Versos de Amor Autor Desconhecido
As primeiras palavras
O canto dos versos
A forma da ideia
Na dança das palavras
A metamorfose
Até então apenas palavras de dicionário
Eclode então
Da dança das palavras
Estendendo suas asas a linda poesia
Voa
Voa no poema
Planando nos versos
Hoje me reencontrei
em versos antigos
perdidos pelo caminho
no escuro do meu íntimo
hoje eu encontrei
aquela velha poesia
que é nova hoje em dia
que traduz a minha vida
em letras e linhas
Com os cabelos escapando pelos ombros
E na arquitetura dos teus lábios
Eu furto alguns versos
Pelo calibre de tua graça
Meus pensamentos se escravizam
Fazendo de ti, essencial.
Arrancar versos
Da beleza dela
Seria facil demais.
Dificil seria traduzir
Tudo isso que entrevejo
Quando meus olhos se encontram
Com teu par de mirantes castanhos
E criadores de pensamentos.
Na simplicidade das minhas frases, versos, poemas, poesias e canções existe a pureza da minha alma...
A sensibilidade do meu coração...
E neste meu olhar vago, as vezes perdido acalma...
Ausências, perdas, toda e qualquer emoção.
Na maioria dos versos que faço...
Existe um pouco da minha trajetória...
Enfrentando vitória e fracasso...
Vou construindo minha história...
Assim vou indo passo a passo...
Pesquisando minha memória,...
Vou escrever doces versos e poemas em sua pele...
Derramar pétalas de cerejeira sobre teu corpo para te acariciar...
10 Mil Versos
numa Porção
de Existência
Humano mundo lugar horrível,
Espaço vasto
E detestável.
Escorre o tempo esperança escoa,
Pomposo pasto
Do abominável.
Sopra milésimos tomamos fôlego,
Reluz o astro,
Luz-adorável.
Pralém da úlcera estomacal,
Das queimações,
Doída azia.
Desponta arte musicam dança,
Poemas brotam,
Revolesia.
Musicam dança poemas brotam,
Despontar-te,
Revolesia.
Apanhador de Versos
no Mangue das Rimas
Deixe de aflição cara mia;
Caso o reconhecimento não consiga alcançá-la,
Lembre-se da premissa histórica dos ignorados.
Aqueles chamados de teus contemporâneos,
Quase sempre foram medíocres.
As coisas são belas,
Apenas quando nos dirigimos
Ao passado ou ao futuro.
Pois o sentido da vida, é para frente.
Mas são as lembranças que nos impulsionam.
Já o presente não é razoável conosco,
Nossos iguais não o são.
A chama não queima em oxigênio escasso.
Aquela veemência superficial,
Nos posiciona num fosso inebriado de ingratidão.
Entretanto,
A vida em colapso,
É o maior trunfo de um poeta.
Estando sobre as nuvens,
A crença deixa de ser escolha,
Escrevo versos de triste saudade com lágrimas nas folhas do meu coração
Lavo minha tristeza com águas do meu rio de pranto que chora sua falta
Compondo meus triste poemas
Suspirando fundo sua falta .
Saudade
Vou contigo pra Pasárgada
Meu caro Manuelito
Quem sabe lá eu encontre
Dos Anjos, os versos íntimos!
Pensando bem, eu irei
Para o mundo de Drummond
Tão vasto quanto ele mesmo
Mais vasto do que o som!
Jorge e sua Fulô
Bem me acompanhariam
As estrelas de Bilac
Mais forte lá brilhariam
De Campos e todo o LUXO
A vida seria perfeita
Como os versos de Vinícius
Na morte, vida refeita!
Citando Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos, Carlos Drummond, Jorge de Lima, Olavo Bilac, Augusto de Campos e Vinícius de Moraes.
