Versos de Comedia
Sinto que é necessário externar que
estar diante dos teus lindos olhos
é como estar na frente de uma janela,
olhando para um mundo gracioso,
tomado por uma sensação profusamente intensa com tudo que há de mais belo e precioso nesta terra.
Então, sigo pela profundidade do teu olhar, terno e intenso, onde vejo diversos sentimentos e verdades
entre viturdes e medos, sendo assim,
cada detalhe é interessante
tanto que estes versos ganham vida
com tua existência tão cativante que com veemência inspira.
A futilidade já se faz presente com tanta frequência que é salutar usar a arte como uma forma de resistência
que sempre se renova, assim a alma respira, portanto, é uma benção poder inspirá-la ao ser apreciada ou quando estiver sendo construída.
Fico perdido de propósito
admirando um azul tranquilo
de um lindo mar imenso,
assim, agrado o meu espírito,
inspiro versos, penso e reflito.
Percebo sem dificuldade que o teu jeito é naturalmente cativante,
encantas através da tua serenidade,
da espontaneidade do teu sorriso,
a intensidade que resplandece dos teus olhos, resultantes do teu coração ardente e da leveza do teu espírito,
então, minha querida, por meios destes pequenos versos, o meu objetivo é deixar evidente que tens merecidamente o meu apreço.
Emoção de liberdade, o encanto genuíno de uma noite iluminada pelo lindo reflexo da arte através de uma dança delicada, uma poesia com seus versos em movimentos, refletindo o amor expressivo da sua alma, enaltecendo com eficácia, um breve momento, portanto, reflexão profundamente rara
de um constante renascimento.
Aproveitando felizmente um lugar pacífico e afastado como se fosse parte do meu próprio mundo, fiquei de cabeça erguida, olhando para o alto,
o lindo céu, vasto e escuro, iluminado por constelações radiantes, estrelas admiráveis, diante das quais os meus olhares ficaram exultantes,
rica e tamanha poeticidade de um simples instante, percebendo a Arte de Deus em cada detalhe, inevitavelmente, marcante, que agora se mistura entre versos e verdades.
ENCADEAR (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Poemas são como convites...
Por eles você passa a percorrer as trilhas
Do pensamento e um novo pensar
Descortina-se em seu viver...
Encadear versos e expressar "um ponto de vista"
Ou, se preferirem "a vista do ponto"
Desta forma, costuro, costuro, costuro...
Costuro palavras formando caminhos, trilhas.
No abscôndito das percepções...
Vou revelando o uni-verso...
Que se faz de VERSOS...
Meu viver é bordado
pelo caminhar
de uma alma plácida
com pés intrépidos.
Essa timida valentia
faz dos meus passos
silentes versos
uivantes de vida.
E se...
Se o Covid-19 me pegar?!...
Nisso me pus a pensar.
Não sou pessimista!
Mas, onde tudo é incerto,
ser realista,
acredito seja o certo.
Que comigo ele seja gentil,
mesmo que me deixe febril...
e se quiser para o além me levar...
que meus versos possam o olor do Mar exalar...
para que o meu âmago, sem dor, Nele possa se embalar...
Muitas vezes ...
fico olhando para o céu
querendo alcançar as estrelas,
quem sabe ...
elas também ficam olhando
para mim ...
querendo caminhar sobre a areia da praia
e mergulhar nas águas do mar ...
Momentos difíceis existem para nos tornar
de rocha ou de ferro, de fogo ou de aço
alicerces ou ruínas ...
Eu me torno raíz de reflexões,
caule de versos e pétalas de poesia.
Eu acredito que em toda mulher,
mesmo na mais anciã,
permanece sempre no fundo da alma
aquela composição menina
escrita e gravada com as letras sentimentos
para a Poesia Pai.
Toda vez que o meu coração a declama
meus olhos jorram sobre o meu rosto
a mais sentida e profunda lembrança.
*Lembro do meu pai brincando e catando tatuí comigo
na Praia de Itaipu.
Só você me deixa assim:
sem nenhum receio...
És a melhor parte de mim:
despida do medo.
Só você me deixa assim:
infinita e segura...
És a minha ventura, sim!
Enfim, a sonhada aventura.
Só você é capaz sem fim,
de amar-me aberta e franca,
No ponto exato e doce
de deixar-me a teu gosto
Para dizer ao mundo:
- Que sou tua humanidade,
a tua fuga e rendição;
Só assim voltou a bater
este meu pequeno coração.
De tudo que não se esquece,
nada teu se exclui;
Só me engrandece.
De tudo que nos aquece,
nada teu se evita;
Só me faz mais atrevida.
Se é para romper as fronteiras,
que seja atravessado
o oceano que nos [separa].
Se é para romper expectativas,
que sejam abandonadas
- as emergências;
Rumo as indicações do destino
que surpreende e sempre [prepara].
