Viver e Nao se Preocupar com o Futuro
Quando eu envelhecer. Eu quero ficar mais velha assim como sou. Bem humorada, cheirosa, maquiada de bem com a vida e melhorando o espírito. Não me vistam com calcolas, não me coloquem roupas sem cor. Não me encostem numa janela. Quero continuar vendo a chuva, vendo o sol, vendo gente. Quero viver até o último suspiro, lutando pra ser melhor. Pra ser eu, pra ser feliz.
Quero acreditar na existência de um outro eu, mais encorajado disposto a conquistar seus objetivos de vida e disposto a viver fazendo tudo o que eu queria ter feito e não fiz.
A vida é um sopro;
A felicidade um momento;
A dor passageira;
O amor, encontro de almas.
#Aniz
#Odeioafilosofia
Assim como nosso corpo fala por gestos, a natureza fala nos seus inúmeros movimentos e acontecimentos. Aprender viver é aprender compreendê-la.
Hoje, sobreviver já se tornou um mérito
E viver deixou de ser escolha para se tornar artigo de luxo.
Paraíso Particular
" Nesse dia que simplesmente existe e gentilmente me oferece todas as cores, aromas e sabores, vou viver, me cuidar e se necessário restaurar meu paraíso particular. Aprendi com o tempo e tendo muita fé que
o homem bom tira coisas boas do bom tesouro que guarda em seu coração e o homem mau tira coisas ruins do mal que está guardado lá, porque a sua boca fala e suas ações mostram do que está cheio seu coração e esse é o seu paraíso particular."
Kate Salomão
Quanto tempo dura a vida?
Há vidas que duram apenas 20 anos num corpo de 70.
Anos bem vividos e não sobrevividos.
Há vidas que duram apenas 5 minutos, num corpo preparado por 7 longos meses.
Tem vidas que duram apenas 6 anos e ensinam mais do que alguém de 80.
Tempo de vida é particular, individual, apoiado sobre os nossos interesses do que é ter uma vida boa!
Para uns poder viajar é viver,para outros poder comer de tudo, para uns viver é comer saudável,para outros viver é o agora, brindar o presente, mandar a tristeza embora.
Mas para todos, viver é um instante sem certeza do que vem e em todos os nossos desejos morreremos, seja pelo arrependimento ou pelo prazer.
A centelha que nos mantém vivos é tão tênue quanto a fagulha que nos leva a morte. Efêmeros somos, simples poeira cósmica, lapso orbital, existência acidental.
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo)
EU SEI
Que o sol brilhará em seu halo ancestral ao percorrer a grandeza do firmamento
Que as direções tomadas, impingidas ou precipitadas nos levarão ao apogeu da glória ou ao poço do esquecimento
Que cada segundo é único, raro e precioso de se viver
Que o tudo pode ser nada e o nada tudo pode ser
Que o passado nos pressiona mas não tem o poder de nos acorrentar
Que o presente é tudo que temos e tudo que podemos esperar
Que o futuro está no colo dos deuses e seus asseclas imortais
Que o repicar sonoro na nossa caixa torácica é a melodia da eternidade ressoando lindamente em inícios e finais
Que um sorriso pode ter um efeito sobrenatural
Que um abraço vindo do lugar certo é sem igual
Que um toque é capaz de nos fazer bailar pelos despenhadeiros mais belos
E que um beijo transporta os sabores da vida e dos céus em úmidos elos
Eu não sei ...
A razão do acaso dos mundos gritando seus apelos lúgubres aos meus ouvidos
O motivo do ser, estar ou parecer que desencanta e maravilha o berço dos perdidos
O que esperar ao subir trôpego as dificuldades de existir que se elevam em íngremes montes
Se a luz que me ilumina me trespassa ou se crio sombras no horizonte
Se a balança de Anúbis suportará o sopro da minha existência
Se meus castanhos olhos se perdem onde deveriam ou se meus lábios dançam com quem tem a mesma cadência
Se aqueles aos quais estendi a mão foram dignos de as pegar
Se o portador do meu cálice poderá seguramente dele provar
Onde caminhar? Em meio às luzes das mais belas mentiras ou nas sombras da seca verdade
Perder a mim mesmo sendo o que se espera que eu seja ou a tudo mais para alçar a liberdade
Encantar a um em um encontro não predestinado ou abraçar a todos no suprassumo da mortandade
Remar em lagos tranquilos e opacos ou se lançar no êxtase de uma bela tempestade
Sei que não sei e que ao fim saberei menos do que suponho agora saber
E que a ausência do saber é a ausência do fim e o nosso ápice como ser
Não sei de tudo mais e não tenho a pretensão de saber
A incógnita perdura no tempo e a certeza se esgarça no tule arrogante do parecer.
Naquele momento sublime de intimidade consigo mesmo, no auge da reflexão e do autoconhecimento, tive observando parâmetros singulares da vida. Você entra na vida de pessoas e pessoas entram na sua. Momentos vêm e vão, lembranças, ensinamentos, tudo envoltos num oceano de compartilhamento mútuo. Em um dia você planeja coisas e sonha com aquilo, no outro nada mais é como antes. Vejo que faz parte da natureza do ser humano mudar. Aliás, tudo muda. Em muitos casos a essência fica, mas aquele sentimento de pertencimento a uma realidade outrora vivida fica para trás. É um processo dolorido, que machuca internamente uma contrução diária de perspectivas e realizações. Mas se foi. Uns indo dando adeus e outros sem mesmo ter a chance de se despedir. Mas no final de tudo sobra você. Agora decida: ou vive preso ao passado ou se reinventa. Qual é mais viável para o seu eu?
Só tem o coração quebrado quem amou. Vida é risco, é janela aberta aberta pro infinito! Fechar-se garante um coração inteiro, mas também nos mantém reféns de uma vida morna, de uma existência sem emoção.
Esporadicamente transborde sua essência de viver perigosamente, em momentos ínfimos prazerosos, perceberás que teu desânimo vai para o espaço
