Violencia Domestica de Pais Contra Filhos
É preciso transformar a violência que está em nós. Antes de fazer grandes discursos contra a violência, é necessário aprender a transformá-la em si mesmo. Muitas vezes, são os nossos pensamentos que são violentos, nossos julgamentos. E é um longo caminho aprender a doçura.
Carrego sangue judeu em
minhas veias e repudio O
ódio contra meu povo
assim como a violência na
Palestina. Que nossa
história nos ensine a
respeitar vidas, valorizar
nossas raízes e combater
toda forma de intolerância.
--Nereu Alves
A violência contra a mulher e o feminicídio
são a prova extrema da masculinidade atrofiada.
✍©️@MiriamDaCosta
Uma iniciativa eficaz para coibir a violência contra a mulher seria o Governo disponibilizar, a todas as interessadas, aulas gratuitas de defesa pessoal (como Jiu-Jitsu, Karatê ou Judô). Embora não garanta salvaguarda absoluta, a medida aumentaria significativamente as chances de defesa das vítimas diante da agressividade e covardia excessiva dos agressores.
A Ferida Aberta da Hipocrisia sangra aos aplausos à Violência contra homens que seriam crucificados se não fossem as vítimas.
Há algo de profundamente perturbador quando a dor alheia deixa de ser critério e passa a ser conveniência.
A violência, que deveria causar repulsa instintiva, passa a ser tolerada — e até celebrada — dependendo de quem a sofre.
Não é mais sobre justiça, mas sobre preferência.
Não é mais sobre princípios, mas sobre narrativas.
A hipocrisia, nesse cenário, não se esconde: ela se exibe.
Aplaude com uma mão enquanto aponta com a outra.
Condena o ato em um contexto e o glorifica em outro, como se a moral fosse maleável o suficiente para caber nos interesses do momento.
E assim, o que deveria ser uma ferida a ser tratada transforma-se em espetáculo a ser consumido.
O mais inquietante é que esse aplauso não nasce do desconhecimento, mas da escolha deliberada de ignorar.
Sabemos — ou deveríamos saber — que inverter papéis não muda a essência do ato.
Se a violência é inaceitável, ela o é em qualquer direção.
Quer seja contra o Homem ou contra a Mulher.
Que não se confunda: denunciar a hipocrisia na forma como a violência é tratada não é, em hipótese alguma, relativizar sua gravidade — muito menos quando ela recai, historicamente, de forma brutal e recorrente sobre as mulheres.
A crítica aqui não suaviza a violência; ao contrário, exige coerência nua e crua na sua condenação.
Porque aquilo que é inaceitável não pode depender de quem sofre para ser reconhecido como tal.
Mas reconhecer isso exigiria uma coerência que poucos estão dispostos a sustentar.
Preferimos, então, o conforto da seletividade moral.
Julgar com rigor quando nos convém e relativizar quando nos favorece.
E nesse jogo, a vítima deixa de ser humana para se tornar argumento, e o agressor, muitas vezes, apenas um reflexo do aplauso que recebe.
No fim, a hipocrisia não apenas sangra — ela contamina.
E enquanto insistirmos em escolher lados ao invés de princípios, continuaremos assistindo, cúmplices, à normalização daquilo que um dia juramos combater.
"NÃO SOU CONTRA A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER! - Não especificamente, porque a violência em todas as suas formas me choca e revolta. Na verdade, sou contra qualquer tipo de violência contra qualquer pessoa, porque a violência pode até ser um recurso no entendimento de alguns, mas ela nunca será a resposta para ninguém"
ANTÍDOTO CONTRA A VIOLÊNCIA
Guimarães Rosa, o revolucionário das palavras, dizia isto: "Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?" Nós nos gabamos de sermos diferentes dos animais, porque pensamos e porque sorrimos, duas coisas que os irracionais não conseguem fazer. Mas estamos perdendo a ternura coletiva, num processo de anodinia animalizante, bem ao contrário do que pregava o revolucionário de outras trincheiras, Che Guevara.
Violência atrai violência, é o que dizem psicólogos, sociólogos, educadores e outros estudiosos da alma humana. Sob a comoção da violência, no entanto, a resposta inicial costuma ser de endurecimento. Violenta. A mesma violência que deverá voltar, em círculo vicioso, como resposta. Isto é o que sabemos sobre os conflitos.
Mas o que fazer?
