Existência da Vida
A natureza é uma arte pulsante,
uma beleza que floresce
numa vida abundante
que muito enriquece
com sua existência significante.
O meu medo não é da morte e sim da vida,
a vida que não valorizei, a vida que me esquivei,
os momentos que não vivi, os erros que cometi,
as mágoas que carreguei, as críticas que me envolvi,
as atitudes que não tomei e os desafetos que provoquei.
Este sim é o meu medo mais profundo, de passar por tudo isso e ao final da existência perceber que faltou coragem, faltou vontade e fé para superar todos estes obstáculos.
ENIGMA
(Bartolomeu Assis Souza)
Por que estamos aqui e como deveremos
ser?
A morte traz um enigma, pode o "amor" oferecer uma resposta ao doloroso mistério e enigma da morte?...
Só há uma forma e maneira...
Amar com intensidade e força o equivalente a nossa "mortalidade"...
Somos chamados de "mortais" é o que nós somos...
A nossa mortalidade é o que nos define...
"Depois, tá bom?"... Quem te garante que existirá depois? Quem te garante que o seu momento não se acabe num sopro? Jesus é a única garantia de SALVAÇÃO ETERNA.
Em nossa vida, é prudente lembrar que jamais devemos desdenhar alguém. Afinal, cada Ser nessa existência desempenha seu papel único, contribuindo para o enredo que se desenrola diante de nós. Em meio às cortinas que se abrem e se fecham, a humildade se revela como uma virtude preciosa.
Não somos senhores supremos, e qualquer ilusão de superioridade é apenas uma máscara frágil que pode se desfazer da realidade. O amanhã, com sua incerteza inerente, nos recorda da efemeridade das posições que ocupamos. O papel de protagonista hoje pode ser relegado a um coadjuvante outrora.
Assim como ninguém é melhor que ninguém, a complexidade dos personagens que encontramos ao longo da jornada revela-se em nuances de caráter. Alguns, em sua magnanimidade, destacam-se pela nobreza de suas ações, enquanto outros, lamentavelmente, se sobressaem pela ausência de virtude. A verdadeira grandeza reside na qualidade do enredo que cada um escolhe tecer, moldando sua história com base nas escolhas que faz.
Em cada interação, da convivência cotidiana, reside a oportunidade de praticar a empatia e a compreensão. Aqueles que se envolvem em atos nocivos podem estar ignorando o fato de que o cenário da vida é efêmero e que as plateias mudam. Afinal, a jornada continua, e cada um tem a chance de aprender, evoluir e ajustar seu roteiro para um desfecho mais digno.
Assim, à medida que traçamos nosso caminho, é aconselhado lembrar que as cortinas da vida nunca descem de forma definitiva. Nenhum de nós está imune às reviravoltas que o enredo pode nos reservar. Entendo que na existência, a verdadeira grandeza emerge da humildade, da compaixão e do respeito pelos outros que compartilham conosco esta jornada efêmera.
A vida, é sobre aceitar o que não podemos controlar e focar no que podemos mudar. Praticar a virtude, a sabedoria e a resiliência são essenciais. Enfrentar desafios com serenidade, valorizando o presente e agindo com integridade, nos leva a uma existência equilibrada e plena.
Deixe para lá essa mania insana
de querer a todos e a tudo definir,
não há vocabulário suficiente
que explique, na verdade, o que é sentir
—
O Espírito Santo é aquele que traz harmonia a todo o universo, limites a todas as dimensões, sopro de vida a todo ser e sentido de existência a toda criatura.
Dúvida do ar
Duvido do ar,
que não circula,
por entre paredes.
O ar calmo, passivo,
não se tornará brisa,
tão pouco vento em rotação.
O ar reprimido,
deixará as paredes ruírem,
tornarem-se velhas casas,
com ervas crescidas no jardim.
Tenho receio deste ar,
que nos mantem sobrevividos,
mas que não nos permite,
experimentar a existência.
A vida é um jogo de infinitas posições, onde a solitude é uma ilusão e a paralisia, um fora de jogo existencial. Mover-se é ser, é co-criar a realidade, é evitar a invisibilidade do estático.
Sem reclamações ou murmurações e com muita elegância no lidar, degustar os acontecimentos da vida como se pratos fossem.
Da entrada à sobremesa; sejam amargos ou doces; palatáveis ou não, ora servidos no restaurante da existência.
E é bem verdade que todos, vivos, à mesa estamos!
(FBN, 11.08.2024)
Quando a nossa vida for apenas uma lembrança, que seja o amor que oferecemos a chave para a eternidade de nossa existência.
No palco da vida, breve jornada,
Cada alma dança, uma balada.
Efêmero é o tempo que aqui se tem,
Mas na essência da existência, há um além.
Não são anos que contam a história,
É a intensidade que traz à memória.
Na dança efêmera do respirar,
Encontramos razões para amar.
Não importa o relógio que tic-taca,
Mas sim a alegria que em nós se destaca.
Cada batida do coração, um compasso,
A vida, um poema que escrevemos em abraços.
Morreremos todos, destino comum,
Mas como vivemos é o nosso cartum.
No caderno do tempo, o que gravamos,
São os sorrisos, os amores que deixamos.
Que a melodia da vida seja intensa,
Que o amor seja a essência.
Na efemeridade do nosso viver,
A beleza está em aprender a florescer.
As flores são a essência da vida.
O que há de mais puro e sutil trazendo alegrias e cores na nossa existência...
Toda vida é incompleta. Ainda que os dias se perdurem além das contas. Ainda que se canse de viver e se deseja a morte.
A existência se torna relevante, quando se faz acontecer e se quer escrever boas histórias...
A história de vida é marcante quando faz-se igual a todo mundo.
Mesmo percebendo a desigualdade, vivendo diferenças, Ainda que estes sejam detalhes.
Ninguem é capaz de se consciêncitizar, confrontar e lapidar por si só. Nas grandes mudanças se é devedor de alguém e alguns.
