Viver em Sociedade
Eu decidi ser livre e usar de forma coerente essa liberdade. Rir alto, ter meu próprio estilo, não seguir padrões determinados pela sociedade contemporânea, melhorar sim, mas por mim e não porque me dizem que devo me enquadrar naquilo que me exigem só para eu ser aceita.
É interessante o paradoxo do crescimento evangélico. Enquanto aumentamos em números, a influência na sociedade diminui. Isso prova que o Evangelho não está crescendo, mas o projeto pessoal de algumas lideranças. Pois, onde o Evangelho cresce a sociedade é impactada e transformada.
Vivemos num momento tão obscuro na história da humanidade, que os que dizem a verdade são execrados pela sociedade, e aqueles que espalham a mentira e provocam divisões são aplaudidos por milhares seguidores.
A Pastelaria Defronte À Casa Vazia De Mim
Na pastelaria defronte à casa vazia de mim
onde habito
distraio-me nas gargalhadas imbecis
das gentes rotineiras que absorvem meias de leite e galões
fazendo uma espécie de orquestra
com o autocarro parado adiante
falando da vida alheia
com a boca tão cheia
que chegam a cuspir “gafanhotos”espaciais
apanhando os mais incautos.
São raras as vezes que passo por lá,
mas gosto de observar o saltitar dos pardais em busca de migalhas.
Na pastelaria defronte à casa
onde ainda habito
o álcool ameniza as mágoas,
a marijuana devolve-lhes
os sonhos mais banais
e as crianças vagueiam soltas sem jantar
brincando e comendo gomas e chocolates.
Se ao menos fossem como os pardais da manhã a saltitar entre as mesas,
se ao menos fossem como alguns cães que certas senhoras
levam a passear aos quais compram bolos de arroz ou com eles dividem a tosta mista!
Quão estéril é a pastelaria defronte a esta casa vazia de mim!
O historiador, através do pensamento crítico e da narrativa, não só preserva e interpreta o passado, mas também influencia diretamente a formação cultural e o desenvolvimento das regiões, ajudando a construir uma sociedade mais consciente e informada.
A Guerra do Paraguai, também conhecida como Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra Guasu, foi um dos eventos mais marcantes da história sul-americana.
Entre 1864 e 1870, quatro nações: Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai, se envolveram em um conflito que deixou cicatrizes profundas na região da grande província de Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, foi o passado o palco central da guerra.
Homens, mulheres e jovens lutavam, cada um defendendo sua pátria e seus ideais.
Os Impérios se confrontavam, e a Europa observava atentamente, com França, Inglaterra, Espanha, Portugal e até os Estados Unidos acompanhando o desfecho deste conflito. Batalhas épicas e históricas foram travadas em locais como Riachuelo, Colônia dos Dourados, Humaitá, Itororó, Avaí, Angostura e Lomas Valentinas, até o desfecho final na última batalha do Cerro Corá.
Quem venceu, quem perdeu, quem foi o culpado e o inocente, essas são perguntas que ainda ecoam no imaginário popular. As histórias e lendas da guerra se misturam com o cotidiano das pessoas, e os tesouros pós-guerra, reais ou imaginários, alimentam a curiosidade e a esperança.
A fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, com seus caminhos, estradas e povos diversos, guarda a alma daqueles que partiram e as cicatrizes dos que ficaram.
Os eventos que o tempo não apaga se tornaram parte da formação socioeconômica dos povos, influenciando o desenvolvimento cultural por gerações.
Quão aberta está a alma, despojada das camadas superficiais, afligida pelo vírus constante da máscara social.
Imunidade vem de dentro, resposta imune das reações do espírito frente as concepções fúteis da sociedade.
Reconhecimento da necessidade dos nutrientes necessários a saúde, os quais são resultado da dieta elementar dos argumentos abstratos e imutáveis do verdadeiro ser que habita em nós.
Eu não me importo se as pessoas gostam ou não da minha pessoa, acredito que todas têm o direito, tanto da repulsa quanto do amor ou até mesmo o fingimento.
A solução para que um povo tenha prosperidade, passa por conhecermos as potencialidades de cada um dos membros da sociedade em que estejamos inseridos.
Pinceladas de agonia, sente se a dor deste homem.
- Mas o que houve com este tolo para q ficasse assim?
Julgamentos e mais julgamentos, é isso que fazemos. A única diferença entre você e o homem com o pincel é que ele usa a arte para expressar seus sentimentos, a sua raiva, seus medos, sua angustia, suas desilusões. Cada pedaço de nos esta ali, sim ali mesmo naquele borrao cheio de sentimentos. Nos simplesmente anseamos, desejamos e queremos ser compreendidos, queremos saber se alguém sente o que sentimos, esse é nossa carma, essa é nossa necessidade, isso é ser humano.
Estamos vivendo em tempos de profunda superficialidade, onde o espetáculo devora o sentido e nos priva da pausa necessária para existir. A sociedade do cansaço exige um desempenho extenuante, enquanto a validação momentânea alimenta ansiedades que ficam sem nomear. A violência, tanto física quanto mental, molda relações e silencia almas, fragmentando aquilo que poderia ser inteiro.
Nossas interações se transformaram em vitrines e nossos afetos, em mercadorias. Nas redes que prometem conexão, encontramos distância; na busca por relevância, nos perdemos de nós mesmos. Vivemos no teatro do vazio, onde tudo parece urgente, mas quase nada é essencial.
Resistir é um ato de coragem e cuidado. Precisamos reencontrar o silêncio que nos reconcilia, o olhar que acolhe, a arte que inquieta e a palavra que nos devolve ao real. Só assim poderemos escapar das armadilhas do espetáculo e resgatar a integridade de quem realmente somos.
"Quando uma pessoa disser que te compreende, num ato seu que é desaprovado socialmente, pergunte a ela se procederia da mesma forma, se estivesse em sua situação.
Se responder que não, é porque, na verdade,
ela não te compreende..."
"Ser livre é mais do que o pleno direito que todo indivíduo tem de ir e vir dentro de uma sociedade.
Ser livre é, simplesmente, SER."
A criança abandonada é vítima permanente de agressão, por omissão, das autoridades e da própria sociedade em que vive.
É no lado sombrio da vida que são encontrados aqueles que se acham soberanos do juízo perfeito, agindo em sociedade com a vaidade e o orgulho
