Versos curtos de Licença Maternidade
'Senhores peço licença,
Pois é hora do Acalanto,
Que Deus zele nossos sonhos,
E nos cubra com seu manto.'
Dá-me licença, por favor...
Estou faminta.
O que vou digerir precisa de tempo.
Vou ali me alimentar do silêncio.
- Com licença;
- Por favor;
- Muito obrigado;
- Desculpe-me;
Estas são chaves que
abrem muitas portas!
E ele se foi
assim como veio.
Não pediu licença pra entrar
não avisou que ia sair.
Não se importou em me ver chorar.
Não ligou por eu não mais sorrir.
E ele se foi
como o vento forte
deixando tudo pelo chão...
Nem se importou em ver quebrado meu coração.
A vida se desenha em planos, metas e esperanças. A morte, por sua vez, não pede licença — ela se infiltra nas brechas, nos instantes de descuido, nas curvas do acaso. Não é arquiteta, é oportunista. Não constrói, apenas interrompe.
Altair Monte da Silva
Não é sobre perfeição,
é sobre presença.
Sobre olhar-se com calma,
com ternura e com licença.
Ver no reflexo não só um rosto,
mas a história por trás do olhar.
As lutas, os recomeços,
o jeito lindo de continuar.
Se veja com o mesmo carinho
que oferece ao mundo inteiro.
Porque seu brilho é raro,
e começa no espelho.
A seringa da arte entra na veia sem pedir licença... Gravita em determinada faixa de onda, de prazer e criação,
e não te deixa dormir.
Deus nos dá a licença de plantar e colher.
Os medos, dificuldades, obstáculos e desafios são pequenos diante de um Deus tão grande e poderoso.
Chega e entra
sem pedir licença...
envolve-nos numa inquietude extrema...
o cérebro não desliga!
Ela tem o dom
de castigar a mente
e antecipar o futuro!
A ansiedade.
Versos de um dia frio
Palavras invadem a alma
Escritas sem pedir licença
E uma imensidão de versos
Pulsando na ponta dos dedos
Nem sempre a rima chega
Nem sempre o ritmo é dança
A arte de ser poeta
Conquista pela constância
Aviso que não cabe pouco
Na fonte do meu dizer
Traduzo em poucas linhas
Meu insensato jeito de ser
Esse mundo tá maluco,
não se diz mais obrigado,
"com licença" já morreu,
dar bom dia é pecado.
E ninguém pede desculpa,
xinga, grita, não se culpa...
ô povo mal educado!
Ah! O amor!
Quando chega, bate na porta,
Nem pede licença,
E entra.
Se nutre de sonhos,
E se alimenta de esperanças.
Com licença a quem chegou primeiro
Licença a quem ainda vai chegar
Salve, salve saravá!
Eu peço a benção aos meus mais velhos
Aos anjos e santos pra curar
A benção aos orixás
Morte,
Que dor é essa que invade a gente sem pedir licença,
sem avisar com antecedência,
sem nos dar direito de não aceitar?
Que aperto no peito é esse que afugenta a alegria,
que consome a nostalgia,
Que nos faz chorar?
Que estranho sentimento que não traz acalento.
Tem dia que a tristeza
Bate na tua porta
Sem pedir licença
Entra igual um furacão
E mexe com a tua emoção
Invadindo todo o teu ser
A alma fica pesada
Desencantada
O sol fica encoberto
Atrás das nuvens, discreto
Sem vontade de brilhar
Deixando o dia sombrio
Sensação de vazio
Com corpo gélido
Pedindo para ser aquecido
@zeni.poeta
Com licença, eu sou o amor!
e com leveza, delicadeza e muita atenção...
Peço passagem para o seu coração
Quando os passos vagueiam
Por estradas desconhecidas
Os pensamentos permeiam
Sem licença pela vida
Mesmo que pavimentada
Ou seja terra batida
Assusta quando a estrada
E longa e nao tem saída
Sendo assim, seguir em frente
É melhor alternativa
Também é o mais coerente
Mantendo a expectativa
