Versos de Carinho de Deus
Gentes estranhas com seus olhos cheios doutros mundos
quiseram cantar teus encantos
para elas só de mistérios profundos,
de delírios e feitiçarias...
Teus encantos profundos de Africa.
Mas não puderam.
Em seus formais e rendilhados cantos,
ausentes de emoção e sinceridade,
quedas-te longínqua, inatingível,
virgem de contactos mais fundos.
E te mascararam de esfinge de ébano, amante sensual,
jarra etrusca, exotismo tropical,
demência, atracção, crueldade,
animalidade, magia...
e não sabemos quantas outras palavras vistosas e vazias.
Em seus formais cantos rendilhados
foste tudo, negra...
menos tu.
E ainda bem.
Ainda bem que nos deixaram a nós,
do mesmo sangue, mesmos nervos, carne, alma,
sofrimento,
a glória única e sentida de te cantar
com emoção verdadeira e radical,
a glória comovida de te cantar, toda amassada,
moldada, vazada nesta sílaba imensa e luminosa: MÃE
A minha dor
Dói
a mesmíssima angústia
nas almas dos nossos corpos
perto e à distância.
E o preto que gritou
é a dor que se não vendeu
nem na hora do sol perdido
nos muros da cadeia.
Somos fugitivas de todos os bairros de zinco e caniço.
Fugitivas das Munhuanas e dos Xipamanines,
viemos do outro lado da cidade
com nossos olhos espantados,
nossas almas trançadas,
nossos corpos submissos e escancarados.
De mãos ávidas e vazias,
de ancas bamboleantes lâmpadas vermelhas se acendendo,
de corações amarrados de repulsa,
descemos atraídas pelas luzes da cidade,
acenando convites aliciantes
como sinais luminosos na noite.
Viemos ...
Fugitivas dos telhados de zinco pingando cacimba,
do sem sabor do caril de amendoim quotidiano,
do doer espáduas todo o dia vergadas
sobre sedas que outras exibirão,
dos vestidos desbotados de chita,
da certeza terrível do dia de amanhã
retrato fiel do que passou,
sem uma pincelada verde forte
falando de esperança.
Súplica
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um labirinto de xadrez…
Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a tua lírica de xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana
(essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)
tirem-nos a palhota ̶ humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor de lume
(que nos é quase tudo)
̶ mas não nos tirem a música!
Horas passando a fio
Os terrenos do tempo são antes do temporal uma enxurrada de horas flamejantes nos ciclos solares alcunhados todo no conhecimento humano do universo.
Por hora sabemos mais das horas através de dispositivos do que por consciência própria, seria o homem assistido muito mais do que pensa por suas tecnologias?
Sem o despertador do relógio, que horas vamos acordar? Quando galo cantar? É uma aventura enorme do homem perdido na imensidão universal tentar contar às horas com precisão.
Eu mesmo sem relógio me oriento por fome da meio-dia para saber que é o fim da manhã para iniciar a tarde, sei que no fim do dia são 18:30 porque tá ficando escuro e na minha cidade natal éramos acostumados com o fim da tarde e seu por do Sol após as 18 horas.
Se estamos em horas passando a fio, o oriente e o ocidente estão na mesma malha milenar por onde o planeta Terra na circulação faz o elipse na estrela maior da Via Láctea.
Eu queria evitar ao máximo o amor, mas não sei viver sem amar.
É como estar em uma estrada que se divide em duas direções e ver o final de cada uma delas, uma é boa e ruim, outra é ruim e boa.
Queres um dia ver a face Dele?
Queres entrar com Ele na eternidade?
Resista ao irresistível.
Preserve a sua santidade.
Seja irrepreensível.
Caso contrário, ouvirás a seguinte frase; "Não vos conheço...Malditos! Apartai-vos de mim... Ide para o fogo eterno."
Matheus 25;41
Eles vão ler, e lendo mesmo querendo não vão entender.
Que essa.mensagem escrevi só para vc!
Sonho com o dia que pessoalmente irei te conhecer.
Quantas vezes me perdi, tentando encontrar você.
