Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
VER-TE
Ver-te preciso
Ainda que indeciso
Decidi ver-te
E não me arrependi
Pois das boas coisas que vi
Ver-te foi a melhor
Vivi.
Coisas
Seu riso, sorriso
Risonha, RI e sonha
Me deixa, madeixas
Mas ria,
A dor, amor
Secura, você cura
Distância, abrace
O laço, enlace
Desejo, seu beijo.
Wagner Fonseca
DA PORTA PRA FORA
Antes de viver a dois
Tenho que ter a certeza do seu amor por mim
Pois me sinto envaidecido
Com seu amor no meu coração
Trago comigo as marcas do seu amor
Feito tatuagem em meu coração
Que tenta te odiar
Mas só sabe te amar
Nada me aquece mais que a chama do amor
Que vem do fundo do teu coração
E incendeia minha alma de felicidade
Da porta pra fora.
O amor que sinto por ti
É tamanho que não sei descrever
Sem dúvidas é o maior que já vi
Tu és a razão do meu viver.
Perdido
Desperto!
Frio,
escuridão e trevas ...
Ao longe
uma centelha,
esperança?
Talvez!
Cerro os olhos,
um brilho,
sonho,
fez-se luz,
calor.
Reencontro,
eu!
Pequenina
Sempre estarei aqui
Mesmo sendo uma estrela
Com pouca luz
Num céu, completamente estrelado
Minha Luz fosca
Quase sem luz
Por não poder esquecer
Do amor que me faz sofrer
Do amor que me fez crescer
Do amor que me fez pensar
Do amor que não pude viver.
GIRA, GIRA
Rodam as palavras soltas na boca
Passeiam livres pelo mundo
Insensato do céu da louca
Circula a palavra, ecoam juntos
O louco e a melodia…
Tantas vezes imundos.
Não sei se o que escrevo faz algum sentido pra você,
Já não sei se quero que me entendas,
Mas isso não me impede de lhe escrever,
O seu Sorriso é o poema, que a métrica não explica,
onde as rimas ricas se prostram diante de ti.
Realmente não quero que me entendas,
Quero apenas que você veja, como me sinto ao te ver.
O Bom Jardineiro
Ternura são as rosas
Lealdade são os girassóis
Serenidade são as tulipas
Generosidade são os cravos
Caridade são as orquídeas
Paciência são os antúrios
Gratidão são as gardênias
Decerto nem todo belo jardim
possui todas essas flores,
no entanto um bom jardineiro
cultiva no mínimo uma
variedade dessas espécies
CORAÇÃO VALENTE
Estreitas veredas
não remetem a nostalgia
sobrepujada no trajeto
de infinitos passos,
Imunes às provocações
que a vida impôs,
traduzis imponente precursor
do mistério abstruso d′esta passagem,
De coração denodado
conformação oblata,
chegarás até o fim.
Mesmo sabendo que não tem fim.
Não importava se folhas não havia
Também as estações eu não temia
Se a árvore quando verde se dispia,
porque eu de amor não viveria (ou morreria).
Pobre de meus devaneios,
Impuros, insanos, alheios.
E por estrelas de anseios,
Guardados num céu de receios.
Donde quer que andes,
Pensamentos errantes,
Foge em busca do que antes,
Já fora prazer, hoje instantes.
Pobre de meus devaneios,
Doces, tristes desejos,
De teu tato, olhares e beijos,
Que corroem meu ser por inteiro.
É como se percebe-se a vida por completo em um olhar,
porém fosse preciso milhões de palavras para traduzir.
Uma hora
corre pros seus braços
outra hora
foge dos abraços
mal sabe que
o abraço aperta
mas abre espaço.
Sobre o fim:
encontro de orgulho e arrependimento das coisas que se fez ou deixou de fazer, e, em todas as circunstâncias, a morte de algo grande e o nascimento de um ainda maior!
DE MODO ALGUM
As imperfeições, disfarço-as
Os enganos, desfaço-os
Os nós, desato-os
A morte é um desacato!
VIVENDO E DESAPRENDENDO
É quando a gente cresce que percebe o que perdeu
A inocência cheia de tintas
A juventude impregnada de cores
A crença despedaçada
A criança desperdiçada
Culpa dos absurdos
