Viver e Nao se Preocupar com o Futuro
"Aventurar-se é viver riscos necessários que mais nos alinham ao caminho do que nos retiram dos trilhos da vida."
O dualismo universal é perceptível quando existe uma conectividade, em equilíbrio, entre a razão de viver e a percepção da existência
Cada dia que você vive é como uma porta aberta, um livro contemplado, uma fruta desejada. Por isso escolha seguir. Apenas siga.
A melhor forma de viver é olhando para a frente, escrevendo nas páginas de sua existência o seu destino, com derrotas, sofrimentos, más, também repleto de vitórias e muitas alegrias.
Meu Mimo
O mimo desse olhar meigo e suave.
Esse teu jeito todo diferente de
olhares de lado, provoca os meus
sentidos.
Esses lábios cerrados apaixonam.
Fazem imaginar uma relação diferente.
E quando abertos, perde-se a noção de
tudo, só para senti-los.
Jeito mulher de ser , te olho e passo a
te sentir chegando bem perto de mim.
Vendo esses olhos pousando sobre o meu
corpo.
Descansa junto a mim doce mulher.
A vontade toma conta do raciocínio.
Sermos um do outro é o principio
básico.
Te prender em mim é a solução mais
lógica a ser feita, meu mimo que amor
espalhas, basta juntá-los e os viver.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
A dádiva da vida é viver. Sinta a preciosidade dos detalhes, consegue enxergar a importância dos fragmentos para a formação de um todo? Sinta a pluralidade de cada momento, a pureza do toque, o calor que traz felicidade em grande intensidade, o frio que te leva a introspecção. A chuva te chama para dançar, está sentindo as gotas? Elas são únicas. O raiar do sol traz consigo um novo dia, respire fundo e sinta o calor das possibilidades que podem ser vividas. Não seja um morto em vida, abandone o medo de viver.
Num mundo carregado de avessos, onde o sonho murcha e o maravilhoso se abastarda, vivemos o mimetismo da vida.
Não a vida.
Doctorstrangelove
Como dizer o que nunca disse? Como mostrar o que nunca mostrei?
Como ser o que nunca fui?
Podemos ou devemos corresponder àquilo que nos é dado?
Não corresponder seria pecado? Corresponder seria suicídio tentado?
A essência e a vivência formam barreiras à reciprocidade exigida por muitos e entendida por poucos.
Fazei o que está em vosso coração da forma mais branda e pura, sem buscar qualquer reconhecimento ou retribuição, e então serás verdadeiramente feliz.
O sambista e o Covid 19
O sambista diletante, já aposentado, depois de contribuir ao INSS por uns 47 anos, começou a frequentar as Rodas de Samba nos Bares temáticos da sua cidade natal. O que era uma aspiração juvenil se transformou em paixão passageira e depois se tornou amor eterno. Resultou no casamento perfeito (tipo a fome e a vontade de comer). Bem assim. Desde a infância (anos 50), o dito “Sambista Diletante” tinha aprendido através das “ondas sonoras” das emissoras de rádio AM, a apreciar o Sertanejo Raiz, o Samba e o Choro, com destaque para os compositores e intérpretes dos anos 20 a 50. Nas Rodas de Samba reencontrou muitos “amigos de infância e juventude”, além de colegas de estudo e trabalho. A cada reencontro era uma festa. E também granjeou novas amizades. Os canais de comunicações Facebook, Whats e E-mail se tornaram a ligação quase que diária com alguns, uma vez por semana com outros, mas o importante mesmo era aquela agradável sensação do reencontro e da troca de energias. A música é linguagem universal, enleva, alegra, aproxima as pessoas. Até que a pandemia 2020 surgiu e foi necessário confinar as pessoas, isolar socialmente os mais vulneráveis (grupo de risco), a obrigar a população a usar máscaras faciais protetivas e seguir rígidos protocolos de segurança. Desde o início de março o Sambista Diletante se recolheu, juntamente com centenas de músicos e amantes da MPB, entrando no esquema de hibernação. E somente pelas redes sociais se comunicam com familiares e amigos. Alguns mais afoitos (e imprudentes) continuaram a frequentar os botecos preferidos, a se reunir com os amigos nas Rodas de Sambas, à revelia das orientações dos médicos e gestores públicos. Muitos contraíram o Covid 19 e alguns já partiram antes do combinado. Até quando assim será?
Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo – SP.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Viva o amor, viva o sorriso
viva o prazer do desconhecido.
Viva com força viva tudo aquilo que ainda deixou de ser vivido, ao vosso desprazer despercebido.
