Versos de Amor Autor Desconhecido
NOS MEUS VERSOS
Prendo nos meus versos a sensação
de tanto encanto, de tanto fomento
enchendo-lhes dum desejo sedento
que suspira e traz mais e mais razão
Dou-lhes a cor lustral da satisfação
dos dias extasiados de doce alento
aquele toque, o cheiro, o juramento
de tanto, tanto sentimento e paixão
Em seguida, o sentido e o lampejo
criando sedução e trovas em brasas
escrevendo estrofes com sedução
que, depois daquele repentino beijo
que deu aos versos tão infladas asas
fazendo a poética pulsar o coração.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25/09/2024, 08’43” – cerrado goiano
Definitivamente
Eu não escrevo poemas,
Descrevo a morte.
Meus versos são lâminas afiadas
Cortam segredos,
Sangram verdades,
Ferem vaidades,
Sem ter a pretensão de curar.
Pensamentos sem cor;
Palavras com dor;
Versos sem forma;
Verbos sem ação;
Poesia sem rima;
Poemas sem estrofe.
Pensamentos trazendo a cor;
Palavras com amor;
Versos ganham forma;
Poesia faz a rima;
Poemas com harmonia;
Versos ganham forma
Trazendo vida.
VERSOS COM SAUDADE
No verso magoadíssimo de saudade
Quase privado de aparato, de alegria
Tão sofridamente a sensação invade
Que nem a emoção, o agrado, sentia
Na poesia, o suspiro de infelicidade
Nas rimas o sentimento que morria
E, no ritmo da poética a banalidade
Cantando, nem eu sei que cantoria
Pranto... sei lá que tanto, apodera
Da solidão, que o coração dilacera
E a nostalgia vem forte na carência
Nem sei se sei onde está o alguém
Apenas sei que dói, vai muito além
Quando se tem uma vital ausência.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28/09/2024, 18’45” – Araguari, MG
TUDO TEM JEITO
Soneto, tens nos versos desventuras
Que dói n’alma, ao sentido imploras
Que tudo sente e que tudo ignoras
Deixando a prosa com duras agruras
Assim, obscura e extraviada as horas
Vão as rimas com infinitas amarguras
Num poetizar com tristonhas leituras
Ditas com lágrimas que dá dor choras
Das coisas mais avarentas, as preces
Falsificando o sentimento desafinado
Que escava, trava, intriga, aborreces
Ó inquietude de impiedoso inverno
Não faça de meu versejar saturado
Não há bem que dure e mal eterno.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/09/2024, 15’05” – Araguari, MG
Poesia é afeto,
fantasia e melodia.
No caos do meu viver,
os versos embalam sonhos,
embrulham presentes
e ninam saudades.
CHÃO DE POESIA
Esse chão que pisas, em teus percalços,
Tem poesia, tem versos no grão.
Seria melhor, com teus pés descalços
Sentir o encanto que brota do chão.
Cada grão de terra guarda um enigma,
Que os teus pés nus podem decifrar,
E na simplicidade, há uma estigma,
Onde a poesia faz-se encontrar.
Nos passos livres, encontra-se a verdade,
Um elo profundo com a natureza,
Um sentir pleno de liberdade.
E assim, descalços, na maior pureza,
Pisamos o chão com intensidade,
Que trás poesia em su' grandeza.
- Antonio Costta
Meus versos de oração,
Você irá compreender,
Pois quem pede com fé,
Resultado irá ter.
Com imensa alegria,
Novamente estou aqui,
Pedindo sua proteção,
Para conseguir evoluir.
Meu Deus todo poderoso,
Criador do céu e da terra,
Tú sois majestoso,
E sempre acalma guerra.
Conforta meu coração,
Preserva minha alma,
Transforme meu ser,
Transforma minha casa.
Cuide dos que mais precisa,
Der seu amor e todo afeto,
Pois não é fácil viver, sem o
senhor por perto.
Toque me
Toque minha alma sem me tocar,
num sopro suave de brisa a passar.
Entre versos sussurrados no ar,
onde o silêncio sabe me abraçar.
Com teu olhar que fala em segredo,
rompe a distância, dissolve o medo.
És presença que não vejo, mas sinto,
no eco sutil de um afeto distinto.
Toque-me assim, com a leveza do céu,
sem toque de pele, mas toque fiel.
SimoneCruvinel
Às vezes, os meus versos são pedaços de mim
Que se romperam sem me deixarem só.
Cada verso meu é forjado na coragem
Que sempre penso não ter.
Cada verso é uma porta que abro para a liberdade de me ser.
Se toco almas é porque gosto que toquem a minha.
Na angústia profunda, minha alma se esconde,
Entre versos e notas, voa a mente pra longe.
Uma inspiração desabrocha, como rosas ao monte.
Sinto-me fraco, sem forças, o coração responde.
No silêncio, um sussurro de poesia me guia,
Canta a alma em desalento, que irradia.
Não estou perdido, encontro-me no dom de amar,
Como pássaros que ainda andam, mas amam voar.
A alegria escapa, mas o amor persiste,
Na fraqueza, a essência do ser insiste.
Sou mero pensador, com coração de poeta,
Escrever é para mim viver como um atleta.
EROS E ÁGAPE
Teus olhos são minhas poesias..
meu coração faz versos como quem sonha demais
Eu me deito entre suas asas,
E sobre meu coração cobre as feridas
Eu sou Eros...............
