Versos e poesias de Saudades Lembranças
Lembro-te:
Saudade: - o choro de outrora chora
Rola no pranto aquele olhar certeiro
O teu cheiro, impregnado no roteiro
Das minhas lembranças, que evola ...
Inquieto romance: - de muita parola
Do doce encontro, o nosso primeiro
Abraçar, cheio de sabor, por inteiro
Tudo neste duro poetar se desenrola
Acende um lembrar deste passado:
Quanto mais o tempo, e nele receio
Mais prazenteio de ter sido amado
Me vem a tua imagem sem rodeio
O teu triste olhar ali ao meu lado
Findo no curso, e não mais veio.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Saudade Eterna
A saudade é um sentimento
Que preenche o espaço deixado por alguém
Que palpita a todo momento
E é maior do que outras sensações, vai além
Só quem perde um uma pessoa especial
Sabe o tamanho dessa dor
Mas por vezes trás lembranças do que foi real
E o sofrimento é sentido com amor
Um ser humano muito querido
Deixa lembranças boas e felizes
O que conforta um coração ferido
E sentimos que foi um prazer ao lado dele ter vivido
Com certeza os que partiram dessa vida
Querem nos ver bem, querem nosso sorriso
Que no nosso coração cicatrize a ferida
E as boas lembranças sejam nosso abrigo
Quando a morte nos tira alguém...
Uma lembrança permanece viva nos corações, são momentos difíceis pois nunca compreenderemos o mistério que tira d'entre nós as pessoas que amamos.
Essa saudade sempre baterá nas portas dos nossos corações para deixar esta terrível cicatriz, a perda de quem amamos. Porém devemos permanecer firmes, pois a força para continuidade vem do Senhor e Ele nos ajudará a carregar este fardo de saudades...
Algumas noites, deito-me com as lembranças, e em silêncio chamo por você.
Em outras, ouço os ecos passivos da saudade, chamando-o por seu nome.
Agora é a tristeza que está na cara,
O choro é pesado,
E o tempo roubará a lembrança?
Fica a saudade,
Só quem conhece a saudade
Sabe o gosto amargo que trás a solidão
Deixando no meu peito as lembranças da emoção
Lembranças essas que me atormentam,
Mas minha mente já não insiste em desistir
Revivendo os bons momentos
Tudo seria mais fácil com você aqui.
Viajei nas ondas do teu olhar...
Me senti naufragado no Oceano das emoções, nas lembranças apenas o seu perfume, e o calor do seu abraço, a saudade bate de frente com as ondas do sentimentos, em uma luta constante contra a vontade de estar com você.
Amigos
A doce lembrança
Eu e você quando criança
Fazendo uma aliança
Estruturada na mais pura confiança
Dois opostos
Dispostos!
Dois amigos
Eu, contigo!
E você comigo
Quanta saudade
Da sua irritante honestidade
E de sua imensa bondade
E de nossa linda amizade
Uma ligação
Toda recordação
Muita emoção
E uma afirmação
Você sempre estará no meu coração
O que fica do que foi.
Foi lindo, ficaram as lembranças!
Foi emoção, ficou a razão!
Foi aconchego, ficou a solidão!
Foi chama, ficou a faísca!
Foi aventura, ficaram as descobertas!
Foi intensidade, ficou a saudade!
Foi música, ficou o silêncio!
Foi mar, ficou um vazio!
Foi, quando eu queria que ficasse!
Haverá um tempo
Em que o passado soará como uma linda canção
E a canção, trará de volta a lembrança de um passado...
Saudade...
Haverá um sorriso
Uma lágrima talvez
Mas também a completa certeza
Que nada foi em vão mas que tudo valeu a pena...
Saudade.
Ela não liga para o ódio
Nem para o ressentimento
Não está nem ai para promessas
Muito menos rotinas, rotinas?
Ela apenas existe, e te perturba
É impossível ignora-la
Tentar significa sacrificar a própria sanidade
Saudade não é vício, mas são parentes proximos
Algum dia você acordou sentindo saudade?
