Versos de Caminho
Leve é o Caminho
Aprende, sim, com cada dor,
com cada queda, cada amor.
O ontem foi teu professor,
mas o agora é o condutor.
Não carregues em tuas costas
o que já foi, as horas mortas.
O que te trouxe até aqui
não precisa mais te seguir.
Deixa que o tempo leve embora
o que já não serve agora.
Fica só com o que te ensina,
com a força que ilumina.
Tua história é ponte, não prisão,
é semente em evolução.
Olha à frente — céu aberto —
o teu destino é sempre incerto,
mas tua fé é bússola no peito.
E mesmo sem saber o jeito,
caminha. Um passo de cada vez.
O futuro floresce por tua vez.
O caminho da vida já tinha lhe doado umas calosidades e rachaduras...
por isso essa audaciosa delicadeza nos passos lentos e firmes.
Ah! A menina com aparência frágil
já caminhou descalça em solo árido e quente.
Vida
Caminhar sozinho,
Do lado dos outros,
E se ver no caminho,
Como um louco,
A tentar entender,
O pra que e porque.
De sua história.
Esperando glórias.
E devagar,
Se entregar,
Ao que vai te levar
A morte.
Há um caminho mais à frente,
Nem sempre haverá flores
E nem sempre terás pés protegido...
Mas é preciso atravessar
Os desertos fora de si,
Para que o caminho possa nos levar
A trilhar as nossas próprias escolhas,
Isso é maravilhoso,
Torna-se libertador
Eu sei que determinado caminho, que nunca passei, mas sempre desejei, nunca chegará a ouvir o som dos meus passos. Da mesma forma que os amigos e o namorado que eu iria conhecer nesse caminho nunca saberão quem sou eu e jamais reconhecerão a minha voz, o avião que eu pegaria para chegar ao meu destino já partiu e continua funcionando sem que eu nunca tenha podido tocá-lo.
Cada vez que tenho que fazer uma escolha importante, eu sinto que uma realidade alternativa, onde eu escolhi a outra opção, morre, e o luto dessa história não vivida me aflige e me entristece, porque, no fim, eu sei que, por mais que eu tenha a “liberdade de escolher os meus caminhos”, eu não posso atravessar um oceano nadando.
É primavera!
"As flores já estão no caminho . Tudo depende de cada um de nós: caminhar por entre elas ou ficar escondida para sempre no frio e cinzento inverno ".
Quem não gosta da liberdade ?
Não dar ouvido a opiniões alheias .
Fugir do caminho da maldade .
Abrir espaço para a bondade
Em cada caminho
um novo cantarolar
editelima 60
Janeiro/2023
Todo e qualquer sofrimento é antes de tudo um treinamento.
E no caminho de qualquer realização, sempre haverá um processo.
O que causa angústia, desanimo e inquietação durante um processo, não é a espera, é a incerteza.
Para os convictos do resultado esperado, uma questão de tempo não os fazem desanimar.
❓️
Se um ajuntamento de pessoas NÃO for, um caminho de misericórdia, refúgio dos rejeitados, fonte transbordante de perdão, onde os diferentes convivam em paz, sem haver acepção de pessoas, onde o cansado recebe alívio, o faminto é saciado, onde indiferença não prospera, onde o arrependimento é gerado pela conscientização e não pela imposição de regras, e onde a força do Amor seja maior que as críticas.
este lugar pode ser um clube ou qualquer outra coisa, menos igreja
Eu me preparei para ir embora.
A porta estava aberta, o caminho estava livre, só eu estava presa dentro de mim e isso me impediu de sair.
EXISTEM OUTRAS PEDRAS POR AÍ
Um poeta no meio do caminho
com uma pedra enorme na cabeça
que de tão pesada lhe faz sentar.
Atrás do poeta anda um filósofo
que tenta ajudar o poeta
a carregar seu fardo
o poeta, contudo, reluta
não aceita a razão nem a lógica
e permanece rígido, inflexível,
avesso à retórica
a pedra é imensa,
maior que a consciência do filósofo,
que perde o fôlego e o argumento...
