Vestido
Os dias foram passando sem que eu pudesse deixar de observar aquele rapaz sempre vestido de forma despojada em seu lugar habitual, e minha tendência a admirar sua habilidade com as palavras era aumentar. O tempo que passei ali era ainda muito pequeno, mas o suficiente para tomar algumas conclusões sobre ele. A primeira foi sobre seu semblante misterioso. Não passava de mais uma de suas facetas. O rapaz sabia muito bem como persuadir os quereres alheios com seu olhar ambíguo, profundo e franzido. O que mais no mundo poderia ser ao mesmo tempo implacável e gentil? Era um personagem manipulado, escrito em primeira pessoa do singular. É, singular. Aquela era outra conclusão. O rapaz cuja pele remete à clichê comparação com o pecado, seria ímpar e incompatível com o restante do mundo, se não fosse por um aliás - era o único que se parecia comigo. Desde o modo peculiar de como analisava à todos tentando descobrir seus passos vitalícios durante uma conversa banal, até a maneira como manuseava o papel em cujo os dedos deslizavam com tanta destreza. A última, e não menos importante, não era exatamente uma conclusão, mas julguei por fator basilar de seu isolamento: A ardência da garganta ao se encontrar com as repetidas doses de álcool e outro ingrediente qualquer era sempre sucumbida pela dor da ferida que trazia no coração. E nisso ele também se parecia comigo. Notei, entretanto, que naquele dia o caderno velho não mais o acompanhava, mas sim um novo e polido caderno em branco. Pensei cá com meus botões: Seria um novo ciclo? Um novo começo? Teria ele abandonado as melancólicas páginas amarelas para dar início a uma nova estória? Me contive mais uma vez, e engoli em seco quando ele levantou o olhar em minha direção e sorriu. Percebi que ele continuava a ser uma incógnita. A final de contas, ele lia pensamentos? Senti meu rosto corar e me levantei. Enchi de ar meus pulmões e tentei controlar a pulsação enquanto, finalmente, decidi caminhar em sua direção.
Nordestinês.
Cabra bom... é arretado
meia garrafa... é meiota
mal vestido... é marmota
gente boba... é abestado
perdeu tudo... tá lascado
falar mal... já quer frescar
vai embora... é arribar
se tá triste... é jururu
gente feia... é cafuçu
e não cumprir... é fulerar.
O que é ser chique pra você?
É estar bem vestido?
Não, isso não é ser chique, é ser cabide móvel de marcas.
É ostentar joias?
Não, isso não é ser chique, é ser sem brilho próprio.
É ser seguido?
Não, isso não é ser chique, é ter liberdade fragmentada.
Chiquérrimo mesmo é distribuir esperança e felicidade por onde passas.
"Toda produzida. Agora, desta vez, com um vestido todo em azul com algumas estampas em branco, que destacavam-se ao longo daquele tecido perfeitamente desenhado para seu corpo. A ponta do seu vestido, esconde delicadamente a ponta dos seus sapatos, que cobrem superficialmente seus pés com o auxílio daquelas pedras de diamantes. Vê-la caminhando até onde estávamos. Foi como observa-la pisando em um tapete vermelho, desfilando só para mim, um espetáculo em questão."
- John
As vezes a noite eu vejo ela com um vestido preto em frente ao cemitério. Será que se eu chamar ela para cometer um suicídio junto comigo. Ela Aceitaria?
CABIDE
"Vá ao cabide, pendure a tua espinha dorsal. Entre estar vestido de trapos ou de nobres tecidos - mas cheio de entrelinhas -, fique despido e exibindo, somente para o espelho que não existe, as pobres curvas do hiato remendado."
Não uso branco
tampouco preto
fui vestido desde tempos antigos
com a tonalidade vermelha
talvez miscigenado,
vagando entre os termos
mas sem nunca me definir
se branco ou preto,
sou apenas a cor solitária
que anda sozinha na noite
deturpando virgindades
e a infância das moças,
sem uma alma gêmea,
residente de outra dimensão
onde amores são unos
e vagam como eu
nestes termos indefinidos,
acatando assim a solidão
vermelha dos dias.
