Vida e Morte
Custe o que custar ensine a seus filhos os limites da vida. Caso contrário a morte cuidará disso mostrando o resumo!
A morte é tão temida por uns,desejada por outros,mas também, pode ser o descanso para quem muito já viveu.
A morte tudo finda. O amor, a amizade, os abraços. A morte finda o convívio entre familiares, amigos, finda um futuro. E ainda hoje as pessoas vivem a achar que não tiveram tempo para realizar tudo, a morte lhes dá sentido para viver. O paradoxo humano mais simples de todos, não viva pelo medo de não ter o amanhã, viva pela dádiva de ter o hoje. A vida é um presente!
Chico Xavier disse que "Escapamos da morte quantas vezes for preciso, mas da vida nunca nos livraremos".
Portanto, viva sua vida com honestidade, perseverança, bondade, fé, procurando distribuir amor, caridade e paz, para que, depois de sua morte, tenha uma vida espiritual plena de felicidade e possa retornar mais evoluído, até alcançar a perfeição desejada por Deus.
Atraentes rosas negras,
lindas e misteriosas
com um ar de nobreza,
onde a vida e a morte se mostram, tristezas e amores
numa essência rara externada
nestas simples flores.
Não estamos preparados nem para a vida e nem para a morte. Apenas vamos nos adequando aos acontecimentos que vem ao nosso encontro diariamente.
Enquanto você fica procurando uma razão para a vida, a morte pode te deixar mil desculpas por não ter vivido.
Não há justiça contra a morte. Roubar vidas não pode ser pago em papel, não pode ser pago em grade, não pode ser pago com roubo de vida. Roubar vida é tirar o direito de colocar virgulas nos dias, em detrimento de ponto, seja exclamação seja final
Precisamos um do outro: na vida para nascer e viver... na morte para o preparo fúnebre e o adeus final.
Morte, saudade, vida...
Vida que sempre exige tomadas de decisões sem muito tempo para pensar.
Vida que gira, em ângulos inimaginados, e te pede, sempre, para decifrar e seguir.
Eu, sempre desafiei o destino,
descumpri rotinas, inventei caminhos,
desobedeci.
Subi pelos telhados,
Me pendurei em precipícios
sem me preocupar se eu ia cair
ou se ia voar...
Apostei com sangue, contei com a sorte, acreditei.
Fui nadar sem medo em águas desconhecidas, desbravando a cada braçada um novo sentido.
Subi e saltei de árvores e montanhas como um pássaro que carrega no instinto a urgência de viver...
E cada voo, ou mergulho, me mostrou que seguia, não a razão e a lógica matemática,
mas sempre a intuição
e a verdade visceral, expontânea
do ser infinito
que em todos nós habita...
Eu confio nesta voz, interna, que traz reações físicas, impossíveis de dissimular.
A verdade sagrada do corpo.
Que se mostra pura e liberta,
tal como deve ser.
O pulsar da vida no peito.
Adriana Carvalho Adam
