Vítima
A melhor forma de evitar cair em golpes é ter a consciência de que qualquer pessoa pode ser vítima, pois ninguém está blindado, toda cautela é bem-vinda.
A vítima da manipulação da mente não sabe que é uma vítima. Para ele, as paredes de sua prisão são invisíveis e ele acredita ser livre.
Ser vítima tem um gosto amargo, ou era assim, ultimamente mais pessoas o vêem com certa doçura, não na tragédia claro, mas no tratamento que se recebe por ser vítima, um agridoce que desejam saborear.
"Vitimismo" ou "vítima da sociedade" é um pseudo-conceito ignorante que não explica, não funciona, e justifica a austeridade, o rigor, a severidade e a exclusão dos mais pobres.
Algumas pessoas se colocam no papel de vítima para não serem incomodadas na zona de conforto que ela mesma criou, não quer encarar a vida com a responsabilidade de sair deste estado cômodo.
O ofensor é tão vítima quanto o ofendido! vítima de um legado, que uma sociedade doente o deixou como herança.
Quem fica bravo também sente dor. Não é mentiroso, nem se faz de vítima — ele apenas sofre em silêncio. Muitos julgam a raiva como erro, mas esquecem que ela, às vezes, é só um grito por dentro. Nem todo mundo que reage está fingindo. Tem gente que sofre, que luta, que quer crescer, mas é mal interpretada. Não duvide da dor de alguém só porque ela não vem com lágrimas — às vezes, vem em forma de força.
Entre o Assassino e a Vítima
Quem sou eu?
Um humano imperfeito,
destroçado entre o espelho e a carne,
cometendo crimes contra mim mesmo,
atentados sutis que corrompem a alma
e rasgam a pele da consciência.
Sou vítima ou assassino
daquilo que me tornei?
Voluntário no ato de me ferir
ou involuntário na arte de desmoronar?
Sou necessidade que enlouquece,
psicose que se veste de razão,
ou um delírio lúcido que encena
a tragédia de ser quem sou?
Sou mesmo louco?
Ou a loucura é a máscara
que uso para não ver a verdade
do caos que me habita?
Sou mesmo eu?
Ou sou um espectro fragmentado,
uma nota dissonante
na sinfonia do que jamais fui?
Indizível.
Como nomear o vazio que preenche
os espaços entre meus gestos?
Como afirmar com certeza
que sou algo além do que falha
ao tentar existir por completo?
Se a dúvida me define,
sou tanto a ferida quanto a lâmina,
a mão que acolhe e que esmaga,
o vulto que se esconde atrás de um rosto
que mal reconhece sua própria sombra.
E se o espelho estilhaçado
reflete múltiplos eus
que coexistem na fissura do real?
Serei eu o caco que corta
ou o reflexo que sangra?
Sou a colisão entre o ser e o não ser,
o vértice do abismo onde a dúvida ecoa
e a própria identidade se desfaz.
Há um grito que rompe o silêncio,
uma palavra que treme na garganta,
como se nomear-se fosse desabar
e aceitar-se fosse um pacto
com a dor que me habita.
E no limiar dessa guerra interna,
sou o paradoxo que respira,
uma verdade que mente para si mesma
enquanto tenta sobreviver ao próprio fardo.
Ser é ser incompleto.
Sou a imperfeição que sobrevive
no abismo entre razão e caos,
desafiando a lógica
com um coração que ainda pulsa
mesmo quando a mente implora por trégua.
O aborto é um crime do qual foi tirado da vítima o direito de um inquérito para punir o assassino que não deu chance a vítima de respirar e de enxergar a beleza da vida.
Aposentado !
Já sou aposentado, mas ainda continuo
vítima da Previdência Social.
Todos os meses, tenho que pagar dez ponto cinquenta, se alguém puder me explicar pra onde vai esse dinheiro, que é descontado todos os meus dos meus proventos, por certo poderá até contar, mas não viverá para finalizar a história.
Quem sancionou essa lei, foi o presidente dos pobres no mês de junho de 2006.
No decreto estava escrito: Que todos que recebessem a cima de R$ 1.080,00 reais ao se aposentar teriam que pagar 14% todos os mêses.
Na reforma da previdência, os 14% por cento sumiu, vindo assim a dar lugar ao famoso 10.50 que sinceramente é pior que os 14%, só Deus estendendo às mãos a favor dos aposentados.
Não se torne vítima de si mesmo, tentando encontrar explicação para justificar as derrotas pelas quais você é o único culpado quando não admite seus erros, nem se preocupa em corrigi-los.
É uma forma [o complexo de vítima] muito dissimulada de você fugir à responsabilidade e preguiçosamente não se esforçar para resolver os próprios problemas, permanecendo, assim, infantil, dependente e, por consequência, impotente.
