Vício
Servo do Eu
Seu vício alimenta-te, matéria corporose,
Esquece-te de teus movimentos,
Pois já não és senhor de ti — és servo do eu que te devora.
Teus olhos veem, mas já não contemplam,
Teus passos seguem, mas não mais escolhem.
És arrastado por correntes invisíveis,
Que tu mesmo forjaste, dia após dia.
O desejo vestiu-se de rei,
E tu, súdito fiel, curvado ao trono do hábito.
O espelho já não te reconhece,
Pois o reflexo é de um estranho sem vontade.
Corpo e mente em guerra silenciosa,
Onde o grito da razão é abafado
Pelo sussurro doce da repetição.
És o que repete. És o que consome. És o que se apaga.
E ao fim do ciclo, se fim houver,
Resta a dúvida sussurrada ao silêncio:
Quem é teu dono?
Ou foste tu quem se deixou possuir?
O VÍCIO BOM
No mais alto nível de fascínio e flama à flor das nossas peles couradas, não existem palavras que descrevam os detalhes sobre a comoção.
Hilários por tudo e nada qualquer gesto simples é válido, até porque estamos adictos pelo simples vulto da sombra, ademais, do anélito.
Adictos sim, pela voz, cor, cheiro, olhar, presença, pestanejo, sorriso, gesto, andar, falar, tossir, tudo isso e mais, provoca-nos comichão.
As pessoas mentem o tempo inteiro.
Algumas mentem por vício.
Há também quem minta por vaidade.
Há os que mentem por privacidade.
Outras por maldade...
E algumas mentem por misericórdia.
" A Melhor Forma para se vencer um Vício, é se concentrando em uma força maior, ou seja, O Amor de Cristo."
O vício da vaidade ocorre quando a pessoa na empresa, seja dono ou não, tem a convicção de ser melhor e mais valioso do que os demais. Perde a consciência de que não há ninguém melhor ou pior do que o outro, apenas distintas habilidades e talentos próprios para propósitos diferentes. (Livro "Mentalidade Empreendedora")
Quando um vício caleja nosso comportamento, perdemos a criticidade de pensamentos e nos tornamos reféns de situações que não nos envolveríamos em sã consciência.
"O meu maior vicio é o de renascer sempre que a vida tenta esconder de mim as suas maravilhas". Vicente Telles
Um vício cognitivo recorrente da mente progressista pueril é a crença de cultivar propostas e soluções simplistas para os problemas complexos do mundo.
Esse vício é oriundo da soberba de se enxergarem como especialmente inteligentes, ao mesmo tempo que consideram que bilhões de cérebros ao redor do planeta e ao longo de gerações não tenham sido capazes de desenvolver tão brilhantes e mágicas soluções.
A gente aprende que de nada vale a bebida, o cigarro ou qualquer outro vício, em busca da tranquilidade ou do relaxamento. É muito mais bonito ser limpo, ser em paz num laguinho flutuando de olhos fechados.
