Vícios
Eu, que acreditava ser livre, percebia agora que minhas correntes não eram de ferro, mas feitas de vícios, maus hábitos e promessas nunca cumpridas.
TROPEADA TERRENA
A noite fria esquenta o pensamento
Todo dia já se vai mais um tento
Se “apocando” as franjas do tirador
Riscado dos lanhaços que levou
Santo fogo que acorda a madrugada
Nos estalos da brasa ensolarada
Avança a sina sobre a escuridão
Em luz que brota da força das mãos
Ritual diário nem sempre compreendido
Mais um mate, tirado de ouvido
Fazendo orquestra com a natureza
Pra ajustar as notas dessa beleza
Que é camperear nesse pago terreno
Sem o temor de repontar os erros
Pro vagaroso tronco da paciência
Sagrada lida, dosada experiência
Que alguma virtude passe por mim
Nessa tropeada que nunca tem fim!
Os excessos que trazemos para nossas vidas nos curvam a ponto de perdermos nossa liberdade e potencialidade de vivermos amplamente. Com eles, nos tornamos lentos transportadores de inutilidades, somos condenados à mesmice e consequentemente perdemos oportunidades de evolução humana.
Quem preza pelo sigilo e pela discrição deve afastar-se dos excessos, pois eles são verdadeiros expositores e comprometedores de nossa privacidade.
Quando um vício caleja nosso comportamento, perdemos a criticidade de pensamentos e nos tornamos reféns de situações que não nos envolveríamos em sã consciência.
Quando nossas virtudes são desperdiçadas numerosas vezes diante de tentações fúteis, nos sobram como consequência os males derivados dos vícios.
Considerar os efeitos colaterais resultantes da constante busca pela realização de desejos demasiados é uma atitude necessária para dispensar vícios iminentes.
Caso procure privacidade e discrição, lembre-se de que seus exageros reveladores de segredos vêm na contramão.
As Redes Sociais são apenas uns dos vários recursos incríveis que o ser humano não sabe controlar para usar, lançando sobre elas a culpa de suas fraquezas e as rebaixando ao nível dos seus vícios patéticos.
“Quem muito ouve, pensa. Quem muito pensa, vê. Quem muito vê, fala. Quem muito fala, faz.”
PSICANÁLISE
É necessário um longo período para lapidar grandes virtudes, mas basta um sopro para maus hábitos dilapidarem a alma
Uma conduta irrepreensível consiste em lapidar bastante as boas faculdades por ora já vistas e dilapidar pouco a pouco os vícios até então encobertos
Desde o princípio, Deus estabeleceu leis perfeitas para guiar Seu povo no caminho da justiça, e entre esses mandamentos está o sábado, o sétimo dia, que Ele santificou como memorial da criação, um sinal eterno entre Ele e aqueles que O servem de todo o coração, pois ao descansar no sétimo dia, Deus nos ensina que a verdadeira adoração envolve obediência e separação das coisas deste mundo, e quem guarda o sábado conforme foi ordenado também demonstra reverência às demais leis divinas, rejeitando os vícios e obras da carne descritos em Gálatas 5, como a prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices e glutonarias, pois os que praticam tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
"Vício é um barato que sai caro.
Pois, viciado não fica o corpo,
viciado fica o espírito.
Cuidemos deles, antes que eles cuidem de nós.
Reconheçamos nossos vícios, para que neles
não nos chafurdemos.
Nenhum vício é bom, nenhum vício faz bem!
Haredita Angel-18,03.18
O caminho mais prodigioso para abandonar qualquer coisa que não nos faz bem é troca lo para algo semelhante que não se gosta nenhum pouco. Pois fica bem mais fácil abandonarmos o que não gostamos do que se livrar de uma vez daquilo que nos dá um mórbido prazer.
