Versos de Praia
Me perguntaram sobre
Final de semana na praia
Pensei divaguei
Mumurei
Para ele foi assim:
Um dia de verão regado
A muita música e diversão
Bebidas, drinks e sol
Mar pura emoção.....
Mas.....
Acha que sou seu brinquedo de exposição
Sou seu termômetro de sensação
Ele é incapaz de amar
Um artista na interpretação
Um fingidor da vida real
💔
Para mim
Um dia lindo de verão
Planejado com dedicação
Mar, som, e melão
Vejo tudo com razão
Mas com emoção
Mas a frieza me congelou
Traição em pleno verão
O que é isso meu amor
Foi tudo detonado
Nunca me amou
Nada nunca estava
Tudo anoiteceu
Não sou atriz
Não vou fantasiar
Estou sozinha
Com um desconhecido no bar
Ainda diz que sou eu
Me culpa por não saber amar
Quanta decepção
Uma traição
Queria que a minha vida fosse um palco
Onde pudesse escolher
Praia com areias branquinhas, águas quentes azuis esverdeadas, com uma sereia(o) cantante, hipnotizando minha mente e me levando as profundezas do mar descobrindo todos os tons dos corais e os grandes baús de tesouros
Ou um céu estrelado com todos amigos queridos em formas de estrelas brilhantes que nunca se apagam norteando a minha vida e a dos pescadores de sonhos
Talvez uma cabana numa montanha gelada com uma boa manta, uma lareira e um caldo quentinho
Um deserto imenso, um grande cavalo árabe branco, um falcão, um oasis perdido com muitas uvas, castanhas e pães e com um tapete mágico.
Para me trazer de volta para o meu palco
Sem luzes, sem sons, sem cortinas, apenas meu palco.
Praia Caçandoca
Ar, vento, nublado.
Inspiração ao meu lado.
Chuviscos caindo, refletindo no mar.
Algo que queria sair.
Ser dito e sentido.
Cacandoca, Cacandoca.
Arrepiou e lavou a alma.
Perdida estava sem tua graça.
Encontrei forças para assim ter calma.
Verdes, flores e cheiros.
Conversas de amores e dores.
Achando juntos algum sentido no sentir.
O vento varria a praia...
Clamava mais alto que a voz das ondas
Mas eu apenas ouvia o que aquele Mar me dizia...
A solidão de estar a dois é dolorida.
Andamos pela rua.
Jantamos na praia.
Estranhos que caminham lado a lado e dormem separados quando chegam em casa.
E, assim, seguimos com nossa bela fachada. Formosa. Sorridente. Mascarada.
MAR REVERSO
*******************
Eu tenho um mar inteiro à minha espera,
na praia que me acolhe ao fim do dia,
com águas ressurgidas da quimera,
que afogam, no seu leito, a nostalgia!...
Marulha, neste inverno, a primavera,
trazendo um sol sereno à noite fria!...
Mergulho, sem pensar em quem eu era,
nas vagas doutra luz que me inebria!...
Eu mato o meu marasmo nas marés,
fazendo do meu barco sem destino,
a nau que há de alcançar outro universo!...
Nos versos destas ondas sem revés,
sou puro como os sonhos dum menino
e vejo-me a fluir num mar reverso!
© Pedro Abreu Simões ✍
in “MAR REVERSO (Ecos da Terra, do Mar e da Vida)”, 2015
Horizonte
Lá na distância do horizonte
Onde os pequenos tornam-se gigantes
Lá na beira da praia
Onde a areia derrete-se aos encantos do mar
É lá onde o Sol toca a terra
E o céu não se desespera
Nem triste, nem feliz
Tranquilo, sereno à espera
Num instante escancara, lava a alma.
Outra vez encontrou a deixa
Foi-se embora, até o nunca mais do amanhã.
A lua!
Nosso mar azul celeste
nossa praia é infinta
onde a natureza veste
o que o tempo reedita
e faz a lua do nordeste
nascer sempre mais bonita.
Nordeste puro!
O nordeste é abençoado
obra prima que Deus fez
tem praia pra todo lado
pra surf, pesca e nudez
que o turista encantado
vem passar um feriado
e já pensa em ficar de vez.
Um romance,um esporte, uma música,uma praia,um
estudo,uma comida,uma bebida,uma conversa,uma pausa,um pensamento...
