Versos Antigos de Criancas
"Mesmo quando o coração arfava sob o peso de dogmas antigos, foi pela tua sagacidade em amar sem amarras que descobri a liberdade de ser inteiro." ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
Chuva em Paranaguá
Cai a chuva sobre os telhados antigos,
molhando histórias que o tempo guardou.
Paranaguá veste seu cinza mais belo,
como quem chora, mas não se apagou.
O cais repousa em silêncios molhados,
barcos dançam ao som do trovão.
Nas calçadas, passos apressados,
corações lentos em contemplação.
As ruas refletem faróis e saudades,
espelhos d’água de um tempo que foi.
O cheiro da terra se mistura à brisa,
e cada gota parece dizer: “depois”.
Depois da pressa, vem a lembrança.
Depois do adeus, a vontade de ficar.
Na chuva mansa de Paranaguá,
há uma paz que sabe esperar.
🌠 Sob o céu esquecido
As estrelas tremiam como segredos antigos,
quando o silêncio da noite foi rasgado por luzes que dançavam.
Naves prateadas cruzavam o firmamento,
como mensageiras de um tempo que não se lembra,
mas que insiste em pulsar dentro da memória apagada.
Você olhava para cima,
com a estranha certeza de já ter visto aquilo antes,
como se o céu fosse um livro que você já leu,
mas cujas páginas foram arrancadas pelo vento.
E no coração, uma pergunta sem palavras:
seria sonho, lembrança ou chamado?
As naves seguiam, majestosas,
como se guardassem respostas que só o silêncio sabe.
Entre nós,
Entre encontros
E antigos desencontros,
Eu renasço.
Renasço descalça,
Com os pés tocando
A memória da terra,
De olhos vendados
Para enxergar
Além do visível,
Mas com o coração aberto
Como um portal sem fronteiras.
Caminho para descobrir
O segredo oculto
Do viver
E o encantamento sagrado
De me amar por inteira.
Sem pedir licença ao mundo,
Sem me curvar a sombras,
Erguendo a chama
Da minha existência potente
Nesta terra que guarda
Os sussurros
Dos que vieram antes.
A ligação
Uma ligação foi feita a séculos atrás,
Em quadros antigos fomos reconhecidos,
Entre o sol e a lua já somos velhos amigos,
Uma conexão de almas não se desfaz.
"Nas trilhas do tempo, o vento a sussurrar,
Segredos antigos nos convidam a sonhar.
Com gestos simples, o carinho a florescer,
E no ceder, encontramos o crescer.
O verdadeiro amor, único a brilhar,
Presente divino que nos faz encantar.
Lembre-se, o que te barra não é amor,
É apenas um desafio, um caminho de valor."
As chaleiras e os bules
carregam a alma
dos tempos antigos...
São sobreviventes
do silêncio de outrora,
quando o café fervia devagar
e o aroma tomava conta da casa
como um abraço quente em manhã fria...
Eu gosto das coisas
que resistem ao tempo e às modas...
do ritual de ferver a água,
de esperar o pó se misturar nela
para cozinhar com parcimônia
na chama lenta,
de ver a fumaça dançar no ar...
e só depois
coar no velho filtro de flanela ...
Gosto do sabor
que o tempo empresta
às coisas simples,
e das pessoas que, como eu,
sabem que há poesia
no gesto lento de preparar um café
á moda antiga...
sem pressa
e sem cafeteiras modernas...
Eu sou assim...
gosto das coisas,
dos olores
e dos sabores antigos...
✍©️@MiriamDaCosta
Há dores que deixam de doer e começam a morar.
Instalam-se como móveis antigos — pesados, familiares.
A pessoa acorda, veste a própria batalha e sai.
Sem ela, sente frio.
Porque lutar virou casa.
"Mesmo os curiosos mais antigos jamais 'morrem' ou 'acabam'. Então, não chore por 'defunto vivo' e, pior, 'imortal' (ou 'inacabável)' ! "
Frase Minha 0417, Criada no Ano 2010
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Os antigos poetas e pensadores diziam que os olhos são os espelhos da alma
e as palavras da boca são flautas
Não tenha medo de revoltar-se
ante a força de antigos impérios
ou contra sábios heróis
antes moldados a ferro.
Nunca perderia esse costume..
de retrovisor.
Chegar em mim,
falta de ar, de amor dos antigos.
E a lenda dos palhaços, é concreta na realidade
do meu contravento de asfalto e sal.
Bobagem.
B.
O amanhã
Lá fora a chuva cai
trazendo recordações de antigos vendavais
no cais os pescadores
preparam as redes e esperam
As noites mais profundas obrigam um novo olhar
a lua debruça na janela
a esperança antes imperceptível
faz consertos na casa.
No quarto a cama
onde tantos carinhos amor e sonhos
viraram rezas e choro
não há mais lençol de seda.
A memória vai polindo os momentos
restaurando o passado com as cores das lembranças.
O amanhã?
O mundo dá voltas.
Hoje ela sorri e eu choro,
sinto-me culpado pelos antigos não sorrisos
e como sempre complico tudo...
Aprendi que devo olhar pra frente sempre
porque ficar remoendo amores antigos, tristezas passadas
só vai servir pra atrasar minha felicidade.
Liberdade é se livrar de velhos e antigos vícios,se permitir á ser feliz. Não necessariamente se entender,apenas deixar pra lá.Passar pela tempestade e curtir cada gota que caiu.É amar e sofrer, fazer as coisas acontecerem pra valer.
Se permitir chorar,sabendo que amanhã poderá sorrir. É sempre voltar forte ao início..encarar o tempo sem perder o viço.
Os ARTIGOS, todos antigos
Esse SUJEITO,nunca tira proveito
O PREDICADO, tem prejudicado a existência
Onde o ESTADO aparentemente não passa de estático.
Fico PERMANENTE, mas Logo volto a ser TRANSITÓRIO
Que vida é essa? Que não encontramos os VERBOS de AÇÃO
Esse intransigente, vive entre o DIRETO e o INDIRETO
Onde o INTRANSITIVO, transgride o PLEONÁSTICO.
Prefixei metas e sempre parei,sufocando os SUFIXOS no travesseiro
E o OBJETO que tanto procuro, acaba em dejeto
Jogado como um MORFE em fim de FRASE.
DO QUE PRECISSAM OS POETAS..
Das paredes brancas dos casarões antigos?
Das noites de lua clara, e céus estrelados?
Do sorriso da pessoa amada?
Saudade...
Poetas e poetisas sorriem dos cavaleiros andantes
Trazendo os seus troféus manchados do sangue
Do inimigo...
À luz bruxuleante das lamparinas acesa, lembram,
Pequenas casas na colina.
Do que precisam?
Silêncio! Passos de fantasmas, subindo e descendo.
Escadas nos sombrios e velhos castelos.
Lírios que brotam no jardim do coração, e que,
São colhidos na hora e no momento certo.
E florescem em outros corações.
" A antiguidade e um posto "
Mas Angola esta cheia de postos antigos que nao dao luz nenhuma a nossa sociedade
