Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
Do abraço perdido
Sou
Aquele
Capaz
De
Me
Confundir
E me erro
Sou
Aquele
Capaz
De
Te
Magoar
Com meu erro
Mas
Aquele
Que
Te
Quer
Bem
Sou
Também
O
Abraço
Que
Não
Te
Dei
Carrego
Em
Mim
Como
Culpa
Aqui
Jaz
Um
Abraço
Que
Passado
O
Momento
De
Existir
Vive
Em mim
Morto
Peso
Bem
Feito
Mergulhei
Mergulhei
No silêncio dentro de mim
Encontrei boiando
A esperança
Nadei com ela
Pronto pra
Emergir
Em mim ?
Como ?
Se em mim
Estava já
A me procurar
E
Falhei
SETEMBRO LINDO
___Quando nasce uma flor
O mundo se ilumina
A natureza é pura emoção
E a vida se transforma em poema.
Quando nasce uma flor
A janela se abre para o poema
O poema transforma o poeta
E as flores alegram os corações!
O poema se transforma em amor
A natureza faz o homem feliz
Setembro é um lindo poema
Quando nasce uma flor!
_________________DelzaMarques
OSSOS DO PEIXE-OFíCIO
Meu sentimento de poeta
Em meu temp(l)o
É isca pra linguagem:
Ao mesmo tempo que dou linha
Sou peixe
Fisgado
Em anzol de palavras.
CANÇÃO MÍNIMA
No cerrado do planalto
brotam quimeras de cetim
E, no teu traçado, asfalto
canteiros, em um jardim
E, no jardim, o horizonte
ao longo, ilusão sem fim
Assim, Brasília, sem monte
desabrocha na cor carmim...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano
QUEM SOMOS
Quem somos? Poeira
Despidos
Singelos hora primeira
No equilíbrio divididos
No querer o poder
Revestidos
De variedade no viver
Da semelhança providos
Porém,
No ir além, a nós permitidos
O mal e o bem
Façam as escolhas!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano
A SOMBRA DUM PEQUIZEIRO
Fugi da sequidão
do mormaço, do calor grosseiro
busquei, na beira do ricão
a sombra de um pequizeiro
O fumo no céu embaçado
ar poeirado, era paragem
e na imensidão do cerrado
o horizonte, uma miragem...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano
AGORA
o cerrado tornou-se anuário
um conflito de cada vez
um desvario diário
e no calendário, vário, era o mês
foi então que o tempo eu vi
num número, na saudade
uma dor, que na dor eu senti
cada sabor, amor, tudo banalidade
pois, o hoje é aqui...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Cerrado goiano
NOITE
Cai a noite no planalto
Vinda de lugar algum
Estrelas lá no alto
O anoitecer no dejejum
De um quarto vazio
Além da janela, a cidade
Brasília, num luzidio
A magia é divindade
Ruas desertas, silêncio vadio
O dia foi embora, majestade
Sentado num canto, já é tardio
Cai a noite na cidade!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Brasília
Então, dei a volta por cima.
E consegui te esquecer.
Fiz das suas saudades pano de chão.
E agora, com liberdade vou viver.
DEVANEIO I
Quando vens, te vejo.
Ou será o intenso desejo,
(O forte pensamento)
Que te traz à minha memória
E repete a nossa história?
PLATÔNICO
Triste sina
Amor silencioso
Presença de sombra
Ausência de senso
Olhar sutil
Carinho abstrato
Fantasia inútil
Vida perdida.
Pela Manhã Trânsito da Índia, à Tarde os Estudantes fazem o movimento, Ao Cair da Noite Melancolia.. Assim é Igarapé-Açu
Aqui Mora a Felicidade!
SOMOS TODOS IGUAIS
Iguais somos todos
Na alegria, no choro
Medos e nos denodos
Pela vida, com ou sem decoro
Nos inícios e nos finais
Na mudez e no coro
Somos todos iguais...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
07 de outubro, 2017
Cerrado goiano
O AMOR É LEVE
O amor não deve
ser um peso
a se carregar,
deve ser onde
você pode descansar
o cansaço do dia
por uma vida inteira.
vivo trocando os pés
já que a monotonia das
linhas retas não me atrai
nunca entendi porque ao invés
de andar, não podemos
simplesmente
voar.
essa minha sede por abismos,
cordas bambas
laçaram
todos os meus desejos ocultos
e passo a passo
me pôs a beira
do abismo dos
teus olhos
tirando toda minha sanidade.
melhor dizer sim, ainda que não.
senão não entenderias
ainda que voltasses a nascer
ou quem sabe, eu morreria
antes que pudesses entender...
porque não é falta de inteligência
é pior(muito pior): é falta de poesia...
Dias normais
Noites escuras
Dias passam,
mas nos ficamos...
você... mais linda
eu, mais louco
você tão distante quanto as estrelas
e eu, bom...
apenas vivendo
Eu achava que nada podia me abalar
Nada podia me fazer falta
Nada podia me machucar
Nada podia colocar a minha felicidade em risco
Até eu provar do veneno mais mortal de todos
O teu sorriso.
