Versos de Amor Autor Desconhecido

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O luxo, como o fogo, devora tudo e perece de faminto.

Qualquer povo defende sempre mais os costumes do que as leis.

Fazemos ordinariamente mais festa às pessoas que tememos do que àquelas a quem amamos.

A razão também tiraniza algumas vezes, como as paixões.

Todos reclamam reformas, mas ninguém se quer reformar.

A igualdade repugna de tal modo aos homens que o maior empenho de cada um é distinguir-se ou desigualar-se.

Um marido, como um governo, nunca deve confessar os seus erros.

Pela forma como trabalha se avalia o artista.

A autoridade de poucos é e será sempre a razão e argumento de muitos.

Quem viu jamais um médico aproveitar a receita do colega sem lhe tirar ou acrescentar alguma coisa?

Sem as ilusões da nossa imaginação, o capital da felicidade humana seria muito diminuto e limitado.

As leis mantêm-se em vigor não por serem justas, mas por serem leis.

A razão, sem a memória, não teria materiais com que exercer a sua atividade.

Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

Em matérias e opiniões políticas os crimes de um tempo são algumas vezes virtudes em outro.

Das mulheres, como das outras coisas, usa; não te fies, porém, nelas.

Nada, absolutamente nada resiste ao trabalho.

Não é dado ao saber humano conhecer toda a extensão da sua ignorância.

A variação quantitativa de tensão da realidade originária dá origem a todas as coisas.

O homem sem paciência é como uma lamparina sem óleo.