Vilão
A coragem é a força criadora de heróis e de vilões, o que os diferencia são as circunstâncias da vida.
Tenho todos os sentimentos por você!.. Amor; desejo; ódio; raiva... isso é incrível, eu sei... Porém cuide bem para que no fim sobrevivam apenas os dois primeiros. Porque como um bom ator que a vida nos torna, eu também sei ser vilão
(Insira o que quiser)
É tudo tão lindo e limpo. É um verde tão intenso que quase chegar à doer os olhos
Os sons são como a melhor onda sonora que eu já pude ouvir
Os raios solares se encontram comigo através dos galhos e folhas
É a verdadeira maravilha do mundo, algo inexplicável
Em menos de quinze passos já pude encontrar uma diversidade imensa de animais
Alguns com as cores tão fortes que misturam com aquela cor radioativa no fundo
Bem no fundo, uma luz radioativa chegando com uma velocidade e força fora do normal
Fim do vale. Reza a lenda que essa luz radioativa foi lembrada como (algo que você odeia)
Na ótica de uma sociedade corrupta, mentirosa , onde a "verdade" é ditada por governantes imorais através de suas mídias compradas; o coringa muitas vezes é herói e não vilão.
Eu tinha que caprichar na interpretação. Sabia o papel que faria, dominava o personagem. Seria o vilão.
Maculei o seu corpo perfeito com minha existência vil, resultado do caos mental em que se encontrava... Seu maior fracasso, confiar em mim, e não obstante me permitir segundas chances, chances que por ego eu trucidei.
Ainda na destruição causada pelo meu ser em seu ser, por vezes foi seu abraço amigo que mudou meu olhar distorcido sobre o que entendo do viver, e ainda que o sol me queimasse pra fora da sua pele, almejaria eternamente mais um abraço.
Não seria surpresa me odiar, e se odiar por mim, já que tentei consumir a sua imagem, mas porque mesmo com todos os assombros, você ainda não me exorcizou? Não posso ser considerado um amigo, mesmo já tendo almejado seu amor, e ainda que morra comigo, ou que sofra minha dor, serás meu herói invencível, um que graças ao seu Deus, me adotou.
Eu acho que todo garoto quando está crescendo quer ser o herói da história, mas no fim fica feliz por não ser o vilão.
A sociedade derruba os diferentes, cosmpem neles, chuta eles, e no final quando o diferente se torna o vilão a sociedade os culpa.
Se refaça para buscar desafios. Torne sua rota menos linear a partir do momento em que entender que está na zona de conforto, um dos maiores vilões do seu crescimento.
Há quem se pareça com um herói, mas apenas porque aprendeu a vestir a capa certa. O verdadeiro vilão, às vezes, é quem diz te proteger.
Tema menos as pessoas más e mais os seres justos que se dizem bons. Pois como poderia um homem justo querer curar os vilões dessa história?
O mundo precisa de mais Madruga assumindo a culpa pelo Chaves ter comido todos os churros e de menos Kiko negando uma fatia de sanduíche de presunto. Precisamos de mais Girafales que nos tragam flores do que Florinda nos dando tapa na cara.
O mundo precisa de mais heróis engraçados e menos vilões mascarados.
Mais amor e menos ódio.
Eu ando no caminho dos justos, sensatos e tolerantes; mas isso é apenas uma escolha. Eu nunca tive vocação para ser bonzinho, por isso, se atirar uma pedra eu devolvo uma avalanche.
Suposta culpa
Coração!
Falta lhe discernimento para escolher
Para qual sentimento abrirá a porta
Sem que este seja o vilão
Que ao final te fará sofrer.
Coração!
Não se engane mais
Embebedar-se nas paixões
Só aumentará elas: as emoções
Entorpecentes intensos e fatais.
Coração!
Pobre coração!
Conspiraram contra ti há muito tempo
Pela força do seu grande talento
Em ser senhor da pulsação.
Talvez intuíram: se pode o sangue bombear,
Fazendo a vida se revigorar
Por quê não ser os batimentos
Uma maneira também de afirmar?
Coração!
Quem será ter sido o vilão?
A pista? Ele se tornou notório
Pois cheio da razão
Olhou para baixo e pensou:
Meu perfeito bode expiatório!
Porque o tempo é fractal
Dizem que o tempo passa ...
- Ele tava alí agorinha!
- Foi há alguns anos que se foi ...
- Não perca ele por nada na vida!!!
Fala alguém.
Êh tempo! Quem és tu para afligir a todos? Provoca medo em uns, acelera o ritmo de outros, sempre sorrateiro e constante. É você uma lenda, imortalizada na existência da humanidade? Ou será mais uma abstração que estes criaram, acreditando que era verdade?
Poisé... eu acreditei, aliás por muito tempo! Neste Tempo que é um nada, vigarista de identidade, faz-se de dia, mês e ano, fia no espaço a sua idade. Carrega a culpa, a cura, conta histórias e distribuí experiências, segmenta a si próprio em passado, presente e futuro, alucinando a consciência.
Sabe, isto tudo eu diria ao tempo se pudesse o encontrar. Porém, onde ele está?
