Vida e Morte
A morte nunca foi o ponto final, no máximo um ponto e vírgula em meio a tantas reticências que formam a brevidade da nossa vida
O itinerário que se faz na vida é o mesmo que se faz na morte, a única diferença é que na vida o finito tende a morrer, e na morte há a certeza do infinito se manifestar
Marcas? Várias situações vividas, histórias de vida ou morte, tempo que passa.
Sim, tenho muitas.
Não, elas não deixam meu corpo mais bonito nem me fazem mais desejada.
Não, não me importo em mostrar cada uma delas.
Sim, tenho orgulho das superações que elas contam.
Tenha orgulho das suas marcas também, elas mostram o quanto você lutou para estar aqui, agora.
A vida nos quebra
O tempo nos monta
O amor nos dá vida
A morte nos convida pra dançar com ela
E quem dança somos nós sozinhos.
A Morte ela não existe
Ela é uma passagem
Da vida aqui na Terra
É o trem para viagem
Que a gente vai num vagão
Para outra dimensão
Viver a nova linhagem.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18/03/2024
A nossa vida é curta
E cheia de divisões
E quando a morte chega
Ela reúne as porções.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
16/12/2024
Não tenho medo da morte, porém por precaução tomo cuidado para que não exista culpa, ódio e nem ressentimento me esperando do outro lado da vida.
"O que é pior do que a morte? Uma morte evitável. E o que é pior que uma morte evitável? Muitas mortes evitáveis, é claro."
"A crença na morte pode ser limitante, pois encoraja a pessoa a pensar que o fim da vida é a cessação da existência. No entanto, a essência de si mesmo não é o corpo físico, mas a alma, que existe além dos limites da vida e da morte. Os despertos entendem que não há morte verdadeira, apenas transformação."
"É a morte que dá sentido à vida pois sem ela, os homens se tornam injustos e miseráveis, esquecendo tanto o valor de viver quanto a razão de temê-la.
*Vida e Morte* Sempre paradoxal, o limite entre a vida e a morte nos inspira toda divagação e fundamenta todas as religiões. A vida, como fenômeno de experimentação dos sentidos descreve o que é e o que pode ser; de certa forma amalgamando o imaginário do que virá depois. Nesse contexto temos a esperança de uma nova vida. Segundo nossa credulidade da existência, Deus em Sua Divina Vontade nos aconselha na alma por intuição. Assim sendo, podemos inteligir por inspiração que, viver, experimentar a vida, contemplar a beleza espetacular da natureza, dentro de um universo de coisas complexas e perfeitas, não cabe em apenas um lapso de tempo dessa experimentação que é uma vida. Assim, há de se permitir a possibilidade de ser a vida, uma existência, repleta de degraus da escadaria do conhecimento. Deus, portanto, não permitiria que se vivesse uma vida, uma única vida, de contemplação e aprendizado da criação, e depois essa vida se apagasse sendo deletados os aprendizados e a evolução da mente pensante, ou alma. Ele não nos criou para simplesmente nos matar. Portanto, a morte não é o fim, senão um degrau da física quântica da existência; vida essa repleta de oportunidades para inteligir o fenômeno da criação; um apostolado, repleto de possibilidades de iluminação. A vida transcende à morte. Quem não tem fim nem limites é a vida!!! Portanto, Deus seja louvado!. ( Victor Antunes)
E por falar em morte...
Quando você se dá conta de que ela está aí à espreita, só esperando o momento certo, você só quer viver sua vida frágil, você só quer tempo, você só quer viver o tempo todo que você tem.
Quando você se dá conta de que ela é inevitável... - morrer ou não morrer, eis a questão... que não existe... porque, quando se trata de morte, todo mundo está no mesmo barco... que irá afundar... inevitavelmente -, você só quer a vida em todos os seus poros, você só quer respirar e respirar... até sugar todo o ar que é possível... você só quer, lá bem no fundo, bem no fundo, evitá-la.