O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.
A minha presença é permanente
na tua lembrança e na retina,
A alma jamais irá se aquietar
na tua memória e na rotina...;
A minha pertença é iminente
na tua vida e na história,
A inspiração que vem de mim
na tua caminhada é perpétua,
A verdade é que tua alma ama
a minha: sofrendo, muda e quieta.
A rima que nasce e cresce da ginga
amada, sentida, adorada e 'revivida',
É poesia que nasce de um amor
deixado para trás e dos dias de Sol,
Que para você não estou redimida.
A ginga que dança e sacode-me
apaixonada e fervente: virou poesia
É beijo que toca as constelações
comovendo todas as emoções,
Que não me deixam esquecida.
A minha poesia mora em você
relembrada em cada gota de prazer,
É sede que jamais irá [acabar];
promessa que não te deixa esquecer:
- Que sou o amor da tua vida!...
Eu tenho explicação para tudo,
E também o maior amor do mundo.
O teu sorriso esboçado denuncia,
Que mora em mim a tua alegria.
Eu tenho a solução para tudo,
Vestida de letras e de poemas.
O teu abraço me procura,
Falta na tua vida a minha ternura.
Eu sou a tua vida, o teu mundo,
A fera dentre as feras: a mais bela.
O teu traço sempre relembra,
Faz de mim eterna: a tua prenda.
Eu sou o tempo que não passou,
Talvez a mulher que você mais amou.
O tempo evidencia a insatisfação
Por não ter-me ao teu lado,
Passaram-se os anos e o fogo da paixão
Só aumenta de forma incontestável;
Porque me desejas eternamente perto
Com o meu corpo ao teu colado.
Indomável é o mar de resistência,
Verdadeiro reencontro da alma,
Incrível é a luz da [lembrança]...,
Relembro, respiro e me emociono;
Exilo o teu nome dos meus versos,
Assim assumo que sinto a tua falta.
Memorável é a nossa história,
Sublime convivência em paz,
Perpétua é a minha [presença]...,
Relembra, respira e se emociona;
Sente a minha ausência poética,
Assim convive com a tua dialética.
Amando-me intensamente calado,
Sofrendo todas as dores do [mundo,
Sou a flor que falta no teu canteiro,
Doendo lateja o teu [corpo,
Respirando a minha poesia,
Preenchendo o vazio das tuas horas,
Procurando-me até em desculpas
Só para eu não caber dentro do teu peito.
Feito ave rara a me procurar
no final deste verão percebi:
o quão próximo está o final
dessa nossa íntima espera.
Tenho tanto a te confessar
no início deste lindo outono:
que nunca deixei de pensar
no futuro do nosso encontro.
Ledos toques e cetins enredos
no bater dos sutis peitos...,
Não há nenhum (engano)
desta preferência e plano.
Viris sinais e doces enleios
na crença que me faz bela,
Na espera que me faz tua,
no estímulo que me inspira.
Porque você tem (nome),
para mim és o meu enigma;
Dotado de especial talento
e da inesquecível promessa
De ouvir até o teu silêncio.
Sou a polaridade que mexe
contigo e te 'emociona'...,
És a imensidade que desconcerta;
Tu és alma livre que me cativa
fazendo de mim coração em prece.
Sou o poema a ser lido por ti
bem no remanso da noite, corra...
Não me perca nenhum segundo,
te apresse e me 'desconcerte'.
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Para romper fronteiras valentes:
se fazem necessários e precisos
inevitáveis beijos quentes...,
Fecha a porta delicadamente,
são com as quatro paredes
é que fazemos o paraíso...,
Se não estás preparado:
- É melhor que não me leia!...
Para possuir veredas tranquilas:
se fazem necessários mistérios,
e imprescindíveis corpos ferventes;
Ama o amor imensamente,
são com todos estes beijos
que aumentamos os desejos,
Se não podes assumir:
- É melhor que só me leia!...
Porque me lendo aumentarás:
a sua loucura por mim,
o seu desejo e a paixão;
Certamente, amarás a mim
mais do que se pode imaginar,
Amando-me ao ponto de me ter,
Tendo a segurança que jamais
- Irei de esquecer
Por causa deste amor não irás
jamais por outra se interessar,
O amor aconteceu sem a gente
imensamente perceber!...
Fostes além do imaginário
oculto na noite escura,
Varri todas as brumas,
escrevi o nosso rimário
nas flutuantes espumas.
Persiste em mim pleno,
revelado e prateado;
Casto como a sonata
tocando-me nas cordas
d'alma livre e apaixonada.
Viestes além do meu querer
escrito nas estrelas,
Gentil como o luar
beijando-me à beira mar,
bem no meio do anoitecer.
Porque este versejar dança
nos braços da abolição,
Sorri para Castro Alves,
gaba-se de ser constelação
a ocupar inteiro o teu coração.
