Versos de Solidão
Dentro de mim residem silêncios intermináveis e uma perpetua solidão. É solo sagrado onde não te permito pisar. Se tens coragem
de pedir que eu te siga, terás que fechar os olhos para esse meu lado sombrio.
-Flavia Grando-
A solidão e uma das piores coisas
que se pode sentir!
Além de se sentir só
Você não vê mais motivos para sorrir!
Estou rodeada de pessoas
O tempo todo, mas ...
Nenhuma até agora
Perguntou como estou!
Acho que é porque
Já estão cansados
De ouvir sempre
As mesmas palavras!
Na verdade até eu,
Não aguento mais
Sentir as mesmas coisas
Todos os dias...
Isso e ruim de mais!!
Queria ser feliz.
Esquecer esse negócio de tristeza
Pois isso não me faz bem
Cada vez mais um pouco de frieza
Por isso digo
A solidão e a pior coisa
Porque ela te transforma
Em uma outra pessoa.
A solidão é sempre fundamento
da liberdade. Mas também do espaço
por onde se desenvolve o alargar do tempo
à volta da atenção estrita do acto.
Húmus, e alma, é a solidão. E vento,
quando da imóvel solenidade clama
o mudo susto do grito, ainda suspenso
do nome que vai ser sua prisão pensada.
A menos que esse nome seja estremecimento
— fruto de solidão compenetrada
que, por dentro da sombra, nomeia o movimento
de cada corpo entrando por sua luz sagrada.
Se em nós a solidão viver sozinha,
sem que nada em nós próprios a perturbe,
cada figura passará rainha
na antiguidade súbita da urbe.
Um acento de pena irá na linha
vincar a eternidade de figura
a um rosto que quase só caminha
para dentro de o vermos pela pura
substância em si que vive a solidão
dentro de nós. E sendo nós só margem
do seu reino de ver por onde vão
as figuras passando na paisagem
de um antigo fulgor de coração
aonde passam desde sempre. E agem.
dores do infinito da alma
respectiva num horizonte profundo...
solidão para um único momento,
sem destino para o amor.
"Entre a prudência ludibriada, perde-se na arrogância pervertidamente na solidão."
Nofrinho Motorista
E de frente
Bati com a solidão
do abraço forte
Ousado
Me fez perder a razão
Mas o tempo
Que tudo cura
Tirou-me da loucura
Trazendo-me minha identidade
Não sei como ocorreu
Nem sei mesmo como puder
Hoje minha Solidão
Eu a chamo por Solitude.
Autor: Douglas Almeida Vergilio
Dizem que o tempo tudo cura, mas a verdade e que nem sei como pude. Hoje a minha solidão, eu a chamo por solitude.
Autor: Douglas Almeida Vergilio
Evaporando a janela
Lá fora
La onde mora a minha solidão
Pelo chão
A lagrima evaporando
Nos meus olhos escorregando
Como uma fonte cristalina
A minha face ....sem medos
O brilho apagado
Decifro desafios imensos
Gelada estão a minhas lágrimas que correm direitas sem retorno
Gritos meus interiores intensos
Fantasmas que me apoquentam
Assim não me rendo
Pelo menos eu tento
Eles pelos menos tentam
Ligar a luz eu quero
Para deste sonho sair
Os lençóis levantar
Para eles partir.......
(Adonis silva)04-2019)®
SOLIDÃO
É assim...
Ausências de nós
Mudando o silêncio de lugar
O silêncio daqui pelo batido
Surdo do meu coração acelerado
Deste quarto em que estou
Pensando em você,
Querendo te ver.
O silêncio soa como
Chamando seu nome
Querendo carregar você no colo,
Mas não tem você.
Só eu, tateando o silêncio,
Escutando as paredes
Dizerem "estás só".
Sinto sua presença na minha solidão, diante dessa árvore, faz silêncio meu coração; observando as lembranças de um tempo que não voltará mas não.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
A solidão…
É mágoa que em nós entra, pra iludir;
Nossas memórias do belo prazer;
Por só servir para nos distrair;
Do bom pensar que nos vinha entreter!
Vem distrair, o em nós bom alegrar;
Fazendo-nos achar, que estamos sós;
Numa vida em que há tanto para achar;
Se a essa má sacana, não dermos vós!
Por isso, vamos acordar pra a vida;
Mandando essa malvada aquela parte;
Que pra nós tem o bem fazer de um alho!...
Porque alimentarmos essa perdida;
Será desperdiçarmos, aquela arte;
Que pra isto sermos, deu tanto trabalho.
Com prazer;
Vou vencer a solidão
Ainda que a figueira não floresça
E não haja frutos na videira
Vou vencer a solidão
Ainda que haja pedras no caminho
E meus pés estejam cheios de espinhos
Um amor mais além do amor
Por cima do rito do vínculo
Mais além do jogo sinistro
Da solidão e a companhia
Um amor que não necessite regresso
Porém tampouco partida
Um amor não submetido
As chamas de ir e de voltar
De estar despertos ou dormidos
De chamar ou calar
Um amor para estar juntos
Ou para não está-lo
Porém também para todas as posições
Intermedias
Um amor como abrir os olhos
E talvez também como fechá-los.
Você diz amar a solidão, mas odeia a si mesma. Oras pois, quando só, você ainda é a sua companhia. Seria a solidão relativamente não tão só assim? E se fosse, como amar algo estando o mesmo lado a lado do que mais odeias?
Você diz que não necessitas de amor, mas vive em busca dele. Você não o valoriza por causa do tempo que dura, mas de quê adianta um tempo infinito se não se sentires amada?
Você diz que a vida não faz sentido. Mas qual seria o sentido da vida e caso descobrisse, qual seria o sentido da sua vida, se todas as vidas são únicas e diferentes umas das outras?
Trabalho e trabalho
para dar à luz um pai
na minha solidão de depauperado
arado que nada sulca
porque como um comboio a que faltaram carris
prévios ao meu arado são seus sulcos.
Sou um filho circular. Como um signo
zodiacal sou um filho circular, requer o que faço
aquilo em que me movo
que é aquilo em que me movo
o que faço e como fazê-lo
se não tenho já em que me mova? O que faço
é o que me fez.
Sou comboio e arado e um rodado
sem discos. Sem paralelo em círculos
rotunda tristeza propago
de vertiginosa incubação de vórtices
que ajudo a solidificar: outra vez a sólida
solidão: é fácil a primeira imagem do comboio:
insta à compaixão. E são pesados os bois
circulares que o meu arado
entontece, em vão o rodado
sem discos. Quanto pesarão
bois entontecidos? Como ser pai
quando se é filho?
alma se cala na solidão...
para tais momentos o coração frio...
no mel de teus lábios...
a musica torna se opção
de desejar...
vai
tal qual a companhia
busca por um olhar
lá vai o silêncio
solidão e apesar
tal qual a poesia
no uso da inspiração
lá vai o poeta
ilusão e emoção
tal qual o amor
quer um doce amar
lá vai a paixão
fugaz e salutar
Tal qual o poeta
finge sinceramente
lá vai a caneta
trova e a rima inocente
tal qual o fado
é traçado no florecer
o amanhã é desafio
novo sol, outro amanhecer
lavai... vai
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro
paráfrase prima Líria Porto
