Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
EMBARQUE EM MIM
Três destinos cruzados
Mal posso conta-los
Tristes e sozinhos
Destinos inamaveis
Tanto quis que fossem anéis
Tristes histórias de amor
Embarque em mim
E desta vez, com amor
Raça Negra
Nem tente, agora,
Conter minhas lágrimas:
Esse rio já fez transbordar o mar
De esperança e fé...
No amor de outra mulher.
Nem tente, agora,
Fazer o impossível:
O tempo já mudou a rota do meu coração
Rumo a uma nova paixão.
O significativo é o que cativa e abduz...
A nossa alma, corpo e consciência...
E todo o resto para nós não existe...
É desprezo, inclusive, a tudo o que insiste:
É ausência, displicência, indiferença...
Vou em sua direção
Movido pela emoção
Pra poder te encontrar
Tenho muito que caminhar
Mas quando te vejo
Ascende em min um grande desejo
De te tocar,
Te beijar,
Abraçar ,
Ou simplesmente observar
Sou um adimirador de artes
E você é a mais bela modéstia aparte
Existe um modo certo
de se dizer amor?
Muitos buscam
poucos encontram
ninguém explica .
Encontro
beijo
abraço
poesia
tudo é só procura
maneiras
de se dizer amor.
É quase uma fome
infinita e voraz !
Amor , facho de luz
pendurado numa estrela cadente .
Dias em doses pequenas
A terra tão vermelha
Carreguei no amarelo do vento
Cantos, junto, posto,
Em cama, nas ramas
Uma centelha de tempo perdida
Um cemitério de intenções
A salvo, no alto
A imagem perfeita
Reina absoluta
Como se não fosse treva, imunda
Querer-te aos passos
No azul dos ideais
o infinito turbilhão de porcelana
a calma trincando ruídos
em sons esvoaçantes
O mundo – vertigem ascendente
Queda, barreira, fundo do mar
Estrada de pedras, pesado portão
... dois leões
O mormaço petrificado
A porta fechada
Bater? A intenção derrete nos dedos
A esteira vazia no canto da sala
A televisão ligada – a viagem de amanhã
Eu não vou chegar.
Não há tempo, só mormaço.
Aproximei-me do ar salgado, que respiram as gaivotas
um gato brincando com novelos de ondas
Sou novamente eu no lago oceano
na areia da praia e nos balaustres da baía
Olhando os alvos barcos de papel
Marinheiros tocam bandolim
Nunca longe, levo minha casa para salas de concerto e teatro
mar esquivo... eu finalmente encontrei os olhos
Estirpes no final do campo
madeira morta
folhas de hera entrelaçadas
musgo, cogumelos
cheio de água, solo
deixa.
Pântanos inconstantes
Em torno dessas cepas,
eu sonhava
em fachadas de edifícios pequenos
pernas elegantes
garras, mezaninos
asas de pássaro.
DE TODO JEITO
Tem amores que são assim
Vem devagarinho
Pousa de mansinho
Faz do peito seu lar
Há amores que vem de repente
Bagunça o peito da gente
Vira do avesso
Arrebata por inteiro
Existe amores que vem e vão
Outros que insiste em ficar
E tem o seu
Que eu não sei explicar.
DEVIR a ser,
Sendo,
É.
Espaço entre linhas escritas,
Sirius.
Bardo de serenos olhos,
Brando.
Astro luzente,
Na constelação do canto direito da tua face.
Verdes avindo,
Nos lírios límpidos,
Adentro,
Agudo,
Aorta.
No latíbulo cerne,
Eixo central,
Minha utopia poética,
O meu amor.
TRILHA
Não quis ser estrada asfaltada
Desisti de ser trilho
Resolvi ser uma trilha
Sem saber aonde vai dar
Emaranhada
Sinuosa
Quero ser chão de terra
Barro seco
Que bebe cada gota de chuva
Se alarga
Se estreita
Se transforma
Desobriguei-me da obrigação de ser perfeita.
Expande, contrai,
Liberta, aprisiona.
Consciente Onipresença,
Inconsciente presença.
Oh! Viajor, aqui estou
No seu: EU SOU UM com o TODO CRIADOR.
Que fazes de teu livre arbítrio? Em que te comprazes ainda?
Liberta-te dos apegos ilusórios que te cegam para o verdadeiro sentido da vida: o Incondicional e imortal Amor.
Solitário, solidário.
Eis a jornada luminosa e edificante do navegante.
Embarca só e
Desembarca só, em meio ao mar da vida,
Que o convida como tripulante à pilotar o veleiro ao destino certeiro da Luz, não olvidando de ser solidário aos que na nau conduz.
Solitário, solidário.
Eis a jornada luminosa e edificante do navegante.
