Versos de Amor Autor Desconhecido

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Pouca ou nenhuma vez se realiza com a ambição coisa que não prejudique terceiros.

Onde intervêm o favor e as doações abatem-se os obstáculos e desfazem-se as dificuldades.

São sempre desatinadas as vinganças por ciúmes.

A indiferença ou apatia que em muitos é prova de estupidez pode ser em alguns o produto de profunda sapiência.

É tal a falibilidade dos juízos humanos, que muitas vezes os caminhos por onde esperamos chegar à felicidade conduzem-nos à miséria e à desgraça.

Há injúrias que temos de ignorar para não comprometermos a nossa honra.

Abandonando nobremente quem nos deixa, colocamo-nos acima de quem perdemos.

A glória só chega àqueles que com ela sonharam.

Do ódio à amizade a distância é menor que do ódio à antipatia.

Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.

É preciso rirmos antes de sermos felizes, sob pena de morrermos antes de ter rido.

Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.

O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.

A fortuna troca às vezes os cálculos da natureza.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).

Não há paixão que abale tanto a sinceridade dos juízos como a cólera.

Arrependemo-nos raramente de falar pouco, e muito frequentemente de falar demais: máxima usada e trivial, que todo o mundo sabe e que ninguém pratica.

O medo é a arma dos fracos, como a bravura a dos fortes.

Todos os homens são bestas; os príncipes são bestas que não estão atreladas.

O Homem não tem porto, o tempo não tem margem; / ele corre e nós passamos!

O insignificante presume dar-se importância maldizendo de tudo e de todos.