Na distância entre nós, na expectativa do abraço até o contato das mãos, no
alinhamento de dois olhares, no palpitar do coração.
O tempo nunca passa, não vai passar e nem está passando. O tempo é a percepção que temos do quão perto ou longe estamos. E o sentimento é o autor presente desta despretensiosa marcação, que conduz em um ritmo fractal o embalar de nossa ação.
Ficamos impressionados como ele está correndo, fugindo de nós, como se fosse algum tipo de vilão, porém caro leitor, não se iluda!
Este tempo tão temido, é apenas um reflexo que elaboramos para elucidar o poder da evolução, mas na corrida para nos desenvolvermos, tornamos ele o ouroborus de nossa própria pretensão.
Ter um culpado…
Colocaram fogo no restaurante comigo ainda lá dentro. As chamas lambiam as paredes como línguas de uma ira que nunca foi minha, mas, de alguma forma, sempre me escolheu como alvo. O calor não me assustou. Pelo contrário, senti uma espécie de familiaridade com ele. Eu, que vivi tantos incêndios na alma, agora era apenas mais uma peça no cardápio do caos.
Enquanto o teto ruía e o ar se tornava pesado, percebi: não valia a pena gritar. Quem acendeu o fósforo já havia saído pela porta da frente, talvez assobiando uma melodia de inocência fingida. E quem passava pela calçada, ao ver as labaredas, não pensava em salvar quem estava dentro. Pensava apenas no espetáculo da destruição. Porque é isso que as pessoas fazem, não é? Elas assistem.
Então eu olhei ao redor. Louças estilhaçadas. Mesas tombadas. Cortinas em chamas. E, pela primeira vez, senti uma espécie de alívio. Uma certeza incômoda, mas libertadora: se é pra me chamarem de culpado, talvez eu devesse ser. Não me restava mais nada pra salvar — nem o restaurante, nem a mim. Peguei o que sobrou de força, virei o gás no máximo e, com um fósforo que achei no bolso, devolvi o favor. Explodi aquele lugar como quem assina um bilhete de adeus: com firmeza, sem remorso, mas com estilo.
Saí pela porta de trás, enquanto os destroços ainda voavam pelo ar. A fumaça subia, preta como os julgamentos que viriam. E eu sabia que viriam, claro. Sempre vêm. “Por que você fez isso?”, perguntariam. “Por que não tentou apagar o fogo? Por que não pediu ajuda?” Ah, os paladinos da moralidade, tão rápidos em condenar e tão lentos em entender. Mas eu não queria me explicar. Explicações são como água despejada sobre um incêndio: às vezes apagam, mas quase sempre só espalham mais fumaça.
Ser o vilão era mais fácil. Mais honesto. Assumir o papel de quem destrói é menos exaustivo do que tentar convencer o mundo de que você foi destruído. Porque, no final das contas, ninguém realmente escuta. Eles só querem um culpado. E, se é pra ser apontado de qualquer jeito, que seja com a dignidade de quem escolhe o próprio destino.
Não estamos falando de restaurante. Nunca estivemos.
Entre erros e acertos…
Há momentos na vida em que somos convocados a sermos vilões em histórias que não escrevemos. É curioso perceber como, às vezes, sem intenção ou consciência, nos transformamos no espelho onde outros projetam suas dores, frustrações e carências. Não importa o quão genuínos sejam os nossos gestos, o quão sinceros sejam os nossos atos: algumas pessoas precisarão nos moldar em algo que justifique suas próprias narrativas. E isso não diz sobre quem somos, mas sobre o que elas precisam enxergar.
Aceitar esse papel é, antes de tudo, um exercício de liberdade. Não a liberdade que agrada, que se curva, que busca validação a qualquer custo, mas aquela que nos mantém íntegros, mesmo quando o mundo à nossa volta insiste em nos julgar. É melhor ser autêntico e incompreendido do que perder-se no labirinto de expectativas alheias. Porque, no fim das contas, agradar a todos é um jogo injusto — e o preço é sempre a nossa essência.
As opiniões que os outros formam sobre nós são, quase sempre, reflexos deles mesmos. Quem nos detesta sem conhecer, quem nos julga sem buscar entender, está, na verdade, lidando com suas próprias feridas, não com a nossa verdade. Não cabe a nós corrigir percepções equivocadas, muito menos abrir mão da nossa paz para justificar quem somos. Afinal, se alguém tem algo a resolver conosco, que nos procure. E se não nos conhece o bastante para isso, será mesmo que vale a pena carregar esse peso?
Entre erros e acertos, sigo aprendendo. Já tropecei, já decepcionei, mas também já amei, edifiquei e cresci. E, nesse constante aprendizado, a lição mais valiosa tem sido ser justo comigo mesmo: permanecer fiel ao que acredito, respeitar meus limites, e, acima de tudo, cultivar a paz que nasce do autoconhecimento. Que a minha autenticidade incomode, se for preciso. Porque a tranquilidade de viver sem máscaras vale infinitamente mais do que a aprovação de quem nunca enxergará além das suas próprias sombras.
