Vivo pra Mim
A VIGÍLIA DO SILÊNCIO VIVO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano: 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há imagens que não se oferecem ao olhar, mas o convocam. Esta é uma delas. Não se trata de um retrato, mas de uma presença suspensa entre o visível e o indizível, como se a própria matéria hesitasse em existir sob a luz que a toca. A figura feminina emerge não como corpo, mas como um enigma antigo, daqueles que a memória reconhece sem jamais ter conhecido.
O olhar que se ergue em sua direção não implora, não acusa, não seduz. Ele aguarda. Há nele a serenidade dos que já atravessaram a perda e, mesmo assim, permanecem fiéis à delicadeza. Os olhos não refletem o mundo, mas o absorvem, como se todo o peso do tempo houvesse encontrado ali um abrigo silencioso. A expressão não pertence à juventude nem à velhice. Pertence àquilo que sobrevive às eras e insiste em permanecer sensível.
Nos braços, a criatura que repousa não é apenas um ser vivo. É símbolo. É o frágil confiado ao eterno. O animal repousa com a solenidade de quem reconhece o sagrado sem compreendê-lo. Há entre ambos uma comunhão anterior à palavra, um pacto silencioso firmado antes da linguagem. O gesto que o sustém não é de posse, mas de guarda. Não há domínio, há responsabilidade.
A luz que envolve a cena não ilumina, consagra. Ela não vem de fora, mas parece exalar da própria quietude que os envolve. É uma luz antiga, quase mineral, que lembra a poeira dos séculos e o ouro gasto dos ícones esquecidos. Tudo ali sugere recolhimento, como se o mundo tivesse sido temporariamente suspenso para permitir aquele instante absoluto.
Nesta imagem, o tempo não corre. Ele contempla. E ao contemplar, revela que a verdadeira beleza não clama por atenção, apenas permanece. Há uma melancolia serena que não dói, apenas ensina. Uma melancolia que compreende que existir é sustentar a fragilidade do outro sem pedir nada em troca.
Quem observa sente o peso suave de uma pergunta sem palavras. Que espécie de silêncio é esse que nos reconhece? Talvez seja o mesmo silêncio que antecede toda verdade profunda. Aquele que não se explica, apenas se sente.
E é nesse ponto exato que a imagem deixa de ser vista e passa a habitar quem a contempla. Porque certas visões não foram feitas para os olhos, mas para aquilo que em nós ainda sabe sentir sem defesa.
AMOR QUE VIVO NO ALTAR DA DISTÂNCIA.
"Se amas um anjo que nunca tocarás,
não é pecado — é arte.
Mas que tua alma e esse amor, mesmo assim,
não morra no altar do impossível.
Porque há infernos que só existem
quando esquecemos que somos dignos do paraíso."
"para quem acha que me conhece..só digo uma coisa... até hoje não me descobri... e se eu vivo minha experiencia de vida..não é você que vai saber quem eu realmente sou.."
Para viver não basta estar vivo. É preciso descobrir uma "clareira" sob o céu de cada "colina", e mesmo que a "noite" chegue, após o "entardecer", que o "firmamento" jamais esconda, aquilo que seus olhos precisam ver...
Entenda a calmaria, sinta e respire devagar, lembre-se da dádiva de estar vivo, deixe fluir o restante como as águas que voltam para o mar!
Na ciência um autor nunca morre. Ele sempre permanece vivo (com suas teorias) em nosso objeto de pesquisa.
Quando você tem depressão, cada dia vivo é uma vitória. Bem, na verdade não é uma vitória, porque acordar continua sendo triste e desesperador. Mas com tantos pensamentos horríveis, sei que estou me esforçando por apenas ainda estar aqui, nesse mundo, viva. Faz tempo que a vida tem se tornado preto e branca e poucas coisas me alegram. Já não tenho mais vontade de sair, tenho medo de perder meus amigos, mas não tenho nem forças para sair de casa. Viver é um pesadelo no qual parece que eu nunca vou acordar. A vida já foi melhor, mas estou aqui, aos prantos pensando o que será de mim...passei do meu limite várias vezes. Tudo dói. Tudo machuca.
