Versos de Tristeza
Incompreensão
Não tatuei o teu nome na minha pele,
Sem intenção tatuei-o no meu coração e fiz-te parte dele.
Estava perdida, sem saída.
Não que eu quisesse lembrar-me de ti assim,
Eu só não conseguia tirar-te de mim.
Eras como uma rosa que colhi do meu jardim,
Com o tempo as tuas pétalas voaram de mim.
Certamente não cuidei bem de ti,
Ou talvez foi o facto de eu não ter um jardim.
Monotonia do Tempo
O tempo cura tudo menos a saudade teimosa
Que habita em mim de manhã.
Ele promete esquecer, desaprender,
Mas a ansiedade permanece até o amanhã.
Se o tempo pudesse ocultar
Cada promessa feita e não dita,
O amor seria o fim de uma vida infinita.
Vida essa que era minha e agora é tua,
A tua alma vestida a passear numa cidade nua.
As estrelas sorriem ao ver-te à deriva na rua.
E eu perdida no tempo,
Comtemplo-te, ao admirar cada verso da tua poesia.
Eu imploro-te e prometo,
Que vou amar-te em segredo, nesta pacata noite fria.
Madrugada
É na suave escuridão da madrugada,
Que os amores secretos dão tudo ou nada.
São observados pela lua, que guarda para si.
Cada carinho e gesto de amor criado ali.
Escondidos do mundo, se ele souber será um erro.
Pois amar é bom, mas é melhor em segredo.
Passe com a sua dor no caminho, mas não olhe tanto para o chão , doutro modo deixa de ver o sol que acena no rosto de quem passa.
António Cunha Duarte Justo
in Poesia e aforismos de António Justo
As lágrimas rolaram por horas a fio e no intervalo entre uma lágrima e outra a vontade de ligar para alguém que as fariam cessar
E de repente se certificou que não tinha quem as fariam cessar, nem os melhores amigos. Era necessário elas caírem
Minha mente é o reino e meu corpo o Rei
Meu reino esta desmorando e assim cairei
Tudo arde em chamas de destruição
Esse meu mundo frágil é só uma ilusão.
“Não se sinta mal quando jogarem a culpa em você, seja egoísta o suficiente para admiti-lá e ignora-lá”
-Maysa G.
Oi "Apenas Eu"!
Como pode ter se tornado algo tão distante do irreal o qual sempre sonhamos nos apegar?!
Será que seus sonhos viraram os pesadelos que outrora queria parar de querer sonhar?
Talvez você não tenha apenas mudado "Apenas Eu", talvez você tenha morrido no turbilhão de felicidade que tanto odeio. Suas mãos não são tão aconchegantes no meu peito, seus dedos já podem enforcar minha garganta.
Então mais uma vez ó meu "Eu", um "oi" para você e quem sabe um dia, talvez, um suave tchau para mim.
Hoje eu acordei pensando em você
Nem sei por que
Talvez seja besteira
Um momento de fraqueza
Não vou mais chorar
Você quis assim
Cada um foi pro seu lado
E deu de cara com a tristeza
O que te define ou o que te definha?
Se não sabe o que te define,
comece pelo que te definha.
Questione seus medos,
suas culpas,
seus traumas,
sua falta de amor próprio.
Pergunte-se:
Porquê estou assim?
Porquê isso tem que me entristecer?
Porquê estou tão ofendido com aquilo?
Porquê essa dor que a tanto tempo me
acometeu ainda insiste em me entristecer?
Não procure culpados,
Questione a culpa em si.
Questione-se no interior de sua alma,
nos porões do seu ser, aonde somente você
consegue adentrar.
Encare seus fantasmas,
Jogue luz sobre suas sombras.
Faça isso todas as vezes em que
perceber pensamentos que te
incomodam e tirem a sua paz.
Faça isso quantas vezes for necessário.
Profunda solidão
No silêncio aperta meu coração
Silêncio de luto, silêncio de indecisão
Silêncio de dor, silêncio sem perdão
Silêncio esse que parte meu coração
Desde daquela triste noite de sábado
O abraço, o adeus
O perdão pelas falhas
O fim de laços os quais jamais serão refeitos
E no silêncio da milha verde
Eu caminho devagar
Sem um ombro amigo
Sem alguém para amar
Somente lembrar
Daquele passado de ardor
De sentimento e de calor
E a vida só irá clarear
Quando o sentimento na alma findar
E daquela noite melancólica
Adquiro a minha eterna solidão
Pois nunca a ela retornarei então.
ACASO
A vida é feita do acaso
Que é levado pelo arrais
Às vezes chega de atraso
Mas nunca tarde demais.
Vivi a vida até tardar
Esperando com descaso
A tarde ver, por um acaso,
Que nem tão tarde ele virá...
LIBERTINA (soneto)
Recordo, ao ler-te, as épocas sombrias
Ó escura poesia, de outrora, tão torta
À inspiração, lasciva, e da alegria morta
E em tuas trovas, as vis sensações frias...
Simetria e rimas, nas fantasias vadias
Enroupadas, pária de Suburra à porta
E a impudicícia em tuas linhas, absorta
Acabrunhando o decoro nas ousadias
Ó nuvioso e tristonho cântico em ruína
Na esquina pesada, tendo a fonte impura
Do lampejo, na qual se traje de Messalina
Tu, prosa descarada, sem amável ternura
Sem o amor, traindo a mão na sua rotina
Libertina, que ao poético só traz amargura
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/03/2020, 04’59” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
- Relacionados
- Poesia Felicidade de Fernando Pessoa
- 73 frases de tristeza para expressar suas emoções
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Frases de Dia das Crianças para comemorar com muita alegria
- Frases sobre sorriso para expressar toda a sua alegria
- Poemas Tristes
- Frases sobre a morte que ajudam a valorizar a vida ✨
