Versos de Amor Autor Desconhecido

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Caligrafia

Queria escrever uma carta anônima
Falando do quanto eu te amo
Mas não seria uma boa ideia
E tudo iria pelo cano

Quem dera ter a tua letra
Toda estranha, cheia de garranchos
Mas mesmo assim, eu não me importo
É por você que eu me desmancho

Minha caligrafia é toda caprichada
E muito bem elaborada
Uma simples carta
De uma pessoa apaixonada

Mas tudo bem, não tem problema
Eu te amo de qualquer jeito
Amo cada pedaço seu
Suas qualidades e defeitos

Minha letra pode até ser linda
Como uma obra de arte
Mas tudo que eu quero
É da sua vida fazer parte.

Eu te reconheceria na mais completa escuridão
Se você fosse mudo e eu surdo
Eu te reconheceria em outras vidas
Em outros tempos,
Em outros corpos
E eu te amaria em cada uma delas
Até que a última estrela queimasse em esquecimento.

A beleza não passa de uma maravilha que a natureza arma à razão.

Ninguém se agasta tanto do desprezo como aqueles que mais o merecem.

Os pintores só devem meditar com os pincéis na mão.

Há uma certa vergonha em sermos felizes perante certas misérias.

O amigo é um segundo eu.

Não podemos deixar de ser difusos com os ignorantes, mas devemos ser concisos com os inteligentes.

É preciso rirmos antes de sermos felizes, sob pena de morrermos antes de ter rido.

Todos os homens são bestas; os príncipes são bestas que não estão atreladas.

Há opiniões que nascem e morrem como as folhas das árvores, outras, porém, que têm a duração dos mármores e do mundo.

O Homem não tem porto, o tempo não tem margem; / ele corre e nós passamos!

O rosto de uma mulher, seja qual for a sua discrição ou a importância daquilo em que se ocupa, é sempre um obstáculo ou uma razão na história da sua vida.

O mal ou bem que fazemos aos outros reverte sobre nós acrescentado.

Os homens de pouca inteligência não sabem encarecer a própria capacidade sem rebaixar a dos outros.

As revoluções frequentes fazem raquíticas as nações recentes.

Não há paixão que abale tanto a sinceridade dos juízos como a cólera.

A fortuna troca às vezes os cálculos da natureza.

Machado de Assis
Iaiá Garcia (1878).

Saber viver com os homens é uma arte de tanta dificuldade que muita gente morre sem a ter compreendido.

Pouca ou nenhuma vez se realiza com a ambição coisa que não prejudique terceiros.