Guimarães Rosa também dizia outra coisa: "Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa". O recado é claro. Temos que reaprender. Principalmente as atitudes que nos despertem sentimentos opostos àqueles que compõem o vício da violência. A essência da existência humana está nas coisas mais singelas. É preciso aprender a ver essas coisas. E é preciso aprender a compreender os valores. Se eu não der passagem, a reação do outro de também não dar passagem tem como resultado um trânsito congestionado e mal-humorado. Se eu não respeito a fila, devo admitir que possivelmente outros também não a respeitem. Se eu me aproveito da fraqueza física de um colega de escola, posso estar abrindo a guarda para a violência física e outras formas mais cruéis da violência.
Alguém precisa começar a ceder. Alguém precisa começar a revolução da resistência contra a violência. Ronald Reagan, ex-presidente dos Estados Unidos, fez em outras circunstâncias duas perguntas: "Se não nós, quem? Se não agora, quando?"
Aristóteles dizia que felicidade é a associação da prosperidade com a virtude. Essas duas coisas se integram, porque o virtuoso se eleva para a prosperidade moral - que por sua vez induz quase compulsoriamente à felicidade material. Ao contrário, o medo mantém o homem na caverna - Platão já discorria sobre isso. O medo cria mitos. O medo cria idolatrias. O medo cria alienações. Uma abordagem da questão da convivência social, na ética, conduz necessariamente ao entendimento do outro. E o entendimento traz consigo o respeito.
O antídoto do medo é a gentileza. Em todas as suas formas sinonímicas: respeito, afeto, solidariedade. Ou na sua morfologia metafísica: o bem, o transcendente, o elevado, e (por que não?) o divino.
O educador deve propiciar aos seus aprendizes, não a doutrina, mas a consciência. A consciência do que é o bem, o bom e o belo. Até porque essa tríade, capaz de dotar o espírito e a mente humana do viço e da energia essenciais à edificação de ideais nobres, cria um círculo virtuoso fundamental à convivência social pacífica, ao desenvolvimento do caráter ético e ao fortalecimento de valores como honestidade, lealdade, respeito, civilidade, fraternidade, solidariedade e senso de justiça.
Os conceitos filosóficos descritos por Platão a respeito do belo, estão bem evidentes em dois textos (um em Fedro, outro em República). No primeiro, o filósofo nos diz: "(...) na beleza e no amor que ela suscita, o homem encontra o ponto de partida para a recordação ou a contemplação das substâncias ideais". Já em sua República, Platão compara o bem ao Sol, que dá aos objetos não apenas a possibilidade de serem vistos, como também a de serem gerados, de crescerem e de nutrir-se. O pensamento filosófico e a poesia não oferecem mapas ou guias para a felicidade. Muito melhor do que isso, apontam caminhos para que possamos ter o prazer de encontrá-la pelos nossos próprios esforços.
Cada um de nós tem, portanto, um bom combate para lutar, modernamente. E o desafio do educador é este: combater a violência com a gentileza. Talvez um pouco como Gandhi, na sua resistência passiva. Ou então como as formigas de uma colônia, cada uma fazendo a sua pequena parte para que a coletividade avance. E não é verdade que uma colônia de formigas desperta, pela sua organização e espírito de solidariedade, a ternura que nos falta?
Nesse caminho, é principalmente à escola que cabe ser o espaço da redenção. A escola é um local seguro, onde as pessoas convivem, a salvo de influências malévolas, e onde o refinamento do espírito é a proposta e o propósito. Na escola pode, e deve, imperar a ternura. Ali, naquele terreno fértil, pode crescer a planta de onde a civilização retira a essência do melhor antídoto contra a violência: a gentileza.
(Revista Profissão Mestre, edição de abril de 2007)
Choro o sanguê que se derrama nesta violência contra os homosexuais,
O sangue dos que ainda são cruscificados por motivos banais.
O disfarce é uma violência necessária, que praticamos contra nós mesmos para conseguir viver em sociedade.
"A maior luta do homem não é contra a guerra, violência, baixa qualidade da educação, falta de infraestrutura na saúde, descaso com o meio ambiente, injustiça, fome e desemprego. A sua verdadeira batalha é contra sua consciência. Todo e qualquer mau na sociedade se baseia no preconceito malicioso e na falta de empatia pelo próximo.
Ainda mais, quando vivemos em uma sociedade que se baseia moralmente em um livro no qual o seu protagonista ordenava "sua antiga nação a destruir toda e qualquer cultura diferente da sua", sendo que supostamente, ele mesmo permitiu a diversidade cultural."
A intolerância só se justifica na luta contra a corrupção, contra a violência, enfim, contra tudo que atenta contra a vida humana.
Sou contra a violência contra a mulher!
Não especificamente, porque a violência em todas as suas formas me choca e revolta. Na verdade, sou contra qualquer tipo de violência, contra qualquer pessoa, porque a violência pode até ser um diferencial de alguns, mas ela nunca será a resposta para ninguém. Vamos evitar e nos unir.
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