Versos de Tempo
O Tempo Passou
O tempo passou, como um rio sereno,
levando consigo as horas, os dias,
mas o amor, que em nós foi plantado,
floresceu mesmo entre ventanias.
As rugas marcaram nossos rostos,
os cabelos, prateados pela estação,
mas os olhos, ainda que cansados,
guardam o brilho da paixão.
Os anos não foram inimigos,
foram mestres do nosso querer,
ensinaram que amar é mais forte
que o tempo que insiste em correr.
Lembras-te de quando éramos jovens,
com sonhos maiores que o céu?
Hoje, somos história vivida,
um poema tecido em papel.
O tempo passou, mas aqui estamos,
de mãos dadas, desafiando a razão.
Prova de que o amor verdadeiro
é mais forte que a própria criação.
Pois o que o tempo não desmorona
é o que foi construído com fé.
E nós, com cada segundo que passa,
somos eternos naquilo que é.
Que o tempo me dite a direção
A distância não pode ser alento
De que vale o bater do coração
Se o mesmo não tem um acalento
INVENTO E DISFARÇO
Passaste, tão bela, qual brisa ligeira,
Deixando um perfume que o tempo não leva.
Teu rastro, um enigma que o peito me crava,
Teus olhos, abismos, meu mundo exilado.
Nos labirintos onde me deixaste,
Procuro teu eco, a sombra que parte.
Não sei se existes ou foste miragem,
Mas vives em mim, como tatuagem.
És som no meu canto, segredo que guardo,
O perdão que não peço, o silêncio covarde.
Te perco e te acho na arte que faço,
E a cada suspiro, invento e disfarço.
Hoje eu e ela conversamos e eu fui tocar no passado,
No tempo em que éramos um casal belo, lindo e apaixonado.
Questionei do nosso fim, ela simplesmente ignorou,
Daí eu percebi que só eu ainda sentia amor,
E, de coração partido, tive a coragem de perguntar: como conseguiu me esquecer? O que te fez deixar de me amar?
Ela falou do sofrimento, da dor em que eu causei,
Das besteiras que falei,
De todas as mentiras que comentei,
E daí eu chorei,
e pude perceber que fui só eu que errei, e por isso
Nunca mais me perdoarei.
Mas o que doeu mais no meu coração foi ela dizer que já estava de partida,
Que ia embora pro Sul
E dar um recomeço a sua vida,
Foi daí que desejei que isso fosse só um sonho,
Da pessoa que um dia,
Foi o amor da minha vida
Mais eu estraguei com outros planos.
Silence of Time
Entre os passos do tempo, me perco e me encontro,
Em cada suspiro, um desejo, um encanto profundo.
Os olhos brilham, mas a alma busca,
Aquele amor que é mais do que palavras soltas.
Que não se esconde nas sombras, mas se revela ao sol,
Que não é feito de promessas vazias, mas de gestos sinceros.
Que não precisa de enredos complicados,
Mas de um abraço simples e verdadeiro.
E o coração, esse amigo fiel, se cala em paz,
Pois sabe que o amor verdadeiro não exige lutas,
Ele é leve como o vento, e firme como a terra,
Que une dois caminhos, sem medo, sem pressa
Que seja amor de chegada, e não de partida,
De construção, e não de destruição.
Que seja amor que cura, que liberta,
Que enche de luz a cada novo amanhecer.
Que quem me encontre, se encontre também,
E que ao final, ao olhar para trás,
Saibamos que não há mais ninguém,
Além de nós, em tudo o que o amor faz.
Eu era silêncio, era pedra, era mar.
Nenhum sorriso, nenhum pesar,
apenas a dança do tempo a passar,
leve, sem voz, sem lastro a carregar.
Mas a vida gritou, rasgou-me a paz,
trouxe dores que o peito desfaz.
Memórias escuras, noites sem fim,
a luta constante, perdida em mim.
Hoje sou rio, mas de águas turvas,
onde as margens são sonhos que turvam.
Cada passo é cansaço, um grito abafado,
querendo parar, mas sempre chamado.
Sinto a exaustão em cada respirar,
o desejo de soltar, de enfim deixar.
Mas há raízes que me prendem ao chão,
e um eco distante que insiste: não.
Ah, como invejo o passado sem cor,
onde o nada era tudo, e o tudo sem dor.
Mas há algo no sofrer que a alma refaz,
mesmo cansada, sei que a luta é capaz.