Ahh, aquela lembrança, me enche de saudades…
Folhas são lembranças já vividas, um dia verdes, mas secas pelo tempo e levadas pelo vento.
Lembranças de pessoas que naquele momento jurei enganos e ilusões. São horas de conversas jogadas para o vento, sorrisos bestas e momentos únicos!
Secaram, sumiram... Mas prevalecem aqui e aí. No mais íntimo possível, mostrando que entre espinhos havia um afeto.
LEMBRANÇAS
Nas horas em que bate uma incerteza,
em que meus pés não pisam com firmeza,
eu busco, pai, a força dos teus passos.
Como se eu fosse ainda uma criança
que tenta caminhar... treme... balança...
mas sabe que ao cair, cai em teus braços.
Nas horas em que eu erro (e eu erro tanto)
para acalmar as dores do meu pranto
eu tento recordar cada lição...
E então, como num toque de magia,
eu volto a ver o olhar que corrigia
e a ouvir a voz que dava o teu perdão.
Nas horas em que eu busco mais coragem,
ao reencontrar, na mente, a tua imagem,
com ela, os meus temores eu reparto.
E eu sinto que tu segues ao meu lado
me protegendo, como no passado,
afugentando os monstros do meu quarto...
Pai, eu cresci... E o teu menino agora
não pode te chamar sempre que chora
e nem pedir teu colo quando cai.
Porém eu sou, no mundo das lembranças,
a mais feliz de todas as crianças
por ter um grande amigo, herói e pai!
Não me lembro
Eu que já não me lembro
falei com á saudade
perguntei dos teus traços perfeitos
ela me deixou bem claro
como eram teus beijos.
Como as manhas eram melhores
como dividíamos
os mesmos defeitos.
Nós dois escrevemos um roteiro
mas já faz tanto tempo
nem eu, nem a saudade
lembramos de como foi
o nossos primeiro beijo.
A madrugada vem chegando e com ela, as lembranças mais vívidas de um desejo que me consome. Teu cheiro pela casa, tua presença em meus pensamentos. Tudo o que faço tem seu nome, vejo seus lábios a todo momento...
Meu corpo te anseia e está difícil me conter. Acordo, respiro, te quero, eu vivo, eu morro e revivo implorando teu prazer. E o dia apenas passa, como passam todas as horas. Deixaste em meus olhos o teu amor desde o dia que foste embora.
Ahhhh meu açaí...
Esse sofá tem história!
Teu corpo encaixado no meu: está tudo na minha memória! Abraços, sussurros, suor e desejo, mordidas e beijos. Teu amor misturado ao meu. É calor e arrepio, meu choro, meu riso. Inferno e paraíso, que minha alma jamais esqueceu.
Você foi o último toque.
O balanço que acelerou meu coração, o carinho esculpido nas lembranças e a poesia que exalo nas canções.
Saudade
Ninguém sabe o quanto dói,
Abrindo no peito um tão grande
Buraco que me destrói!
Fico que nem criança,
Esperneando ao pé da cama,
Com a felicidade que me chama
Composta de lembrança!
E me aperta, e me envolve,
Mas não há mão nem braço,
E sim um nó, um laço
De saudade que me revolve...
Aos solavancos vou resistindo,
Com esta bomba sem pino...
Detonada, que vai me consumindo.
E me aperta, e me envolve,
Mas não há mão nem braço,
E sim um nó, um laço
De saudade que me revolve...
CHORAR BAIXINHO...
Morreu. Vestiu-se de negro o sentimento
entre as lembranças as muitas, as penosas
dando um aperto do que foi um dia alento
hoje só tristuras nas recordações dolorosas
Má sorte! Como dói o afeto que foi ao vento
ao relento, o olhar afligi agonias silenciosas
ó ilusão, então, me tira deste tal sofrimento
balsama minh’alma com perfumes de rosas
Aliviando, assim, essa fúnebre infelicidade
pense na sensação de ferir-se com espinho
desolado pelos pensamentos de saudade...
Se este amor está morto, sem um carinho
um abraço, o laço, e não mais restou nada
então, deixe meu coração chorar baixinho! ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
15/03/2021, 14’07” – Araguari, MG