Já vi muitas mulheres usando mini saia com integridade, já vi muitas mulheres com vestido nos pés,sem respeito algum...no dia em que roupa definir caráter,alguém me avise por favor!
Quero bordar meu coração com pérolas de amor que caem do céu.
Fazer um vestido de corte comprido que seja só meu.
Passear orgulhosa por entre a multidão.
Preencher minha alma.
Cantar uma melodia.
Dar-te a mão!
Abrir um sorriso rasgado.
Tecer um brilho apagado.
Caminhar de novo a teu lado.
Até escurecer.
Anabela Pacheco
"Não precisa ter palácios, nem ser de família rica, não precisa ter milhares de joias e vestidos... Mas você é a minha princesa."
Escolhi o vestido mais lindo que possuo: bordado com os raios do sol. Meus cabelos, escuros, vou adornar com as estrelas mais brilhantes. Quero estar mágica para quando você chegar, meu amor.
Vesti meu vestido mais bonito, me empreguinei de lavanda e coragem...
Eu sorri o mais belo dos sorrisos, no espelho rubro púrpura; comecei o meu feitiço ajeitei o penteado mais lindo. Desliguei o senso o critico no colo um belo crucifixo, ofuscante. Fiz um pacto com os lábios e o destino. Ela veio a deslizar da pálpebra para compor junto a mais bela face que eu pude alcançar. Anestesiada feiticeira, enfeitiçada quem compões é minha alma ela se desfaz se não blasfemar.
Enchi-me de lavanda me empreguinei com coragem, de uma lagrima dei meu ultimo rubro sorriso despi o meu mais belo vestido em seus lábios dei meu ultimo suspiro. Devaneio, desvarios.
Não me deixe mais paquerar qualquer cara bobo, mal vestido, sem assunto e sem magia só porque preciso de algum bosta me ligando pra me sentir mais mulher. Isso é coisa de gente imoral, de gente com mais medo da solidão do que o auge do meu medo da solidão. Não me deixe mais confundir amor com ego e ficar aprisionada tantos bons anos num rapaz tão comum. Comum ao ponto de eu querer ser tão comum quanto ele só porque, para mim, isso é ser diferente.
"Hoje eu acordei pronta pra sair.
Com o cabelo tão bonito que até o vestido amassado e o esmalte descascado faziam seu próprio charme em mim...
Mas o tempo não ajudou, ventou, choveu, o dinheiro acabou, a liberdade se foi e o motivo voltou.
O motivo pelo qual eu, tão bonita a meus próprios olhos, me sinto sempre presa.
A inconstâcia.
Minha amiga das horas de loucura e minha inimiga nas horas em que eu precisaria apenas tomar uma decisão.
O lápis do olho não foi suficiente, a vontade já não era mais a mesma e o tempo, sempre o tempo, me fez ficar em casa."
Elegância não está nas pedras preciosas que adornam um pescoço ou no vestido mais caro que eu possa adquirir.
A beleza feminina está mais além de panos e objetos. Faça assim: comece se vestindo de cordialidade, educação deixando as boas maneiras sempre a amostra. Calce um ótimo par de solidariedade.
E não esqueça dos acessórios: uma bela simpatia e bem perto da cabeça a tolerância.
Pra finalizar borrife autoestima e autenticidade...você vai precisar sempre.
Na sua bolsa, leve um kit pra horas inesperadas: um bastão de paciência, compreensão e perdão, este último sempre leve sobrando.
Está pronta! Não terá como passar despercebida!
ACOLHE
Não fale do amor a crueldade
Pedaços do vestido dela acabem
A que não fique só amizade.
Que o amor rasteie o bem como seu guia
Um acervo de bondade e mais carícias
Que seja assim, que seja assim
O teu lugar cabendo a mim.
O meu lado direito que há da minha
A terna boa, aquele passarinho
Que junta palhas e faz um ninho.
Carrega os gestos como quem foi
Que todo movimento é de fazer
Cair dos céus ou levar num balde
Fermento, águas levar e trazer
É bom pra tudo, que renascer.
Acolhe as mãos da renascida
O filho todo o tempo apetecido
Que se repete toda alegria
E faz aquilo, tão repetida
