Versos Lindos de Boa Noite
Levantaste os meus olhos
em uma noite escura
onde eu não conseguia ver as estrelas brilharem
Então você apareceu ao meu lado, trazendo seu brilho que reluzia
"Naquela noite
Juntos,
Contamos estrelas,
Nulos.
E seguimos
Pela rua escura,
Mão na mão,
Prá sempre."
@veraregina14
Sentada na calçada
espero as estrelas que não sei se vêm
o vento paira sobre a solidão do jardim
pétalas de uma rubra rosa
tombam no final da tarde
e a noite em passos leves se impõe
com toques de poesia
Ao soar da meia noite
Antes da meia noite uma dama a sonhar, uma princesa após se deitar.
Se desperta pela manha com um beijo do seu amor
Ela sorri e abre os olhos e percebe que tudo não passou de um sonho bom
A princesa todas as noites ao se deitar sonha com aquele sorriso aquele olhar, mais isso não passará de um admirar
A princesa esta muito longe de alcançar o amor da sua vida
Ela prefere seguir o padrão, pois príncipe encantado não passa de ilusão.
NESTA NOITE SEM FIM
Nesta noite sem fim...
Quero mergulhar contigo nos pensamentos que trazem mais soluções do que tormentos;
Correr riscos mais próximos dos sentimentos;
Não ter tempo para as mágoas e para a fugacidade da juventude.
Nesta noite sem chuva...
Quero decifrar os códigos dos meus mais antigos mistérios;
Flutuar na magia de um desconhecido amanhecer sereno;
Aconchegar a suavidade de uma brisa a soprar outras esperanças.
Nesta noite sem sombras...
Quero contigo, apenas encontrar um momento de beleza;
Respirar sem medo as necessidades de existir;
Refletir no espelho as mais cristalinas e dúbias verdades.
Nesta noite itinerante...
Quero contigo recompor os rostos que nos esculpiu o tempo;
Ser mais uma essência humana do que uma personalidade vincada;
Traduzir o mundo em atos e motivos da construção do ser;
Sem ter que me perder na dissociação das mais tênues tradições;
Arriscar ser feliz, ainda que numa noite sem fim.
Guardei o que precisava, encaixotei o que faltava.
Embrulhei lembranças, reordenei memórias.
Assisto tranquila e serena as malas pela casa.
Sentimento de nostalgia, enquanto no silêncio absoluto, me pergunto:
“Quantas vezes já senti esse ambiente?”
Quantas pessoas aqui passaram?
Quantas lágrimas de riso e choro aqui já derramaram?
Quantas conversas geniais e fios soltos aqui ficaram?
Vejo a chuva cair, nessa cidade fria, onde ao anoitecer, parece que ninguém habita.
Sinto esse lugar pelas últimas vezes.
Sinto a alma justificar-me, sinto o cheiro dos amores passados,
sinto o vento socar as janelas, sinto a madrugada fria desafiando o escritor a escrita.
O frio e o silencio caem , me sinto tao sobrio como se pudesse perceber a sensates rigia e solene do tempo.
É noite , e o silencio do vazio da madrugada se torna serenemente invasivo.
Não ha para onde correr.
Tudo que me tese está vivo e se move em uma só direção , como uma gota d'agua em uma parede de concreto...
Talvez...Talvez se eu rezase mais ; as noites não seriam tao frias e o silencio seria mais discreto.
Eu sou um rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços (...)
Despi a realeza, corpo e alma
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia
O dia adormeceu silencioso como ave calma no ninho.
O coração da noite pulsa nas trevas, enchendo o céu de estrelas.
Ao longe pássaros sonâmbulos pipilam em coro a oração sagrada da noite.
Minha letárgica percepção desliza suavemente entre sombras escuras sem rosto, enquanto sou absolvida de mansinho pelo sono.
Abrem mãos brancas janelas secretas
E há ramos de violetas caindo
De haver uma noite de Primavera lá fora
Sobre o eu estar de olhos fechados...
Objetivo, pragmático
Uma situação, um esquema tático
Maquiavélico talvez?!
Aonde eu quero chegar
Só a mim importa
Será desvio ou destreza?
Eu sou o dia
Eu sou a noite
Eu sou quem você quiser que eu seja.
Fica comigo esta noite, que eu te faço feliz
Finge que eu sou o amor que você sempre quis
Amanhã é outro dia e a gente vê como é que
Fica comigo essa noite que eu te faço feliz
madrugada
a noite afora
a insônia escancarada
o urro do silêncio chora
a alma despedaçada
as teclas mudas, e vai-se a hora...
o sino da igreja calado
os amantes não sussurram
o relógio amofinado
pro peito os anseios empurram
e a secura do cerrado
e o tempo não passa. Murmuram!
exausta a cama
e o vazio de sua ausência
acordado. Olhar na lama
e me engole, sem paciência
está noite um drama!
amanhã reticência...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
19/09/2019, 03’05”
Araguari, Triângulo Mineiro
Por mais negras, frias, nebulosas ou assustadoras, todas as longas noites findam, diante da luz de um novo dia...
É preciso fé no que de melhor está por vir!
BOCA DA NOITE
na boca da noite, calar-se
o cerrado se cafua
o sol fustigado
a lua nua
o céu estrelado...
Anoitece, e o dia recua.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
