Vida e Sonhos
Cantar
Cantar os sonhos,
A alegria, e a dor,
Cantar os segredos da vida,
Cantar os enredos,
Encantar, e cantar o amor.
Da formosura da primavera
Fazer uma bela canção!
Cantar também a frieza do inverno,
A fraqueza do outono,
E a leveza do verão.
Cantar com força,
A melodia da esperança.
Por harmonia na própria fé,
Afinar bem os instrumentos da alma,
E cantar,
Cantar com o coração,
Cantar com a alma,
Cantar com inocência,
Como canto de criança.
Mudar por dentro, deixar a preguiça de lado, focar nos sonhos, ver a beleza da vida, ouvir os altos gritos e os baixos sussurros. Realizar. Coisas que todos almejam e ninguém toma iniciativa por medo ou preguiça, mal sabem como isso é libertador.
Talvez eu seja mesmo uma
sonhadora
Trazendo na mala e nas andanças
dessa vida ...
Sonhos vestidos de esperança !
Feito criança
que não desiste de sorrir
e seguir enxergando
Mesmo entre tantas dores e
feridas ...
Paraísos !
Não costumo viver a vida de ninguém.
A mim , me bastam os sonhos !
E olha...
Ando muito ocupada nisso!
Os quartos estão vazios
Olhos que sorriem e choram
Seus quartos cheios,
Cheios de vida.
Sonhos que ficaram,
Vozes que estão longe,
Quartos cheios de vida
Naquele quarto vazio...
está é minha vida
diante teus olhos
meus sonhos,
diante mundo
minhas chamas,
nas janelas apenas os céus,
entre as trevas...
somente minha almas;
entre tantos sorrisos,
apenas minha alma,
diante tantas perdições
meu coração...
apenas um sorriso,
que tanto esteve...
entre tantos...
e apenas dentro meu coração,
minhas chamas nunca se apagaram,
o único motivo de viver
seu belo sorriso...
A gente passa maior parte da vida a buscar nossos ideais, tornar nossos sonhos realidades. Uns querem ser médicos, advogados, professores, psicologas, dentistas, assistentes sociais, cabeleireira, enfermeiras, técnico de informática e entre linhas. Outros mais básicos procuram ter um amor, uma família, um cachorrinho e uns dez filhos. Também existem os sonhadores que querem ser cantores, jornalistas, jogadores de futebol, atrizes ou atores globais. Eu quero ser escritora, tipo bem básico, sabe. Mentiria se dissesse que sempre foi o que eu quis ser, porque eu tive que rebolar e muito para descobrir o que queria. E ainda tenho que rebolar muito para tornar realidade. Porque sonhos, todo mundo tem. E para tornar cada sonho realidade, só depende da gente. Tá pensado o quê, que vai cair do céu? Na-na-ni-na-não, a gente que tem que correr atrás, trabalhar duro e quem sabe assim, depois de muito esforço a gente consiga atingir nossas metas.
Nos nossos sonhos acreditamos que a vida pode ser diferente, mais precisa, porem dentro deles levamos o medo, nos afligindo em cada decisão, em cada atitude, medo de viver e ser julgado, por sonhos inaceitáveis, ilusões que criamos para seguir, vendo tudo diferente, e quando acordamos destes sonhos percebemos que a verdadeira face de tudo que somos nos dá medo, medo de ser, medo de acreditar que é diferente. Diferente de tudo que sonhamos e acreditamos.
A vida ensina muitas coisas, entre elas, correr. Isso mesmo. Corra atrás dos seus sonhos, dos objetivos, corra para conquistar aquela vaga de trabalho, aquele curso, aquela viagem, aquela promoção, corra, corra, corra... e a gente obedece. Quanto mais isso acontece, mais parece que tempo 'encurta'. Foi assim comigo, e assim o é com todos. No entanto, ainda em tempo, percebi que aqueles que amamos começam a correr com a gente, mas nem todos tem os mesmos passos, firmes, seguros e rápidos. Então cabe a nós escolher, seguir sem eles ou parar e esperá-los. E se não quiserem ou não puderem ir, seja sábio, permaneça com os dois, mas se incline com maior disposição para as coisas que o tempo não apaga e que o dinheiro não compra. Corra para as pessoas mais do que você corre para coisas.