Quantas vezes eu sofri, me lançando em outros braços que não eram os seus.
O CHAMADO
Se olhares para a floresta
E ouvires o farfalhar das folhas
Repleta de trejeitos
Se olhares para o mar
E vires a onda a dançar
Cheia de emoção
Se olhares para o céu
E vires a beleza do luar
Seduzindo-te sem falar
E o teu coração palpitar
E o teu coração tremular
Não se deixe enganar...
Com ou sem norma
Nesta senda
Ingressos à venda.
Difícil escolha!
Porque muitas apostas
E múltiplas propostas...
Aprecie, suspire, respire...
A flor do bonsai
Porque a voz do amor sobressai.
Se o teu coração palpitar
E o teu coração tremular
Não se deixe enganar...
Com os tons do mundo
Acredite que há um amanhã
Florido e cheio de artimanha
Com ações, gestos e atitudes
Repleto de gotículas de otimismo
E caldo cultural de iluminismo
Neste emaranhado de dica
Ainda é o amor que indica
Que o caminho é Jesus.
No silêncio do meu mais profundo íntimo eu passo horas a te observar, contemplando sua companhia em meu pequeno e fechado mundo.
Lá é como aqui, onde vivemos, mas sem precisar me despedir e vê-la partir.
Será amor?
Não sei, esta inquietude.
Este aperto, esta dor;
Esta alegria
Que invade a alma,
Enchendo-a de gozo,
E tornando-a vazia.
Está ansiedade extremo
Está saudade
Do nada, e de tudo.
Esta anestesia
Que exalta a solidão
Este egoísmo do sofrer
Transformando
As pedras do caminho
Em flores para o coração.
Ela se foi como todas as outras
E acendi outro, que trará mais uma
E acabará igual ao último
E, também, a última irá
Só há um meio de aprender filosofia: É VER um filósofo, dia após dia, compor e recompor a ordem da sua consciência por meio da interrogação filosófica.
Tive essa experiência por muito breve tempo, com o meu saudoso professor Pe. Stanislavs Ladusãns, e a complementei muitas vezes lendo os diários filosóficos de Gabriel Marcel, Henri-Fréderic Amiel e Blaise Pascal.
"Fazer o bem sem olhar a quem" é um dos conselhos mais puros a darmos a alguém, mas é um dos mais difíceis de serem seguidos.
Quase todos os nossos bons atos são pensados em como colher seus frutos e acabamos ajudando apenas aqueles que vemos capazes de nos retribuir.
O bom líder não faz acepção de pessoas, ele usa critérios para avaliar os seus subordinados, não permite a criação de grupos ou panelinhas, pois todos fazem parte de uma equipe. Ao contrário disso, torna-se, favoritismo aos privilegiados cujo são beneficiados por interesses pessoais. O que leva qualquer instituição ao retrocesso.
H.A.A.
Petrarca busca um mundo ideal que é diferente da sua realidade concreta. Ele discorda dos filósofos de sua época e procura nos antigos uma perfeição intelectual que ele não encontra no mundo que o rodeia. Sobre a possível oposição entre o humanismo e o cristianismo ele afirma que os filósofos antigos não tinham a fé cristã, mas tinham a virtude e na virtude o pensamento antigo e o cristão se encontram e não estão em contradição.
(sobre a filosofia de Petrarca)
Mas uma vez eu disse que ia dar certo
Hoje paguei minha língua quando vi você partir
Nem você ter partido literalmente tinha doído tanto quanto hoje
Minha vida se torna constante local de passagem para pessoas que mudam rápido de ideia
Eles vêm, ficam o necessário e vão embora
É que você me prometeu que seria prasempre, assim, sem vírgulas nem espaço
E o nosso prasempre durou tão pouco
Quando lembro da até sensação de sufoco
Engulo até seco só de lembrar
O quão tão rápido você me fez gostar
E me acostumar
A te ter
Aqui
Não de corpo, mas de alma
Te amo prasempre
Respeito: Um direito e obrigação de todos
Admiração: Uma honra e privilegio de poucos
Nunca confunda esses pilares.
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