Versos de Amor Autor Desconhecido
os versos no papel
rasgados pela caneta
como lágrimas que passeiam no rosto
numa interminável viagem
dentro do ser procurando o destino
a felicidade.
Derramo nos meus versos
Meus devaneios,
Escrevo sem sentido
O que sinto é a dor da solidão
O vazio que cresce
O silêncio que alimenta
Abraço tudo
Uma bagunça completa
Não consigo arrumar.
Eu sou isso descrito em poesia
Perdido em meio ao caos do viver.
os versos ecoam
um grito por socorro
no fundo do poço.
é tão bonito
o poeta transformando dor em poesia.
Arrisco versos
No vento,
Para escrever no tempo.
Rabisco versos
Desejando descrever teu sorriso
Em forma de poesia.
Poesia enganosa
Temas tão tristes
teimam em minha mente aparecer...
Versos sadicamente me fazer escrever.
Uma cruel solidão assola meu coração.
Uma dor tão doente...
Embaralha minha mente demente.
Causa-me espasmos agoniantes permanentemente.
Machuca-me profundamente... essa insistência em me fazer pôr em versos
do meu coração toda a dor.
Triste e chorosa... lágrimas calmas brotam em meus olhos... caem dentro de mim.
Triste esse caminho em que a dor me faz companhia...
É minha sombra do começo ao fim.
O perfume das rosas é o que apenas desejo.
Mas elas secaram.
Um odor agro exalam.
Um cheiro de pólvora flutua no ar...
O oxigênio pouco a pouco a se acabar.
O mundo ao meu redor recita, numa lamentação acrimoniosa
poesias que soam amargamente amargas... enganosas.
Lamentos
Quanta dor...
Não queria estes versos escrever.
Minha vontade é toda dor do mundo esconder.
Mas há algo que em mim insiste.
De escrever meu coração não desiste.
Tornar palpável meu sofrimento...
Quem sabe diminui meu tormento.
Lamento.
Triste não te quero deixar não.
Não deixe esta minha dor perto de ti chegar.
Não leia esta dorida lamentação.
Curvo sob a penumbra ante a luz da lamparina
tateando as emoções tecendo o soneto
meus versos desfilam com clareza alpina
sentimentos que eu julgava obsoletos
a noite me conduz sob uma bruma
a estrofe é o meu próprio dissolver-se
em cada verso minhalma espuma
no rubro sangue de mim faz verter-se
Eu tenho versos nos dedos
e um poema no coração
mulheres despidas na mente
sol a pino na caatinga
rimas de despedidas
feridas abertas
é minha sina
penso que sou poeta...
Pelos contos que eu não conto
Dá um desconto ao meu silencio
Não conto dos versos tristes
Não conto da estrela cadente,
Dos girassóis reluzentes
Que reluzem nos meus contos,
Não conto do meu silencio
Pois assim não o seria,
Não conto da minha alegria,
Que não valem nem um conto,
Pelos contos que eu não conto,
Conto pelos e apelos
Só não conto meus segredos
Pelos contos que eu não conto
Nem todos os versos são poemas
Nem todas as regras
Fazem parte do sistema
Fico no escuro pensando
Ande um pouco, corra um pouco
De vez em quando não corra perigo...
Tenho tanto medo de ter medo
E o medo é um bom conselheiro
Tenho tanto medo de não ter a solidão
De não ter o teu olhar no vazio
A olhar o frio atrás da vidraça...
O mundo é uma ameaça
Viver é um perigo
E amar... o que é amar?
Os beija-flores têm caso com as rosas.
As borboletas enfeitam o jardim
Mas as primaveras se acabam no sol do verão
Versos
Versos musicados sem partitura.
Poetizo-me.
Há uma dor em nós e ninguém fala dela.
Olhamos pela janela.
Miramos o horizonte.
Nos esforçamos para ir adiante.
Um desfiladeiro nos acompanha.
Cuidadosamente damos nossas passadas.
Não paramos por nada.
Ninguém nos falou que da vida se apanha.
Ninguém falou que o tempo arranha.
… e deixa marcas.
Quantos versos escrevi
sobre a saudades que de ti senti?
Perdi a conta...
infinito de ponta a ponta.
Hoje passou...
o amor que era acabou
Virou poeira no vento...
não há em mim de ti um único pensamento.
Hoje minha única saudades é do que contigo não vivi.
Houve tempo em que eu me embaralhava com as palavras,
fazia rima, falava em versos o que era pra ser uma simples prosa.
Lembro também de quando voz não saía, tropeçava nos próprios pés,
meu olhar do seu fugia, minhas mãos tremiam... em mim mesma eu me perdia.
Aos poucos isso foi passando,
as palavras aprenderam a se organizar,
parei de falar rimando,
e com você comecei a prosear....
E foi tanta prosa,
tanto olho no olho...
Pra minhas mãos pararem de tremer
entre as suas você segurava.
Devagarinho fui me sentindo segura
nos seus braços me aninhei...
Eu, que estava perdida, em você me encontrei.
Um dia hei de escrever poesia.
Um dia falarei em versos,
usarei rimas...
serão todos minhas obras-primas...
Um dia...
Quando o coração se acalmar,
quando a paz de mim conta tomar,
quando as palavras em minha mente
pararem de gritar...
Um dia hei de poetar...
Hoje, limito-me a experenciar!
mais uma madrugada
mais alguns versos sendo escritos
sob o rascunho da vida
o silêncio da noite
faz vc pensar em mais nada
além de se dispersar de tudo
e focar na sua caminhada
chega a ser engraçado se parar pra pensar
você vive sonhando acordado
mais nunca sabem onde quer chegar
como se almejasse algo que nem consegue descrever
só sabe que quer ser alguém melhor
a cada dia
mostrar a beleza do seu ser
não é questão de aparecer
até porque você nunca esteve sumido
é construir uma razão
pra se sentir vivo
são tantas incógnitas
tantas palavras na mente que dariam pra escrever um livro
eu não sei onde tudo isso vai dar
nunca soube lidar com isso tudo
só sei que em certo ponto
não são só pensamentos avulsos
é você sozinho
na luta contra o mundo
e você é seu pior inimigo
uma criança sempre fingindo ser adulto.
Fragmentos de Nós
Entre versos soltos, o tempo se enlaça,
Somos fragmentos, pedaços de espaço.
Teu sorriso é breve, instante que passa,
Nos encontros e desencontros, me refaço.
Amor em pílulas, doses de eternidade,
Nas entrelinhas, busco tua verdade.
Palavras são pontes, frágeis, delicadas,
Te escrevo no silêncio, em noites caladas.
Vem, e traz contigo, a chuva e o sol,
Sons de uma vida, retalhos num lençol.
Cada toque, faísca de um universo,
Somos rascunhos, versos dispersos.
O amor é risco, rabisco no papel,
Instante fugaz, estrela no céu.
Nas curvas do dia, te encontro e me perco,
A vida é um traço, preciso e incerto.
Caminhos se cruzam, destino ou acaso?
Te amo em fragmentos, em cada intervalo.
Somos o agora, o imprevisto do dia,
Teu olhar, meu refúgio, minha poesia.
E se o tempo desfia nossos planos,
Resta-nos o momento, eternos insanos.
Na dança das horas, somos breves e belos,
Te amo em silêncio, em gritos singelos.
"Fecho os olhos e vejo riscos e rabiscos...
Palavras que se misturam...
Versos sem rimas...
Um turbilhão de emoções
azuis e purpuras.
São as minhas lembranças
São as minhas saudades
São...Eu!"
Haredita Angel
04.10.23
