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Vertigem

Cerca de 119 frases e pensamentos: Vertigem

Quando a vertigem dança em um plano cartesiano, buscando traçar uma geometria reta e límpida, torna a lucidez uma metáfora hiperbólica.

Inserida por ninhozargolin

⁠Vertigem

Vertigem... o mundo dando voltas - e sem parar... pra me dar um tempinho do colocar tudo de volta no lugar - ... o mundo está dando voltas e cada vez mais rápidas.

Ah sim! Dantas diz que ' o mundo é uma vertigem'... não há balaustrada... só um vazio que não se preenche com os afazeres de todos os dias... com a correria que 'parece' não deixar a vida vazia.

Um redemoinho... um fundo sem fundo... sim assim é o mundo.

Cada manhã, antes mesmo de abrir meus olhos, eu fixo o pensamento em Deus. è a minha segurança. É o mundo, que mesmo dando voltas, deixa tudo no lugar... é o redemoinho, que tudo desconserta, que me mostra a estrada certa.

Seu eu consigo discernir tudo e levar a vida numa boa? Nem sempre... uma montanha treme... uma lava que escorre... um fogo que arde, queima e destrói... um tsunami dentro de mim... e aí eu olho ao redor e só vejo o vazio... sinto frio... meu corpo também treme.

Às vezes acho que o vulcão sou eu...

Inserida por RosangelaCalza

⁠Causo sono,causo insônia,vertigem,tonteira, envenenamento,ou escolhe um dos meus espinhos a perfurar-lhe,sem saida,todos rasgarao com força as suas entranhas.

Inserida por SheilaCristina52

⁠O poder

Ah o poder só pode trazer algum efeito alucinógeno ou vertigem.

Inserida por cleissonopensador

⁠Caso for, sua última chance!
O último minuto do acréscimo
A vertigem do fim Te, faria
Sorrir ou implorar para tentar
De novo?

Inserida por solitudxnegrx

As tonturas e a vertigem são apenas o ensaio da alma para se desprender do corpo.

Inserida por Simm

⁠Até a primavera

Deixo o amor seguir, com sua alquimia e vertigem,
liberto os pássaros, botões do céu com asas à voar.
Renúncio ao fervor de amar sem medida,
e me perco nas linhas da ausência incontida.

Já exaltei o amor, cantei a paixão,
mas dissolvi-me em palavras, sem definição.
Agora despeço-me desse encanto profundo,
abandono o amor e o seu misterioso mundo.

Quem sabe, um dia, ao pulsar renovado,
meu coração encontre um novo chamado.
Quando o inverno ceder à estação primeira,
numa explosão de vida, cor, e primavera.

Até lá, busco-me no vasto vazio,
na imensidão de um silêncio frio.

Inserida por marcoantonio04

Por que você me abandona

à poesia

Por que você me abandona
no vértice da vertigem
quando a chuva cai (um Magritte)
sobre rosas que desistiram?
Por que novamente me perco
entre hortênsias, no aclive,
mais altas que homens, mais vivas
que o Exército de Terracota?
Sem você eu caminho no plano,
tudo escorre
– há um silêncio aturdido
uma cota do que morre
por dentro daquilo que brota.
Sem a sua luz, o que me resta?
Palmilhar às cegas
um quarto de veludo
onde o espelho, mudo, assiste
à fuga do que reflete.

Claudia Roquette-Pinto
Corola. São Paulo: Ateliê Editorial, 2000.
Inserida por pensador

.


A arte
de girar pratos,
de girar olhos,
da vertigem.
Artes e espasmos.
Realidade.

.

Inserida por ranish

ESSA ETERNA FONTE SEM VERTIGEM : A Ponte de Deus é / Puras Asas !...

Inserida por RITAMENINAFLOR

⁠“O ciclo do cotidiano como vertigem ontológica”
— por Leonardo Azevedo
O verdadeiro peso da existência não reside na finitude biológica da morte, mas na consciência da repetição. É na experiência reiterada do viver, na mecânica dos gestos diários, que se inscreve o esgotamento do sentido. O despertar para mais um dia não é, em si, um ato de esperança, mas um reinício automático de um roteiro previamente ensaiado: as mesmas perguntas sem resposta, os mesmos rostos carregando máscaras, os mesmos vazios preenchidos por estímulos descartáveis. Este não é apenas o drama do tédio — é a constatação de que a vida, em sua forma bruta, oferece pouco além da permanência do esforço.
Há um tipo de horror silencioso que emerge quando se percebe que a mudança é, na maioria das vezes, cosmética. Que os sistemas se retroalimentam para manter a ilusão de movimento, enquanto o indivíduo permanece paralisado no centro da engrenagem. Não é a morte que assusta, mas a vida que se perpetua sem ruptura, sem catástrofe redentora, sem clímax ou epifania. A angústia contemporânea não nasce da falta de sentido, mas da multiplicação de sentidos voláteis que não se enraízam — como ecos dispersos que não encontram corpo para habitar.
Esse medo da vida não é covardia. É lucidez. Uma lucidez que reconhece que a consciência é, em si, uma maldição e um privilégio. Pois ver com nitidez a própria prisão não garante a libertação, mas inaugura a tragédia do saber impotente. E ainda assim, paradoxalmente, é nessa consciência do absurdo que se pode vislumbrar uma rebelião: a escolha de resistir, não porque há um sentido último, mas porque há dignidade no ato de continuar, mesmo sabendo que a rotina pode não cessar — e que a liberdade talvez não seja romper o ciclo, mas encará-lo de frente, sem se anestesiar.

