Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
Há tantas ondas no mar,
quanto estrelas no firmamento,
como as brisas a vagarem
como vagam por ti ...meus pensamentos !
Eu guardei por tanto tempo um amor tão grande
que não encontrei um corpo que o coubesse,
e se guardá-lo eu quisesse,
em você, que me pareceu grande o bastante?
Assusta quem pouco conhece
Anima quem muito oferece
Intimidade
Olhar, jeito, sinais, pretextos
Terra onde ofusca defeitos
Defeitos? Desfeitos, aceitos
Tudo não passa de jeitos
Sentir, verdades, detalhes
Tudo se diz em olhares
Olhares, amares, Há mares
Ser você mesmo, além
Não sozinho, sem ninguém
Um só, em dois, sem desdém
Sinal de amor, neném
Querer-te bem
Faz parte
Amar-te bem:
Minha arte
Sentimentos, jeitos, releve
Sou fogo, ela ar
Livre como uma brisa, leve
Fácil de amar
Quando a noite passar,
irei zelar pelo que não passou,
pois, houve falta de comunicação.
Ah! Aquelas ligações estão soltas.
Pobres ligações! Que tolas!
Ao relento se submetem,
se submetem à desunião.
Nenhuma estratégia concluída,
as ligações ainda estão perdidas
numa rede neural que se limita
ao caos que a fadiga.
Quantas coisas sem sentido já escrevi,
outras coisas bem sentidas escrevi,
de quantos personagens sem sentido me vesti
e depois, neles, bem sentida me percebi !
Meus demônios
Me perseguem
Em botecos sombrios
Fumam de meu cigarro
Bebem de minha cerveja
Apagam as luzes
Tudo se escurece
Até outro dia chegar
E meus demônios
Voltarem a me assombrar.
Talvez eu ti ame
Talvez eu ti odeie
Talvez devemos ficar juntos
Talvez não nos conhecemos
Talvez já conversamos
Talvez eu realmente ti ame
Talvez esteja perdido
Mas certamente é em busca de você
A vida é um oceano no qual temos que nadar
Nossos sonhos são estrelas no céu a nos guiar
Nossa esperança são ilhas nas quais podemos descansar
e Nosso objetivo uma praia na qual devemos nós chegar
DE FAUSTO E DO ANJO BOM
Oh, Fausto, amputa tua mão de ganchos
teu olhar de perfuratriz
finge o infinito como uma criança
amassa com as mãos o sonhado
como adolescente de cenho d´espanto
aos pés do imenso
e despreocupando-se!
(de Kleine Faust)
USÊNCIA
Você foi essa ausência,
Presença de minha dor,
E agora...
Meu coração se comove
Com um vazio que me move
Nesse poemas de amor
Ah, os poemas...
essas imagens
atravessadas
de infinitos
que se encontram
na tênue esquina
do silêncio
com o tempo
pintando assim
respingos
de eternidades
nas tortuosas curvas
das palavras que
não vêm em vão.
A ausência do mesmo
É o sinal do não
A carrasca do destino
Não explicar a paixão
No momento da morte
Abraço feliz ao chão
As pessoas em sua volta
Compreendem a felicidade
Mas a tristeza em teu rosto
Só Deus saber a intensidade
Nos momentos adiantes
Que venha logo a fatalidade
Agora que a noite chegou
trouxe a saudade para mim
veio apenas em perfumes
de um suave e adormecido jasmim
