Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
MADRUGADA
Do fundo do meu quarto no cerrado
Ouço a madrugada, de tão silenciosa
Que faz do vento trautear desentoado
E do canto do galo... prece religiosa!
Ouço a noite cochichar ao meu lado
Fuxico escusado da hora vagarosa
Sem dó nem piedade, nem agrado
Despetalando a solidão tal uma rosa...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Mês de maio, 2017
Cerrado goiano
Perdoe-me,
se eu não sei falar de Deus.
Na verdade, eu nem preciso.
Ele está todo tempo,
aqui comigo.
Deus é a poesia mais linda...
Que me inspira noite e dia,
cada verso que escrevo.
Esqueça o celular.
Reserve um tempo ao vivo, enquanto há tempo de poder abraçar bem apertado e dividir um sorriso.
O que será, será!
Ninguém pode mudar
Está escrito nas estrelas
E em qualquer outro lugar
Basta aceitar, aceitar
Facilmente o homem tira a graça da graça
Transformando a graça em desgraça
Desgraça que para muitos têm graça
O poeta é um visionário
No topo da montanha, debruçado
Esperando cair uma nuvem de sabedoria sobre ele
Memoria de uma infância.
'' Da saudades vem as lembranças,dos meus tempos de infância, lembro-me quando brincava, as brincadeiras de criança, nunca esqueço daqueles dias, no tempo em que vivia, mas hoje eu sou um homem, agora estou aqui, lembrando de tudo isso,e o futuro pode vi''.
Eu guardei por tanto tempo um amor tão grande
que não encontrei um corpo que o coubesse,
e se guardá-lo eu quisesse,
em você, que me pareceu grande o bastante?
Assusta quem pouco conhece
Anima quem muito oferece
Intimidade
Olhar, jeito, sinais, pretextos
Terra onde ofusca defeitos
Defeitos? Desfeitos, aceitos
Tudo não passa de jeitos
Sentir, verdades, detalhes
Tudo se diz em olhares
Olhares, amares, Há mares
Ser você mesmo, além
Não sozinho, sem ninguém
Um só, em dois, sem desdém
Sinal de amor, neném
Querer-te bem
Faz parte
Amar-te bem:
Minha arte
Sentimentos, jeitos, releve
Sou fogo, ela ar
Livre como uma brisa, leve
Fácil de amar
Quando a noite passar,
irei zelar pelo que não passou,
pois, houve falta de comunicação.
Ah! Aquelas ligações estão soltas.
Pobres ligações! Que tolas!
Ao relento se submetem,
se submetem à desunião.
Nenhuma estratégia concluída,
as ligações ainda estão perdidas
numa rede neural que se limita
ao caos que a fadiga.
Meus demônios
Me perseguem
Em botecos sombrios
Fumam de meu cigarro
Bebem de minha cerveja
Apagam as luzes
Tudo se escurece
Até outro dia chegar
E meus demônios
Voltarem a me assombrar.
Talvez eu ti ame
Talvez eu ti odeie
Talvez devemos ficar juntos
Talvez não nos conhecemos
Talvez já conversamos
Talvez eu realmente ti ame
Talvez esteja perdido
Mas certamente é em busca de você
A vida é um oceano no qual temos que nadar
Nossos sonhos são estrelas no céu a nos guiar
Nossa esperança são ilhas nas quais podemos descansar
e Nosso objetivo uma praia na qual devemos nós chegar
DE FAUSTO E DO ANJO BOM
Oh, Fausto, amputa tua mão de ganchos
teu olhar de perfuratriz
finge o infinito como uma criança
amassa com as mãos o sonhado
como adolescente de cenho d´espanto
aos pés do imenso
e despreocupando-se!
(de Kleine Faust)
