Voce foi o meu Momento Inesquecivel Amor
"Agora, tendo visto tudo e sentido tudo, tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito e trabalhar, quanto possa e em tudo quanto possa, para o progresso da civilização e o alargamento da consciência da humanidade”.
( em carta a Armando Côrtes-Rodrigues, de 19 de Janeiro de 1915.)
Meu coração sente e sofre
ao menor sinal de desamor.
Se me quiseres por perto,
trata-o com cuidado..
Cika Parolin
Meu tempo
Meu tempo se faz acelerado
Muitas vezes, também, lento
Meu tempo por mim temperado
Nas cores das rajadas do vento
Tempo, meu tempo tão atento
Que num piscar de olhos é raio
Num simples sorriso sedento
No afago doces brisas de maio
Este meu tempo do tempo ao tempo
Das nostalgias sem tempo de alistar
Do tempo de saudade ao relento
Não perde tempo só quer amar
Se o tempo é o dono do meu tempo
O meu tempo no tempo quer se libertar
Pra isto no tempo tenho contento
Fazendo do tempo, tempo de poetar
Oh! Tempo do meu tempo
Traz pra mim mais pulsação
Mais paciência e mais atempo
No meu tempo, tempo do coração...
Tu tempo do meu tempo, agitação!
Meu café.
Um bom dia amanhecido
não é um dia qualquer
é meu dia preferido
quado escuto da mulher
que o cuscuz está servido
e que no bule tem café.
Cerrado
À sombra do pequizeiro
Delirei a vida a sonhar
No uivo do guará faceiro
Chora o meu recordar
Nos galhos tortuosos
Brotam as saudades
De cheiros maravilhosos
De infância, alacridades
Tem gosto de gabiroba
Aridez do sol a rachar
Vigor doce de mangaba
Buritis a nos sombrear
Constrói o João de barro
Nostalgias em todo lugar
O vaga-lume tão bizarro
Ilumina o meu poetar
O horizonte é sem fim
Onde põe a lua a repousar
Lobeiras talham o jardim
Das savanas a enfeitar
A arapuá em sua cabaça
Ornam o beiral do passado
Ipês em flor pura graça
Desenham o meu cerrado...
Rio, 22/03/2011,
17’07”
Poema ateu
Escondido no breu
Da madrugada
No fundo do meu eu
O corpo cala
Dormente acende o seu
Espírito, na lembrança que fala
Que um dia sofreu
Sofre, e ainda a nostalgia embala
Na noite, de um poema ateu
Que disfarça, clandestino
A saudade que um dia valeu
E hoje apenas brado peregrino
Seu Próximo
Seu Próximo, caminhava
ao meu lado, na rua e todos os
dias; me cumprimentava.
Seu Próximo pegava, os plásticos
reciclados nas lixeiras.
E entregava as cartas, quando chegava.
Seu Próximo era o vizinho educado.
E também aquele , que não queria papo.
Seu próximo , era amigo de todas as horas.
Mas também o inimigo, o adversário.
O antagonista.
Seu Próximo, era uma figura , que fazia rir.
Andava com flores nos cabelos. E gostava
de se divertir. Dançar. Sorrir.
Seu Próximo estava lá. Quando precisava.
Também, quando passava despercebido.
Caído na calçada.
Seu Próximo estava ali.
Procuraram Seu Próximo, numa caixinha
eletrônica. Mas não acharam.
Onde esta o Seu Próximo?
marcos fereS
Mas meu bem, nunca houve romance. Se só precisamos da companhia um do outro quando estamos na pior, que assim seja. Isso não é tão complicado.
O meu sorriso, minhas palavras, oque eu penso, e o reflexo vindo de vc
eo seu motivo de falar comigo, que volta ate vc fazendo o mesmo bem que vc tanto quer sentir.
Ninguem fala mal pra ninguém pra ver o mesmo mas falamos sorrindo pra ver a pessoa sentindo o mesmo de dentro pra fora.
...e quando ele me sorriu, eu já sabia: o puto do meu coração já ia se engraçar todinho, já ia soltar as frangas, o cabelo, fazer pose, fazer bico, revirar os olhinhos... Meu coração é um safado, desses muito abusado, que é só dar corda no malandro, que ele já sai sambando! Bixa besta, viu!
Vou andar no caminho da verdade
Espalhando essa mensagem com fervor
Meu Mestre me dá toda a capacidade
De doutrinar com amor!
Meu Jesus é meu Mestre Derradeiro
Minha luz,meu Guia neste mundo de ilusão
É quem mostra o Caminho Verdadeiro
Ensina-me a amar de coração!
Neste lugar onde ele me plantou
Trouxe nova vida,nova direção
Novo rumo,nova vida ele firmou
Para dar exemplo à nova geração
Para demonstrar toda lealdade
No Caminho da Santa Luz
Com amor,amizade,justiça e sinceridade
Para Sempre Amém Jesus!
Eu posso engolir minha língua, posso morder meu indicador até sangrar, posso respirar dentro do saco de pão até sufocar, mas ela não vai morrer. Eu posso arremessá-la contra o chão gelado do banheiro, pisar alto e gritar forte, mas ela não vai desaparecer como a fumaça do banheiro. Sua marca de batom vai ficar registrada na minha xícara de zebra, seu sopro leve vai deixar meus talheres sobre a pia e seus passos pontuados vão amassar o que sobrou da festa. A sujeira continua lá. Bem no cantinho do lado bom da cama. Próxima ao interruptor e dentro do carro. A sujeira mora em mim e varre o que houver ao redor. Ela se sente à vontade no meu guarda-roupa e pesa a bolsa de mão. Já avançou para os novos cômodos e aos finais de semana habita a sala e a cozinha. Ontem achei um pedaço de azeitona dentro do lixo do carro. Ela sobreviveu mais de um mês e não cheirou mal. Eu prometi não tirá-la dali, mas ela desapareceu. Desapareceu naquilo que eu mesma criei como o ticket do estacionamento, o comprimido, a garrafinha d’água, o cartão do celular, a alça do sutiã, a trufa, o recibo, as chaves...
Soneto II
Uma mão pousou em mim
Sacudiu-me do meu lugar
Fez um pobre coração enfim
Resolver ao amor se entregar
Agora vejo.A tristeza fora embora!
Aprisionou-me no calabouço escondido
Vede quão grande ironia vigora
Ao temer o passado sofrido!
Se eu conhecesse toda a verdade
Carrasco seria ao tolerar
A mudança proveniente
O castigo seria eterno
Cujo pecado mortal,a idade
Assumisse esse amor naturalmente!
