Versos de Carinho de Deus
versos de copo vazio
No canto de um bar, meu velho refúgio Me abrigando da tua ausência, num trago sujo
Como um samba antigo desafinado e bom
Na mesa riscada um poema incompleto Teu nome borrado, meu peito fechado
O barman já sabe "mais uma ai irmão?"
E eu disse é claro já que o amor não tem cura Apenas repetição
E um dia se tu voltar
Por ironia do céu
Vai me encontrar sorrindo
Pois o amor de um boemio é torto e partido
Como cerveja derramada num peito ferido.
'MEU SONHO'
Nestes meus simples versos,
Meu querido estejas certo
Que és você meu sonho de amor ;
E nos teus braços viverei com fervor !
Você para sempre será meu eterno sonho,
Com esse olhar sedutor á brilha risonho,
Viverás para sempre em meu coração,
Neste sentir sublime, existe uma louca paixão !
Deixas-me extasiada, inquieta só em pensar,
No gosto gostoso, tão logo, sua boca beijar;
Venha que eu te quero, do seu amor eu preciso
No calor de nossa paixão viveremos um paraíso !
Te quero de corpo alma, te quero por inteiro.
Não sei amar por ilusão, meu amor é verdadeiro.
Ninguém neste mundo, irá te amar como eu,
Serei eternamente tua e tu somente meu !
Sou sua flor preciosa com aroma de jasmim
De amor regar nossas vidas e cuidar do nosso jardim
Na altivez da açucena , e o aroma da alfazema,
Certeza de amor perfeito, com cheiro de alecrim
Eu Não Sou Pra Depois
Versos de um coração inteiro
Não me deixes no rastro do tempo calado,
como sombra que dança no fim da ilusão.
Não sou esse eco de um sonho adiado,
nem abrigo incerto de meia paixão.
Sou chama que arde sem medo da brisa,
sou porto seguro no mar da verdade.
Não sigo os passos de quem indecisa,
vagueia entre o medo e a saudade.
Não me escondo sob véus de aparência,
me revelo em flor, tempestade e luz.
Sou feito de essência, de alma, de urgência,
sou verso que sangra, mas nunca reduz.
Não sou um talvez à mercê do destino,
nem moldo meus dias em planos alheios.
Sou hoje, sou pulso, sou fogo divino,
sou ponte que rasga os próprios receios.
Quem parte de mim, se despede de tudo,
do toque sincero, do amor mais fecundo.
Pois não sou retalho de amores confusos —
sou o agora, o inteiro, sou um mundo profundo.
E quem me perde… perde o mundo também.
Porque eu não sou pra depois.
Sou pra quem vem.
A solidão a rondar,
Pensamentos a pairar,
Madrugada a rolar.
Noites em perdição,
Os versos de humilhação,
Sentimentos em podridão.
O frio do vento,
A sensação de relento,
Cenário violento.
Final de paz,
Um agora sagaz,
Já não dói mais.
Já escrevi sobre o amor,
rabisquei sobre a paixão entre versos e vivência, hoje escrevo gratidão:
não como quem agradece por conquistas,
mas como quem reconhece a travessia.
Gratidão pelo impermanente,
pelo que nasce apenas para morrer,
pelas perguntas sem resposta,
pelos caminhos que, ao se perderem, me encontraram.
A vida — este breve suspiro entre o acaso e a eternidade —
se escreve em mim com tintas invisíveis,
e a gratidão é o silêncio que compreende o indizível.”
Nem lua, nem estrela
Nem mar nem jardim, nem versos que me enlevem. Nem carma ou frenesi
Só quero a emoção de uma Amor com início e fim!!!
O movimento da escrita cria músculos nos versos,
reversos que fortalecem a poesia...ato de ousadia.
"JULGAMENTO"
Já fecha-me o semblante… É o julgamento
que faz dos versos fortes deste poeta
ou pela ilustração tão indiscreta
com que completo a ideia ao pensamento!
A opinião tão forte, tão seleta,
não vê a cruz me posta e o meu tormento
de aquilatar o mundo em sofrimento
e toda a insanidade que o completa.
Não quero que a poesia perca o rumo
por isso, ao lhe dar corpo, então, assumo
o risco deste julgamento errado…
O teu semblante, fecha-me em pudor
na crítica leviana a se compor
sem ver todo o teor do que postado!
Não trago ouro, nem prata,
Nem ofereço o que passa.
Venho com os versos da alma,
Com a arte que acalma.
Não vendo o que brilha em vitrine,
Mas te dou, sem custo algum, a cultura que ensine.
Casa de Versos
Escrevo pra poucos.
Poesia escolhe os seus.
Vem mansa, mas não mente,
toca onde o barulho não chega,
acende o canto dos olhos,
sussurra o que o peito calou.
---
Não escrevo pra multidões,
nem pra mãos apressadas.
Escrevo pra quem cultiva silêncios,
pra quem sente o mundo em segredo
e se emociona com o que não se diz.
---
Poesia não bate à porta —
chega como brisa de fim de tarde,
se aninha sem alarde,
faz morada sem pedir.
---
Quem habita meus versos
ouve música como quem respira,
sente o vinho como memória,
dança com a própria sombra
e descansa na solitude,
como quem voltou pra casa.