Eu olho então, essas tuas mãos vazias,
A Princesa adormecida,
Quanta tristeza há em sua alma
Sofre tanta saudade e carinho
Você é Ágape...............
Uma suave melodia vem ao longe,
bem distante, dali o sol beija o horizonte
Então seu olhar inocente e dispercebido,
Meus lábios tocam os teus...
Mas você se afasta com os olhos trêmulos
pois eu sou Eros e vc Ágape.....
WSR
Versos sem aviso.
não sei, como falei,
busco só fazer no momento,
igual á pouco, palavras ao vento,
eu diria que é só uma bagunça,
porém não lamento.
uma tentativa de algo maior,
uma rima que saiu no improviso
e palavras que vieram sem aviso.
igual minha mente criada sem pedido.
loucura e caos, sentido e abrigo,
isso tudo, junto comigo,
pode parecer confuso,
mas eu lhe digo,
tem quem tudo goste,
e esse eu não sigo.
Como um pássaro que voa por natureza,
meus versos vêm a mim com destreza,
palavras que são fortes em pureza.
Amor que pulsa e arde em minha alma,
fruto da mente, nascido de uma calma,
sonhos florescem, guardados como palma.
Sol que fez a terra fértil e nos aquece,
esse tempo de primavera, o frio esquece,
amores antigos, lembranças aqui aparecem.
Chuva e Saudade
A chuva cai como versos perdidos,
escorrendo memórias pelo chão.
Cada gota sussurra teu nome,
ecoando o desejo em meu coração.
Teu perfume dança no vento,
mistura de passado e ilusão,
um toque ausente, um fogo aceso,
queima em mim como um furacão.
Os trovões gritam tua falta,
enquanto a tempestade me abraça.
Sinto teu beijo na água fria,
mas é só saudade que me enlaça.
Se a chuva soubesse o que sinto,
talvez parasse pra me escutar,
mas ela insiste em cair sem piedade,
como o amor que não quis me deixar.
E assim, molhado de lembranças,
me perco na noite sem fim,
pois cada gota que toca a terra
é um pedaço de ti dentro de mim.
CANTADA DE PALAVRAS
Escrevi os verbos
Dos versos, milhares
Andei com mulheres até tarde
Não tenho motivo para fugir
Me encontro e me acho bem aqui.
Como quais versos, eu te componho
Tudo o que sinto, te proponho.
O que adianta ser rico
E não ser o que é?
O que tudo isso não é...
Passei as duas ruas sem ver
Que você me lê.
Orei horrores até notar
Que anotei, notei seu olhar.
O que vivemos é tudo mais bonito
Que qualquer verso antigo.
Quanto mais o tempo passa,
Mais novo fica,
Causando a velha intriga...
Passei as duas ruas sem ver
Que você me lê.
Orei horrores até notar
Que anotei, notei seu olhar,
Seu olhar... Seu olhar...
" FIEIS "
Tu me darás, dos versos teus, a rima
no enredo que te faz poesia plena
conforme, a declamar, teu corpo encena
o que te torna, enfim, uma obra prima!
Assim me exposta, frágil, tão pequena,
poesia da mais alta, minha, estima
te deitarei canção posta por cima
a te exaltar no amor que nos condena.
Daremos, nós, inveja aos menestreis,
nas noites de luar, loucas, crueis,
entorpecidas das almas errantes…
Tu me darás a rima dos teus versos;
eu te darei meus textos controversos
e o tempo nos fará fieis amantes!
hipócrita
após analisar versos e versos
me desbravei hipócrita, idiota para os íntimos
escrevi sobre dor, nem sequer vivi direito
exclamei a solidão, nem sequer estive sozinho por completo
e chorei, por amor, nem sequer... espera, oque seria amar?
chega de hipocrisia, chega de escândalo,
eu conseguiria descrever o amor? olhar nos olhos de alguém e dizer como é bom amar?
é, eu acho que não... alias sou hipócrita, um idiota que reclama e diz que ama em seus versos.
(se isso são versos)
hipócrita foi a única palavra da qual encontrei que me descreveria, alias você não me veria como um filosofo não é mesmo, se eu sequer filosofei na vida.
' CONTENTAMENTO '
Escrevo meus versos sorrindo
pela vida, pelo ar que respiro;
caso fechar meu rascunho
Saio cantando em estilo !
Minhas rimas são de alegria
Mandei a tristeza embora
Sou mulher, flor, poesia,
Não escrevo igual a quem chora .
nas rimas de contentamento,
escrevo murmurando um canto,
no riso risonho o derramamento
de felicidade, não de pranto.
Escrevo meu versos de felicidade,
Como na vida, doce gosto do mel ,
Como pó de diamante, raridade;
não amargo como gosto do fel.
Maria Francisca Leite
Vão-se-me
Dos versos para ti, dantes, nada existe
A lembrança é algo de um pouco valor
A poesia, vazia, está sem aquele amor
Que um dia foi certo, da poética saíste
Porque assim como chegaste, partiste
Cessando o peito que batia com ardor
Sangrando n’alma, criando tom de dor
Na prosa, chorosa, suspirante e triste
O tempo anda, a emoção sai do cais
E a sofrência apenas lesão no sentir
E o coração atrelado em outras elos
De quanto foi outrora, nada tem, mais
Nada, daquela sensação, só o resistir
Vão-se-me uns após uns, dos flagelos.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 abril, 2024, 12’04” – Araguari, MG