O poeta e sua pedra,
continuam no caminho
a pedra, que de tão grande
poderia ser repartida em mil pedaços
a pedra, se dividida entre mil poetas
saciaria a fome de todos eles
a pedra é a poesia,
e se fosse compartilhada
poderia amenizar as dores do mundo.
Evan do Carmo
OLHO GRANDE
Sai pra lá, olho grande
Tira o teu olho do meu
Do meu caminho,
Do meu viver
Eu prego a paz
E vivo o amor
Na minha casa
Não há lugar pra dissabor.
Encontra o teu rumo,
Segue os teus passos
Sem embaraço
Estende as mãos ao criador
Que emana luz, não desamor
Mas se contudo, não te valeu
Sai do meu mundo, e cria o teu
Porem no meu é pleno dia
Samba e alegria nada de dor.
Com tudo isso que já falei
Vai um conselho renovador
Se a luz do sol te incomoda
Anda de noite, caro amador.
Em todos os caminhos
há pedras e espinhos
em outroshá rios e montanhas
mas o caminho do poeta
é cimentado sobre
cobras e aranhas.
Do que adianta esperar sentado
Se o caminho é longo a percorrer?
O encontro só é realmente agrado
Quando se tem algo a se conhecer.
A busca é o que traz sentido
Caminhando é possível encontrar
O que parece estar escondido
Talvez nem tão longe a alcançar.
Mas é preciso ter perseverança
E não desistir no primeiro desafio
A jornada é a grande valentia.
O encontro ganha significância
Quando se busca um novo mundo
O que era raso se faz rico e profundo
Segue o caminho que só tu podes trilhar. As pontes que precisarás construir. E o rio da vida que terás de atravessar. Só tu és capaz de te superar e prosseguir
Não te deixes enganar pelos atalhos fáceis nem pelas falsas promessas dos semideuses, pois a tua essência é única e preciosa, e tua autonomia é o que te faz vitorioso
Segue o caminho que te leva além do rio Pois nele encontrarás a tua verdadeira essência, não importa onde ele leva ou o que nele há
O importante é que só tu podes segui-lo, e ao final da jornada, o teu coração será preenchido, pela satisfação de ter trilhado o teu próprio caminho.
Pedras de Silêncio
Quantas pedras no caminho,
silêncio de granito a bloquear os passos,
abismos do não dito,
vácuo entre as palavras,
o incômodo que reverbera na ausência,
pausa que pesa mais que o grito.
São pedras que travam a jornada,
despertam o torpor,
adormecem a razão e o afeto,
e nesse deserto sem verbo,
brotam vermes na casa, na alma,
no corpo, na mente, na relação,
consumindo o que não foi pronunciado.
Quando a comunicação se cala,
o verbo, exilado,
deixa órfãos os sentidos,
e o silêncio se torna cárcere,
sepultura do diálogo.
Mas quem haverá de quebrar as pedras?
Que mão será martelo
e trará do eco do silêncio
uma palavra nova, inteira,
capaz de reconstruir o espaço vazio,
onde a pausa se transforma
em ponte,
e o verbo renasce,
vivo e perfeito?
O CANTO DAS RUÍNAS
Caminho entre escombros,
não de pedras, mas de ideias
que o tempo julgou inúteis,
mas que em mim ainda acendem velas.
Ouço o eco do silêncio
das vozes que não quiseram calar,
perseguidas, vencidas, vencendo
na memória de quem ousa pensar.
Vejo no cinza dos muros
as cores que negaram pintar.
Tantos tentaram impor moldes,
mas o pensamento há de escapar.
Não há grilhão que contenha
a febre de um verso solto.
A mente livre é tempestade
que não se embala no mesmo porto.
Se tudo o que nos resta é o caos,
se viver é administrar abismos,
que ao menos o verbo seja nosso,
mesmo entre os ruídos dos cinismos.
Pois há beleza em ser falho,
em não saber, em não caber.
A arte não é conforto:
é um espinho doce de se ter.
Ainda que você se perca pelo caminho, não se perca de si mesmo.
As ilusões da vida são contrárias ao impulso de luz da consciência, nos afastam da sabedoria da alma e nos trazem a dor.
Haja o que houver, não se perca de si mesmo!
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