Jonatas Evangelista
Em cada batida, ouço seu nome,
Uma melodia suave que nunca some.
Teus sorrisos são versos de uma canção,
Que embalam meu ser com pura emoção.
Você é a brisa que dança no ar,
Um sonho colorido que veio me encantar.
Teu jeito sapeca traz vida ao meu dia,
Com você, amor meu, é só alegria.
Nos teus olhos há um brilho encantado,
Um universo inteiro que eu quero explorar.
Cada momento ao seu lado é um legado,
Um capítulo lindo na história do amar.
Prometo ser teu abrigo em tempestades,
Teu porto seguro nas adversidades.
Juntos, vamos escrever nossa jornada,
Com amor e risos, a vida é mais iluminada.
Então venha, minha sapekinha querida,
Vamos juntos dançar nessa doce vida.
Com você, aprendi o que é amar de verdade,
E meu coração sempre será seu lar de felicidade.
Em meu versos já não consigo mas esconder.
A tristeza em mim ja não dá mas para conter.
A inspiração esta acabando não sei que fazer.
Meu coração pede por socorro ninguém consegue entender.
Já não consigo mas rimar.
Já nem se quer pensar.
A não ser chorar.......
SEM CULPA
Na poesia se alivia o estado de pecador
Com os versos molhados em um pranto
De uma paixão, do ciúme, dum amargor
Completando a alma com prazer, tanto!
Tivesse a poética o afago, o dado amor
E tudo mais de um olhar, o seu encanto
Se fosse a prosa perfumada, com ardor
A sensação seria e não mais entretanto
No alívio no cântico, a arte e a fantasia
Que transborda em uma rítmica magia
De sentimento sem qualquer desculpa
Então, pulsa na poesia um lírico sonho
Imaginado... Com aquele valer risonho...
Doando ao poeta, calmaria sem culpa!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 setembro, 2022, 11’46” – Araguari, MG
ENLEVO NA POESIA
Não quero por saudades na poesia
Quero é ter nos versos só sensações
Aquela alegria com ternas emoções
E um pouco de poética em quantia
Não quero por tristuras com clamor
Na prosa, eu quero a rosa, a paixão
Para, então, com a sorte ter razão
E, assim, narrar em versos, o amor
Preciso da poesia causando sentido
Não aquele sentimento tão dividido
Quero um olhar, os gestos, enfim,
Ter os cânticos sensíveis e o agrado
Sem temores, sim, o enlevo velado
Aí, tendo-a eu, e ela tendo a mim!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 setembro, 2022, 21’46” – Araguari, MG
O Amor expressado em Versos
Recordo daqueles momentos em que outrora te escutava pelo intermédio das ondas magnéticas do amor, que em instantes fazia o meu coração pulsar acelerado e deixava meu ser totalmente conectado em teu ser.
Como aquela linda melodia que me faz sentir as palavras não ditas dentro das entrelinhas, expressam a sinceridade daquilo que gostaria de te falar, mas é impossível recitá-las, porque elas não são para serem ouvidas, mas sim sentidas com o coração.... Gostaria que você olhasse no fundo dos meus olhos e me dissesse se realmente estaria disposta a passar a eternidade comigo?
Mesmo se isso acontecer ou não, queria me sentir infinito ao seu lado...
Por favor, se disponha de tudo que parece mais precioso, se jogue nesse mar profundo que eu sou, e venha conhecer as entranhas do meu coração...
O meu poema de amor, os versos que eu fiz pra você, tentando demonstrar o quanto eu te amo pra valer...
Minha emoção acabou, minha tristeza veio falar que tua indiferença faria minha poesia se calar...
Minha alegria se foi. E eu tive que sofrer calado,ao olhar você feliz, com outro alguém ao seu lado.
SEM UMA PRESENÇA
Não tenho a quem recitar os meus versos
Dos devaneios, medos, do poetar de amor
Com emoção, sensação, de rumos diversos
Colocando sentido e sentimento ao dispor
No silêncio, sem um olhar pra permanecer
Logo, a solidão poeta e o poeta na solidão
Declama os seus versos para o amanhecer
Tentando poetizar a prosa sem interação
É triste a quem não ter os versos para ler
A cada momento o ledor sem comparecer
E no tormento a imensidão da indiferença
Então, o instante é de companhia distante
E o poema fingindo ser um acompanhante
Quando, a poesia é fira sem uma presença
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 outubro, 2022, 19’25” – Araguari, MG
SÃO APENAS VERSOS...
Não escrevo aos que se acham maior!
Sei que meus versos são pequenos.
Mas não me importo se são amenos,
se não brilham, se são bons ou pior,
porque sei que são livres...
Sou poeta menor, bem sei disso...
E minha Poesia estreita, indouta
sem métrica, tosca, vazia, solta,
- maculadora do brio que não cobiço -
são apenas versos. Mas são livres!
Sou um mero pintor de aquarelas...
E, meus poemas desgastados, mudos,
rudes e descoloridos, entremeados
a corações amiúdes de flores amarelas,
são apenas versos. Mas são livres!
Escrevo aos que têm alma liberta!
As Estrelas esquecidas que já partiram.
Ao genial Pintor, cujas cerdas coloriram
as arirambas de minha terra esbelta.
Escrevo, porque sou livre...
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