Que a apatia me leve, se um dia vier,
mas que hoje, na dor, eu seja quem quer:
sentir, existir, até resistir.
E talvez um dia, sorrir.
Quando há maturidade emocional, o equilíbrio passa a ser parte de você, e perder tempo com o desnecessário já não faz mais sentido.
Gastar energia só se valer a pena; o que causa desgaste mental, o silêncio já é uma resposta adequada.
Serei eu a sombra de um passado gasto,
Um rosto desfocado na água turva do tempo?
Serei eu o vidro de um amanhã incerto,
Baço e quebradiço, perdido no vento?
Ou serei apenas a sombra de agora,
Projectada num vidro que mal se sustenta,
Um lampejo que nasce, respira e se evapora,
Como um reflexo que o silêncio fragmenta?
Sou eu a sombra ou sou o espelho?
Sou o que se parte ou o brilho que ensejo?
O que é a morte, senão o esquecimento,
Um silêncio profundo que vem com o tempo?
O corpo pode cair, esvair-se no ar,
Mas o que somos, o que vivemos, ninguém pode apagar.
A morte não é o fim, mas a ausência do olhar,
A distância que cresce quando param de nos lembrar.
Mas quem toca a alma, quem imprime no peito,
Não morre jamais, permanece no perfeito.
O corpo se apaga, mas o espírito arde,
Em cada lembrança, em cada saudade que invade.
Na memória dos que ficam, a vida ressurge,
E nas palavras que ecoam, o ser se refugia.
A morte é só uma curva na estrada do ser,
Um ponto que nunca é definitivo, mas se faz entender.
E quando o último suspiro for dado, o último ato concluído,
Seremos eternos, pois o amor que deixamos será sempre ouvido.
Enquanto alguém contar nossas histórias com amor,
Viveremos, imortais, como a eterna flor.
A morte não pode nos calar, pois a vida é contada,
Na memória que preserva, nossa alma é eternizada.
Amar os momentos que a vida nos dá,
Encontros a sós, onde o tempo desacelera,
Em cada gesto, em cada olhar,
Nos encontramos no simples, no que a alma espera.
Tardes na praça, sob a sombra da árvore,
O riso leve ao vento, o silêncio que sorri,
A tarde se estende, sem pressa de partir,
E o mundo se torna só nós duas ali.
Sorvetes com mil sabores a encantar,
Cada colher é um pedaço de prazer,
Deixa o frio da sobremesa se espalhar,
Enquanto o calor do abraço faz o coração aquecer.
São momentos que, no fundo, são eternos,
Pequenos gestos que fazem o amor florescer,
Porque amar não é só palavra, é viver
Cada instante ao seu lado, e nele, renascer.
Não devo ser bonzinho o tempo todo
Sem antes pensar em me amar.
Insistir nesse papel o tempo inteiro
Mais tarde podemos perder o norte.
Não identificando aquilo que somos
E o que realmente queremos
Tempo ao Tempo.
Gratidão x ingratidão.
A gratidão é eterna...
A ingratidão é efêmera...não destrua seus neurônios por ela. Esqueça-a..
.
A paixão é como o fogo
No começo faz queimar
Com o tempo enfraquece
Até mais não chamuscar
Já o amor é como o ar
Que podemos respirar
Sem medo de se acabar
Fim de ano é o tempo
De fazer reflexão
É a hora de pausar
De rever cada ação
É a vez de faxinar
De lavar e de passar
As roupas do coração
Para alcançar a felicidade,
É preciso nos relacionamentos investir...
Dispor de um tempo profundo e de qualidade,
Isso pode muito mais vezes nos permitir ser feliz e sorrir...
Explicar o sentido de um sentimento é como acabar algo já acabado.
Há razão para gastar tempo com contra-desejos?
O necessário é deixar que as coisas aconteçam sem obrigatoriedade, respeitando a cadência do universo, pois nascemos adaptados para este mundo e não ele para nós.
Alimentada de finais, absorta em inícios e em desenvolvendo.
24/09/2023
a alma-vida
nos braços do tempo
em cada passo
não é corrida
buscando a direção
no infinito da imensidão.
O mundo não vai parar para te
aplaudir em cada conquista,
quem te considera e tem tempo,
pode até reservar um minuto
para te parabenizar no seu
aniversário, mas quem te ama,
estará sempre ao seu lado, seja em comemoração ou dificuldade.
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