Inserida por drleonardoazevedo

⁠VAZIO

Demétrio Sena - Magé

Meu cansaço não conta rodagens do corpo;
a vertigem dos braços, a pressa dos pés
nem o quanto, até dez, conto vezes infindas
ou de quantos cansaços meu cansaço é feito...
Na verdade não somo incontáveis esforços;
os meus nervos não tremem de vastos fazeres,
tenho até meus prazeres discretos e rasos,
que me fazem sentir um apego por algo...
Há um peso na alma, que ataca na carne;
uma carga dos anos que não são nem tantos,
mas arrastam encantos rachados de secos...
Um cansaço invasor; que disfarça que jaz,
mas cansou do cansaço que jamais senti;
ah, que falta me faz o que me faça falta!
... ... ...
Respeite autorias. É lei

Inserida por demetriosena

Por vertigem as intervenções foram imprescindiveis no meu estabelecer procurando persuadir no seu ardor.
Propago o interesse de amar e me felicitar junto a ti.

Inserida por JULIOAUKAY

A vertigem de um amor Crescia com um sentimento inexplicavelmente em um longínquo.
Porem refletia em teus olhos com um brilho intenso quietamente em esplendor.
Com suas pupilas largas e profundas ligeiramente encontro meu aconchego e teu sorriso me acalma, pois em teus olhos leio o amor.

Inserida por JULIOAUKAY

Não existe vestígios para seguir um amor que tenha facilidade,mas sim o amor é a própria vertigem que segue o risco da facilidade;

Inserida por JULIOAUKAY

Que estranho sentimento é esse, que invade desarruma e some sem deixar vertigem do que aconteceu;
Não estou preparado nem vigiado por sentinelas que mantem-me protegido de frustrações;

Inserida por JULIOAUKAY

Se eu tropeço! Não foi por eu ter errado, mas sim por que insisti para dissipar qualquer vertigem de medo;

Inserida por JULIOAUKAY

Você é minha maior vertigem na qual, me faz bem
E na medida do variável, eu te faço bem também!
Com encontros a temporal, o desejo corre lado a lado com o coração;
Isso não é uma declaração, pois sabe a medida da minha paixão
Desmedida para nos elevar...
Palavras fazendo sentido em nosso ritmo
Para não mais deixarmos de nós amar;

Julio Aukay

Inserida por JULIOAUKAY

O fio invisível


⁠Toda pipa tem um cordão umbilical—
um elo fino entre a vertigem e o colo.
O chão assiste, em silêncio, aos pulos
de quem ensaia voo nos desníveis da rua.

Há um acordo secreto entre o solo e o vento:
o menino brinca de ser nuvem,
enquanto a terra o segura pelas solas,
num pacto de sopro e equilíbrio.

Benditas mãos que seguram o barbante do sonho,
essas que sabem do vento antes da pipa
e sustentam o menino enquanto ele inventa altura.

Quando os sonhos desafiam a gravidade,
há sempre um olhar antigo que nos ancora,
um fio invisível que nos sustenta
no encanto de viver como passarinho
entre o voo e o solo.

Inserida por Epifaniasurbanas

O fio invisível

⁠Toda pipa tem um cordão umbilical—
um elo fino entre a vertigem e o colo.
O chão assiste, em silêncio, aos pulos
de quem ensaia voo nos desníveis da rua.

Há um acordo secreto entre o solo e o vento:
o menino brinca de ser nuvem,
enquanto a terra o segura pelas solas,
num pacto de sopro e equilíbrio.

Benditas mãos que seguram o barbante do sonho,
essas que sabem do vento antes da pipa
e sustentam o menino enquanto ele inventa altura.

Quando os sonhos desafiam a gravidade,
há sempre um olhar antigo que nos ancora,
um fio invisível que nos sustenta
no encanto de viver como passarinho
entre o voo e o solo.

Inserida por Epifaniasurbanas