Versos Romanticos Amor de Boa Noite
A gente tem tudo a ver, eu e você
É como o mar junto da areia
A gente tem tudo a ver, eu e você
É como a noite e a lua cheia
E ela me procura pra ser cura
No meio da noite escura, deitada na cama fria
Essa mina é só loucura, desconcerta minha estrutura
Vêis emquando olho pro céu azul
bonecas de pano pulam nas estrelas
vejo ao longe um meiado de povuado ortomano
logo pergunto: quem serão vocêis?
o primeiro a minha direita dita: ô sou eu o sol da noite
o segundo após olha pra minha feição assustado e dita: ôi tu
Tão distante,
mas tão perto.
Tão reconfortante.
Porém, tão misterioso.
Belo e cruel.
O nosso céu.
Olho para cima, vejo.
mas, não enxergo.
Não vejo nada,
mas sinto.
E percebo que ele não foi feito para ver,
Ou para entender
apenas, para sentir.
Fecho os olhos, faço uma prece, e sinto.
Fé. ✍🏼🙏🏼 #Pensamentos #noite #madrugada
Sob o céu estrelado
distenso no gramado...
Entre galhos, folhas e frutos da amoreira...
Admira as estrelas...
Ouve os sons que a noite produz...
Grilos e sapos cantam e coaxam em harmonia...
No horizonte as sombras das árvores
Formam enormes montanhas...
O leve sopro do vento
Junto a minúsculas gotas de orvalho
dá o toque especial...
No alto a Lua sorri...
Um enorme calidoscópio...
O perfeito
O tempo
O infinito
Os instantes
A essência
Com suas disposições simétricas...
A constante mutação poética...
mas se a noite vier
cheia de luzes ilegíveis de véus
de relógios parados - ergue as asas
fere o ar que te sufoca e não te mexas
para que eu fique a ver-te estilhaçar
Ode à noite
Em meu leito descansam estrelas, repousa o véu, o próprio céu, todas as coisas, pois tudo tem seu tempo e agora desejo dormir, ir contigo, para o amanhã despertar-te, mas por enquanto dorme, pois já é tarde... Descanse em mim, repouso em ti, como a lua à tocar o mar ao refletir, reflita em mim, em si, sorri, estou aqui pra ti, para que vivas cada dia como uma soma, então não suma, não se perca, só durma e me aceita... Sou noite, sou ti...
Noite fria
Em pé, vivo!
Vento forte a arrebatar um morto, talvez vivo, talvez sinto, frio... Muito frio... Meus dentes tremem, estou vivo... Minha mente sente, me sinto vivo... Existe uma diferença entre viver e ter consciência do viver, afinal de que adianta a dor que não me faça aprender?
Frio, muito frio... Mas ele não me abate, mas bate, será que é dor? Frio... Meu sangue ferve, uma multidão acabou de passar, passei junto... Passeei junto... Vivi separado, nunca entendi tais falsos afagos... A riqueza deve ser fria como essa noite, pois me sinto só, mas me sinto bem, que bom que é só uma noite e ela não é comprada com o que tem... Quem tem poder pra comprar a noite? Frio... Esse papel é frio e morto, mas essa noite é viva, vivo... Me sinto vivo em mais uma noite fria... Frio... Estou vivo.
A chuva parou
O silêncio ecoou
Revelando a noite estrelada de um coração vazio.
A água inundou
A terra enxarcou
Transbordando gotas de amor num mundo sombio.
O dia raiou
A esperança desabrochou
Despertando a felicidade no outro com apenas um assobio.
cruéis sentimentos,
tentei me amar,
diante do fatos,
tanto amasso,
e senti até os céus
em teus braços,
abusando das circunstancias,
nada á fazer,
apenas adorar o luar
e te amar a noite toda.
dependendo do vicio
reato meu extinto,
sentimentos vulgares
ganham a soberba alma,
na vastidão de seus lábios,
a madrugada se perde
afogando se no testemunho,
pensamentos vagantes,
das sombras fechos meus olhos,
de repente tudo parece o infinito,
palavras ganham formas,
no abuso singular,
tudo traduzido em gemidos,
passados num instante,
a vida tem por fração o sentido.
Noitei
À noite apagamos não só a luz mas também a mente
Com ela, deixamos o sono tomar conta, deixamos de ser gente
Centenas de vezes desejei que o sol logo viesse
Porque a noite era vazia, sem vida
Se ela soubesse...
Por ora o dia tem mais agitação e é barulhento
Mas, a noite é quieta demais e sombria
Dói quando aperta o pensamento
Parece o fim e ao mesmo tempo o início
Quem dera se ela pudesse enfraquecer meu suplício
Alaranjado
Vejo as luzes alaranjadas
Espalhadas pela cidade,
Passo de carro por elas
Apreciando sua beleza coletiva
Mas não a individual
Perco a chance de apreciá-las
Uma a uma
Enquanto me aconchego
Na suave brisa da noite
Olhar cada luz,
Da mais fraca,
Até a mais forte
E é apreciando essas pequenas belezas
Que termina mais um dia
E devo dizer,
Não é um jeito tão ruim de acabar por hoje.
Naquela noite ela não passou correndo pela passarela como sempre fazia, ao invés disso parou e pousou as mãos no guarda-corpo e olhou os carros que passavam por baixo e em alta velocidade enquanto o vento gelado chicoteava sua face.
Pela primeira vez ela entendeu o porquê não gostava de alturas. Não era medo de cair, era vontade. O tremor que sempre percorria seu corpo e as mãos suando frio, eram na verdade o resultado da briga interna de pular ou não.
Um “E se…” ecoava dentro de sua cabeça. Já era tarde e não havia quase ninguém por ali, não haveria quem tentasse fazer algo. Uma leve inclinada para frente, apenas para olhar melhor a distância que lhe separava do chão.
Tão súbito quanto havia sido sua parada, ela se foi. Soltou as mãos do guarda-corpo e retomou o caminho que a levaria até o ônibus que precisa tomar para casa. Cair era realmente tentador, mas não dessa vez
Que tua noite seja de paz
como de paz é o silêncio das estrelas,
que Deus te conceda bom sono
e nos sonhos possas colhê-las