Na praia chamada solidão
Eu caminho sem rumo
Ando sozinho
Apenas com Deus
Nas profundezas do coração
Deixo meus passos
Aqueles pretéritos
Logo vem uma onda
Para apagar
Sigo adiante…sigo
Para um destino desconhecido
A vida me leva de lá pra cá
Faz comigo o que bem entende
Traz dor
Mesmo parecendo no paraíso
Caminho…sigo o caminho
(DiCello, 15/12/2019)
A_mar
Na praia ainda vazia
lugar de águas claras, frias
areias brancas e finas
Você caminha, livre
Entrega tua mansidão
aos intensos raios de sol
Eles te seduzem
te induzem as incríveis
e delirantes sensações
Tua silhueta, sinuosa
curvilínea obra de arte
aquela que é minha
e de tantos outros poetas
Ela é a inspiração
habita nosso imaginar
e assim, escrevemos
traduzimos a mansidão
poesia tem alma e emoção
tem paixão e frenesi
amor e tesão
(DiCello, 13/12/2019)
QUARENTENA
Chovia. Lembro da praia vazia, do céu cinzento,
No meio da tarde de um domingo nublado.
Belle de Jour, Alceu não a teria avistado,
Posto que era época de isolamento.
Chovia. Parei no tempo por um momento...
Tão longas eram as noites de confinamento,
Nem pareciam finitas. Casal distanciado.
Mas o amor haveria de ser preservado,
Posto que se pretendia o seu avivamento.
Chovia. No coração, um sentimento...
Não apareceu o sol, mas soprava o vento no mar.
A pandemia congelara a vida,
Mas ontem ela voltou a pulsar,
Ao te rever, minha querida.
Chovia. Havia sobrevida...
A novela da vida sem crítica
Baby, Baby.
Meu amor.
A floresta.
A praia.
A curva dela.
Pássaro cantador.
Na verdade se mata.
Águas poluídas.
Arregaço de madeiras.
Ave derradeira.
Mulheres suicidas.
Eu vivo clandestino.
Não posso comentar na globo.
A novela da vida sem crítica.
É assim desde menino.
Um cansaço descomunal.
A ignorância se aloja.
Ditado maneiras várias.
Ela moça envolve se com a fúria.
Esquece da sensibilidade.
Uma maneira covarde.
Tudo vira lamúria.
Aruanas em lutas.
Tietê em febre.
O peixinho não resiste.
Os miseráveis insistem.
A amargura de uma lebre.
Não há terreno que suporte o grito.
Os campos estão aflitos.
Eu me calo nessa poesia.
Mas é o cotidiano que revela.
A transa do brio e a injúria.
Até quando as mazelas?
Giovane Silva Santos
Eu, você.
Praia.
Canga na areia.
Esperando o pôr do sol.
E só o que venho desejando.
Faz falta sabe?
Lembranças
“Ainda lembro daquele dia
De tardezinha
Na praia deserta
E eu cantando aquela musica pra você
Você me olhava
E pedia para eu te abraçar
Com os olhos cheios de lagrimas
Me apaixono pelo seu olhar
As lagrimas dessem pelo seu rosto
Você sorri e vai embora
Fico sozinho
Somente eu e minhas lembranças”
A brisa me abraçou...
Enquanto eu permanecia na praia
E eu ouvi essa voz...
Como eu nunca tinha ouvido antes
mas era a voz da saudade...
Eu olhei para as estrelas acima
Para procurar você novamente...
mas era apenas a lembrança do brilho de seus olhos.
Eu fechei meus olhos esperei...
Até a luz da manhã.
Maria que de tão magra não ia à praia
Tão feia que assustava
Não se dava bem com os homens
Somente um canteiro de obras a alegrava
Nem um silvo na rua
Muito menos uma olhada mal criada
Mulher maltratada!
Baixa, esguia, cabelo trançado... Tinha chulé
Ninguém queria Maria José
Um lápis ela encontrou.
Em uma folha amarelada escreveu
Meu deus, por que me fizestes tão feia?
Que mal eu fiz pra merecer?
Porque o homem diz: Mas que horror de mulher!
Um olhar atento a observar
Escrevendo... Como és linda!
Levo-me em direção a ela
Pernas trêmulas a andar
Uma mão em teus ombros tocou
Suas mãos ele acariciou
Em seu ouvido ele murmurou
As lágrimas escorreram
Eis que... Um beijo!
Não se arrependeram
Felizes viveram!
AS PAIXÕES SÃO COMO AREIA DO MAR ; QUE A ONDA VEM E CAREGA.
MAIS O AMOR E COMO A PRAIA O MAR GAREGA A AREIA MAIS A PRAIA CONTINUA ALI
