezes, sentir a chuva é parte de aprender a olhar para o céu.
DEPOIS DE TUDO
Talvez o problema das relações de hoje não seja a falta de conexão.
Talvez seja a falta de disposição para permanecer.
No começo, todo mundo parece saber o que quer.
Existem palavras bonitas, promessas, conversas intermináveis, fotos, desejos, planos e aquela sensação de que finalmente encontramos alguém diferente.
Até que chega a rotina.
E é aí que muita gente desiste.
Porque o beijo já não tem a mesma novidade. O abraço já não provoca a mesma ansiedade. A presença deixa de ser descoberta e passa a fazer parte do cotidiano.
Então aparece outra pessoa.
Outra conversa.
Outra emoção.
Outra “maçã”.
Mas talvez o problema nunca tenha sido a maçã.
Talvez seja a necessidade de sempre morder uma nova.
Porque pessoas não foram feitas para permanecer eternamente interessantes como uma novidade. Pessoas têm dias bons e ruins. Têm defeitos. Têm inseguranças. Têm passado.
Eu também tenho.
E não tenho vergonha disso.
Eu quero amar dando o melhor de mim. Quero ser romântico, carinhoso, intenso, companheiro e verdadeiro.
Mas existe uma coisa que eu não entrego em troca de amor:
a minha essência.
Eu posso evoluir.
Mas não quero me transformar em outra pessoa para ser escolhido.
E talvez seja justamente isso que mais dói.
Depois de tudo que a gente vive, ainda precisamos esperar para descobrir se alguém está realmente disposto a ficar.
Porque dizer “eu te amo” quando tudo é novidade é fácil.
Difícil é olhar para a mesma pessoa depois que a novidade acabou e continuar dizendo:
“Eu ainda quero você.”
É aí que começa o amor de verdade.
Não depois do primeiro beijo.
Não depois da primeira noite.
Não enquanto tudo é perfeito.
Mas depois de tudo.
Fhayom
E SE DÊ CERTO?
E se der certo?
Talvez essa seja a pergunta que deveríamos fazer antes de desistir de amar.
Depois de algumas decepções, a gente começa a acreditar que ficar sozinho é mais seguro.
E talvez seja.
Mas seguro não significa necessariamente feliz.
Chega uma hora em que a vida pede decisão.
Não problemas.
Solução.
Permitir que alguém entre na nossa vida é uma delas.
Não para ocupar um espaço vazio, mas para construir algo que antes não existia.
Porque amor não deveria ser disputa.
Não deveria ser quem pisa mais, quem demonstra menos ou quem consegue parecer mais indiferente.
Amor deveria ser presença.
Deveria ser cuidado.
Deveria ser aquele simples gesto de segurar a mão de alguém enquanto caminham.
Deveria ser rir de uma bobagem que só vocês dois entendem.
Deveria ser um abraço depois de um dia difícil.
Deveria ser sentir saudade e ter para quem ligar.
A verdade é que ninguém que procura amor quer ser tapete.
Quer ser amado.
Quer ser escolhido.
Quer alguém que diga, mesmo sem grandes discursos:
“Estou aqui.”
Então não permita que uma experiência ruim determine o resto da sua história.
Você não sabe o que pode acontecer se tentar novamente.
Talvez doa.
Talvez não dê certo.
Mas...
E se der certo?
E se dessa vez você encontrar alguém que transforme pequenos momentos em grandes lembranças?
E se aquele telefonema que um dia parecia comum se tornar a voz que você mais espera ouvir?
“Oi, meu bem. Tudo bem?”
E se aquele abraço no fim do dia se tornar o lugar onde você finalmente sente que pertence?
Talvez amar novamente seja exatamente isso:
ter coragem de descobrir se pode dar certo.
Porque, no fim, a vida não é feita apenas dos grandes acontecimentos.
É feita dos pequenos momentos que, quando compartilhados com a pessoa certa, tornam-se inesquecíveis.
Abrace mais.
Beije mais.
Ame mais.
Viva mais.
E, principalmente...
não deixe o medo roubar de você a possibilidade de ser feliz.
Texto: Fhayom para
Marli Barcela 💓
A Paraíba também é um local para amar
Seja no sertão ou no mar,
Contigo quero passear
De mãos dadas no Pavilhão do Chá.
Do alvorecer ao crepúsculo no Rio Sanhauá
Quero você agarrado na minha cintura,
Indo muito além do forrozar
Vamos juntos namorar...
Eis-me aqui, e você aí
Dá até para escrever uma letra de forró,
Quando você não está aqui
Porque foi na Paraíba que eu te conheci.
Não existe o 'cedo', e nunca é tarde
Para amar sempre existe tempo,
Aos poucos vamos nos aproximando
Por causa desse amor que está florescendo...
Seja melhor para as pessoas
do que elas são capazes de oferecer
e nunca espere que as pessoas
te tratem melhor do que você
é capaz de tratá-las.
Quando houver esta atitude em ti
e não houver este tipo de expectativa
social, a sua paz interior
passará a ser inquebrantável.
Seja
o romance
que você
deseja,
porque só
ficará
do seu
lado quem
desejar
o mesmo
romance
que você.
