Vida e Morte
Revitalize sua energia interior e liberte-se da verdadeira morte: o Câncer da Alma, corroído pela ferrugem da não absolvição.
A morte não é o fim, mas a soma de uma vida inteira, onde o resultado é formado pelos produtos apresentados.
A vida é um sorriso no sopro da morte. A morte é um estágio de convalescença onde a alma adormece por um determinado período de tempo e logo lança voo para que um novo ciclo de vida se inicie...Seja no seio familiar ou afins. A alma está sempre em transição. É imortal. E sua essência é o aprendizado que nos deixou para que tenhamos força para prosseguir e deixar fluir essa energia que fica e começar um novo clico que ressurgi. Assim como o camaleão que simboliza mudança, flexibilidade, capacidade de adaptação e evolução e também como a águia que se restaura de sua própria cinza e se reinicia. Somos seres mutáveis em constante renovação seja na morte ou seja na vida.
A transição da morte se dá no túnel do tempo para um novo ressurgimento. Somos seres mutáveis em constante transformação, somos metamorfose ambulantes nesse caminho, que ao sairmos do casulo (corpo) vamos pousar como borboletas nas mãos de Deus...e Ele nos sopra novamente onde somos acolhidos no círculo gestacional da vida.
Quando surge a vida, o risco de morte vem anexo. Mas quem disse que é pra se preocupar? É justamente a certeza do fim que nos faz viver sem pressa, sem remorsos e com toda a intensidade. Já diz o velho lema: antes viver uns poucos anos cheios de alegrias e realizações, do que décadas e décadas de medo e covardia. Vida foi feita para ser vivida, ao máximo!
A vida possui dois cronômetros: um de agora até a sua morte, e outro da sua morte até agora.
O irônico disto tudo é que só é permitido saber o fim e o início de ambos no mesmo momento.
O triunfo pessoal só advém quando sua consciência encontra harmônico sentido cronológico perante ambos.
É muito difícil assustar quem já encarou a fome, a morte, a dor, o desamor, o amor, o esquecimento, a humilhação, a saudade, a justiça, a injustiça, a perda, a alegria, a fé, o medo e principalmente a estranha mania de ter fé na Vida.
A vida é o primeiro dos retornos, a morte é o último dos chegares, o que vem depois é o primeiro dos ficares. E no final de tudo uma embriaguez espiritual.
A beleza da vida é saber que todos somos diferentes, a beleza da morte é saber que todos seremos iguais algum dia.
Entre as vírgulas da vida, me surpreendo com o ponto da morte e como eu queria que esse não fosse o ponto final. Eu queria escrever adeus para quem eu amo e dar tchau para quem me despreza, amar alguém que me pertence e desprezar quem não me suporta; se seria mesquinho e egoísta da minha parte, eu não sei. Nem consigo imaginar tamanho vazio nas mensagens que nunca chegarei a escrever; me verão de longe, sabendo que nunca mais me verão de perto; me abraçarão nas imaginações e me perderão no que é real. Se é que para mim, depois de ir para algum lugar que não tem fim.de alguma forma importaria o que é real... Será que todo esse tempo de nada servirá para alguma coisa depois que nada servir mais para nada? Será que o amor que exalei foi dissipado pelo vento ou propagado pelo ar?
Em um ônibus me encontro e, capotado, estou diante da estrada da vida; um soluço bastaria para me engasgar com uma dose de amargura e uma dose de desalento. Serei eu o bêbado que nunca bebeu ou a vítima que morreu no boteco de tanto se embriagar com doses de pessimismo? Mas nem tudo é história ruim; em mim bate o coração, dirão para mim que são coisas fisiológicas, e eu direi que não há lógica no meu físico, pois sinto que ele aperta quando o calo aperta e a dor me acerta. Serei eu poeta controverso que amor carrego em cada verso, ou um poeta sem sucesso que do dinheiro não me sobrou nem um resto? Escrevo pouco todos os dias, mas escrevo minhas agonias, e isso é muito para mim."
Na vida, com Sua humildade, mostrou ser o Senhor; na morte, com Sua entrega, revelou todo Seu amor; na ressurreição, com Sua glória, confirmou a promessa de Salvador.