PARALELO TRÊS
Percebo agora que tudo acabou minha vida resumiu-se a nada
Os sonhos que já não chamo meus, a vida que já não pertenço.
As linhas de um ser contente Isso se foi, ou já deixou de existir.
Resta-me agora a fadiga, o cansaço e as tristezas do caminho.
O caminho que cabia a nós dois dele nada restou nada sobrou
Apenas as desilusões de duas vidas que jamais se encontraram
Compreendo agora que sou mais um na multidão dos aflitos
Meu caminho cheio de despedidas, partidas mal resolvidas.
Amores e seus dessabores nesse decorrer de cada partida
Ilusões e decepções ao meu encontro em cada ermo lugar
A canção da despedida é a alegria de quem parte para volta
Morreu o eu que existia e deu-se lugar a alguém que nada sabia
Deixo os textos que escrevi e a vida e os seus desencontros
Lugar muito propenso a nunca mais voltar, lugar de dores.
Caminho e mil amores que no texto caminham lado a lado
Apenas o pretexto de quem um dia resistiu, e agora sumiu.
Nos textos que não cabe mais digitar, minha canção sem luar.
Sumo como some a brisa sem despedidas somente partida
Num instante fico ofegante, pois sei que escrevo para desabafar.
Coisas da vida, nossas partidas e dores que vem pra continuar.
E em muitas palavras fica o desencanto de quem deixou de amar
Coisa sofrida, coisa da vida de que almeja nunca para de cantar.
Mas é a nossa vida, a vida de quem almeja a princesa alcançar.
Mesmo em lugares amplamente vastos que não me cabe cansar
Pôs a vida é bela para quem nunca deixou de amar.
Me sinto cada dia mais só. Perdendo cada vez mais sonhos. Não espero mais nada da vida. Não me importo mais comigo, não me importa em ser importante. Não tenho mais pressa, nem paciência pra nada. Se eu viver, vivo, se eu morrer, morri.
O pior não é estar sozinho, o pior é a solidão. Coberto de companhias, mas a alma vagando pelo beco coberto de lixo.
Percebo que sou triste, que em raros momentos o sorriso é presença na face, em ébrios momentos. A tristeza prevalece, pois quando não estou feliz, sou triste, não existe meio termo, não existe meio da ponte, sempre fico de um dos lados, nenhuma plena, nem completa.
O álcool e o cigarro, já me são refúgio, as leituras pessimistas, são de forte identificação. Cada perfume que sinto, é uma facada de esperanças e desilusões.
Já não sei fingir mais nada, só entendo as pessoas, não sou sociável, muito menos, agradável. Sou eu, sou podre, sou cheiroso, sou mendigo e bem vestido, sou poeta e escritor, sou fumante e alcoólatra, sou triste e machucado, sou de raro sorriso, de semblante dolorido e sisudo, não minto, a poesia que limpa e suja meu caminho, as letras que contam uma história tão manchada. Sou tudo isso e mais, mas o mais é irrelevante, é ainda mais desinteressante que o resto.
Demorei a perceber
Que os sonhos que eu inventava,
As histórias que eu escrevia,
A vida que eu imaginava,
Eram todos com você.
O tempo esgota-se!
Tantos projectos, tantos sonhos por viver...
A vida dá-nos tanto e tira-nos tanto!
Cada minuto, cada segundo,
sem saber...
Se entre o partir e o chegar,
existe o permanecer.
Porque a vida é um eterno descobrir,
entre emoções, sentimentos, sensações...
Não temos tempo para definir,
se avançamos ou recuamos.
Apenas vivemos, cada segundo, cada instante,
num eterno advir...
Será esta a resposta? Nada saber? Tudo sentir!
Anabela Pacheco
Na tela da vida pinte os amores, a felicidade, os sonhos, a amizade...pinte com as cores mais fortes e vibrantes que puder. Colorir a realidade mesmo quando ela se apresente em preto e branco...o.pincel está em tuas mãos, a decisão é sua: se queres pintar a vida ou aceitar as cores que ela te impõe.