Mas não há caminho que leve você pra longe dela; ao contrário, a cada passo, mais perto do abismo você se encontra... e inevitavelmente você cairá.
Quando você se dá conta de quão próxima ela está, você sente o quanto ela é sombria, o quanto gostaria de não ter de encará-la, o quanto você gostaria de não ter de enfrentar esse inimigo sem face, o quanto enigmática ela é. Qual o rosto da morte? Qual o sabor da morte? Qual o cheiro da morte? Qual será o gesto personalizado da morte na sua própria direção - como ela se fará real pra você?
E por falar em morte...
Você se dá conta de como a vida é bela?
A vida em anos dividida... interessante isso de o tempo 'ter sido cortado em fatias' chamadas anos - ilusão de que estamos sempre a recomeçar, enquanto estamos a respirar... esperanças que se renovam, planos, desejos, sonhos de que tudo vai ser novo de novo.
Sonhe, e sonhe, e sonhe...
Não quero acabar com seus sonhos... mas tudo vai mesmo é acabar.
A morte
"A morte encerra uma vida, não um relacionamento."
Esta frase não é minha, por isso as aspas... não sei o autor e o Google não me ajudou...
Muitas coisas o tempo pode curar, muitas pode até apagar. O tempo deixa tudo tão distante... e é tão fácil pra ele.... deixar as coisas pra trás.
O tempo não carrega nada consigo, e leva tudo embora... numa hora, em outra hora e em outra hora... vai levando, nada deixando ficar, tudo transformando, tudo mudando, trocando de lugar.
Ah! o tempo é um ingrato... fica com tudo.
Mas, você, sorria! O tempo não pode levar nada de você, desde que você esteja morto. Você está certo disso?
É, a morte encerra uma vida, não um relacionamento... e disso, você está certo?
As pessoas não têm medo da morte...
Quem realmente sabe o que é a morte não precisa temê-la, pois sabe que Jesus morreu a sua morte. Então a morte não vai afetá-la de jeito nenhum.
Quem não sabe o que é a morte não tem medo da morte, pois não tem a mínima ideia do que é a morte (ficou meio enrolado?).
Eu só acho que, se a vida aqui só se resume na vida aqui, não há por que temer a morte mesmo... Viva bem aqui! Sonhe! Faça tudo o que faz bem!!! Viva! Viva! E viva!
Porque depois que a vida passou, passou... acabou.
Só acho isso.
Ah! Acho também que a vida é muito mais do que um tempo neste planeta com um ponto final
Não há lugar pra vida onde há morte
De brilho destituída... sem vida.
Pálida, álgida... linda e mórbida... da vida subtraída.
Coração de gelo não mais se enternece com seu triste apelo...
Coração vazio – de vida –, desabitado...
Coração despedaçado.
Ele aqui onde se diz que a vida... num vácuo, na verdade,
Está a seguir só, mórbido... desesperançado...
Sua mão ao tocar a dela... como mil vezes antes, tremeu.
Cadê aquela corrente elétrica a que estavam acostumados?
A falta de vida... o poder da morte... quem a escafedeu?
Toca ele mais uma vez seus lábios de carmim... tantas vezes beijados...
Sente-os desbotados... não se movem... comprovam: está tudo acabado.
`Pobre moço triste’ - uma voz sussurra...
Ah Camões! Teu verso aqui cabe tão bem...
Oh! “Alma minha gentil que te partiste...’ por que partiste!?
Nunca antes havia achado a vida tão triste.
Nunca tinha vivido uma vida tão escura.
Um vento gélido soprou...
A morte o que da vida levou?
Um calor que não mais existe...
A morte o que da vida deixou?
Ele mórbido, entorpecido... de toda vida esquecido....
Segue a continuar... completamente sem sentido.
Sou tudo que posso e quero ser, mas quando, o assunto é vida ou morte eu eu apenas sou sopro..... Natalirdes Botelho.