Quando você tem depressão, cada dia vivo é uma vitória. Bem, na verdade não é uma vitória, porque acordar continua sendo triste e desesperador. Mas com tantos pensamentos horríveis, sei que estou me esforçando por apenas ainda estar aqui, nesse mundo, viva. Faz tempo que a vida tem se tornado preto e branca e poucas coisas me alegram. Já não tenho mais vontade de sair, tenho medo de perder meus amigos, mas não tenho nem forças para sair de casa. Viver é um pesadelo no qual parece que eu nunca vou acordar. A vida já foi melhor, mas estou aqui, aos prantos pensando o que será de mim...passei do meu limite várias vezes. Tudo dói. Tudo machuca.
Eu carrego a morte de alguém comigo. Não como lembrança distante, mas como algo vivo, pulsando dentro do meu peito. Ela respira comigo, anda comigo, dorme ao meu lado quando fecho os olhos. Não importa onde eu esteja, aquele momento sempre chega antes de mim.
As pessoas dizem que não foi culpa minha. Que foi um erro, um acidente, uma consequência inevitável. Elas falam isso com facilidade, como quem descreve o clima. Mas eu estava lá. Eu vi os olhos perderem o foco. Eu ouvi o último suspiro falhar no meio do caminho. Eu senti o peso da vida se tornando apenas… carne.
Eu lembro do som. Sempre lembro. O impacto não foi alto, foi seco, errado. Um som que não deveria existir. Houve um segundo de silêncio absoluto, e nesse segundo eu soube. Antes mesmo de olhar, eu soube que tinha acabado com tudo. Quando meus olhos desceram, o corpo já não respondia. Peso morto. Calor indo embora rápido demais.
Minhas mãos tremeram, mas não largaram. Tinham sangue nelas, muito mais do que eu esperava. Grosso, escuro, quente. Escorreu pelos pulsos como se quisesse me marcar, como se quisesse garantir que eu nunca esquecesse quem eu era naquele instante. Eu fiquei ali parado, incapaz de agir, esperando um milagre que não veio.
Desde então, nada em mim funciona direito.
A culpa não é um pensamento, é uma sensação física. Ela aperta minha garganta até doer engolir saliva. Ela faz meu estômago revirar, como se algo estivesse apodrecendo por dentro. Às vezes eu acordo com vontade de vomitar, outras vezes com vontade de gritar, mas nunca faço nenhum dos dois. Eu engulo. Sempre engulo.
Já lavei minhas mãos até a pele rachar. Até arder. Até sangrar de novo. Mas o vermelho nunca some de verdade. Ele volta quando fecho os olhos. Volta quando o silêncio fica alto demais. Volta quando alguém confia em mim, porque eu sei exatamente o que sou capaz de destruir.
Eu não me perdoo. Não porque não tentaram me convencer, mas porque eu não mereço. O perdão exige que o erro fique no passado, e o que eu fiz não ficou. Ele se espalhou. Moldou tudo o que eu me tornei depois.
Em batalha, eu avanço sem medo. Parte de mim espera ser atingida. Não por coragem, mas por cansaço. Cada dor nova é pequena comparada àquela que nunca para. Cada ferida aberta é um lembrete de que ainda estou aqui… quando talvez não devesse.
Eu sigo em frente não por esperança, mas por punição. Viver é a sentença. Lembrar é a tortura. E carregar essa culpa é a única coisa que me mantém honesto sobre quem eu realmente sou.
Eu não esqueci.
Eu nunca vou esquecer.
E isso é o que mais dói.
— Cyrox
Sinto muito se não sou a pessoa mais legal do mundo, mas a hipocrisia não combina comigo. Pois vivo meu mundo de liberdade e sem preconceito de opiniões. Mas não sou alienado sem conhecimento devido à fragilidade dos indivíduos que só conseguem identificar o que os separa e não os une.
O que nos torna tão humanos além de ser um ser vivo racional e viver em um mundo com 8 bilhões de ideologias distintas e, graças a essas grandes diversidades e distinções de pensamentos, muitas vezes podemos aceitar ou confrontar uma ou um conjunto de ideias propostas por cada indivíduo.
Eu vivo buscando a OUTRA MARGEM. Às vezes me afogo, mas sempre aparece uma prancha amiga. Me agarro e continuo dando as braçadas da esperança
Nos meus momentos de duvidas, sempre consulto meu arquivo vivo de sabedorias Branquinho Lourenço... (Patife)
Ja morri mais de mil vezes em meus sonhos, aí acordo e me vejo ainda mais vivo. Nos meus sonhos sou mais feliz...(Mario Valen e Olivia Campos)
Quando tiver q fazer algo por alguém, faça-o enquanto está vivo, depois de morto só servirá pro bicho comer debaixo da sepultura.
