Versos de Solidão
Sinto me perdida em um labirinto que eu mesma construí. Buscando achar a saída, mesmo sabendo que foi eu quem trancou as portas.
Soube que queres voltar, mas te digo não. Não me obedeces por pura teimosia.O que te satisfaz? Quem me dera se não voltasse mais.
Quando abro meus olhos ao amanhecer, sinto que não deveria ter acordado, quando os meus pés tocam no chão, sinto me sem forças, passo dias ouvindo o que não devo sentir, como se controlasse meus sentimentos, sinto me prisioneira do meu próprio corpo, mas respiro e passo por mais um dia, com sorrisos falsos, e a alma armagurada.
Em datas especiais, somos abraçados, somos lembrados, é como se não estivéssemos passado 364 dia sozinhos e isolados, se sentimos importantes, e realmente somos, só que para essas pessoas isso só dura 24h, e depois disso nem existimos, a vida nos mostra que estam cheios de intenções e sem nenhuma atitude.
Manter um relacionamento não recíproco é como esperar ajuda das mãos que te afogam. Apenas uma pessoa morre, e já sabemos quem.
O invejoso quer ser você. O invejoso calunia, porque quer, de alguma forma, eliminar você. Mas o fim do invejoso é triste: amargurado, infeliz e solitário...
Ao evitar a inanição do corpo, não percebi que havia adquirido uma espécie de anorexia da alma, o vazio dos sentimentos.
Espero que não pense que sou um monstro por escolher minha vida, ao menos uma vez. Foi preciso deixar meu sonho e meu amor morrerem para que eu percebesse que ainda estava viva. Só sei que não posso continuar naquela personagem, aquela versão mal-acabada de mim, um zumbi que se perdeu. Tudo o que preciso é de uma chance de sair desse beco no qual me encontro. Entenda, há coisas que, depois que descobrimos, nunca mais nos deixam voltar atrás. Não é como se você pudesse esquecer aquilo o que aprendeu.
Você é a distância que eu quero por perto. É minha luta diária desde o acordar até o anoitecer. É o tormento da minha solidão. Mas também é o vento que me traz paz nos dias de chuva. É minha fome inconstante de amor.
A insônia é um caminho com pedras imaginárias, sabidamente maiores do que são, que se movem sob o peito, sufocando em desalento, mas inspirando na mesma proporção.
