Versos de Fúria
"Em meio à fúria da tempestade, onde a mente é dilacerada pelas profundezas do desespero, lembre-se: Jesus, o capitão da sua vida, está no comando e a âncora da sua fé jamais será rompida, mesmo quando o mar da ansiedade ameaçar te tragar."
(ver Mt 8:23-27 e Salmo 46:1-3)
Primeiro se cessa a fúria ancestral,
depois se incrementa a evolução transcendente.
Os dois ao mesmo tempo, não dá!
Antes de sermos
e andarmos pelo
caminho da evolução
Devemos dominar
a fúria ancestral
diminuindo-a
depois lhe dar
o que lhe é seu
por direito.
Não será a dividindo
pois saberes não se dividem
se acrescentam nesse caminho
Nós começamos, na verdade, a morrer quando perdemos aqueles a quem amamos"
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 193
No rio da vida que levou tudo,
a grande correnteza do meu mundo,
ventos tempestuosos, ar de fúria,
que tempo diria dessas correraia?
Vindo o dia de amanhã, o dia de hoje,
futuro incerto, preço do presente,
lembrar não é viver, nem sonhar,
qual sabor tem pra mim o amar?
Sou pensamento que longe voa,
no labirinto da mente, vos ecoa,
sou pássaro que aos céus se destaca,
descrevo, singelo, o que a mente marca.
Fúria
Hoje sou vento de tempestade,
um grito sufocado na escuridão.
O sangue ferve em minha carne,
feito lava queimada no chão.
Trago no peito um nó impossível,
um peso que o tempo não leva.
Mágoa afunda como âncora fria,
e a raiva, feroz, me envenena.
Queria rasgar o silêncio com fogo,
destruir as mentiras e a dor,
mas só me resta o gosto amargo
do que se quebrou sem remorso, sem cor.
O passado grita em ecos distantes,
um nome que já não posso tocar.
A saudade me afoga sem trégua,
me mata sem me deixar sangrar.
E no fim, sou só cinzas e vento,
um vulto perdido na escuridão.
Com ódio, com raiva, com tudo,
mas sem ter de volta meu coração.
O Peso do Silêncio
Há palavras que nunca foram ditas,
presas no peito como mar em fúria.
Ondas que batem e se repetem,
mas nunca tocam a areia nua.
O silêncio pesa como o tempo,
como as cartas que nunca enviei.
Cada suspiro é um segredo,
um eco mudo do que calei.
E se um dia o vento ouvir,
se espalhar pelo mundo o que escondo,
talvez eu descubra, enfim,
que o silêncio sempre foi um grito profundo.
Quem é ela II
Quem é ela? pedra e tempestade
Com a fúria do trovão me invade
Na leveza da brisa me conforta
E na mesma dança minha alma corta
Seu olhar, um abismo sem fim
Me perco nela como num confim
Dura como rocha desafiadora
Mas na voz,
Um tom que me devora
Me rasga com a faca da paixão,
Desenha meu destino com precisão
Quem é ela? meu tormento e cura
Seu rastro queima como a lua mais pura
É o silêncio antes da explosão
Me pega, me solta em pura aflição
Tão feroz quanto um animal selvagem
Mas serena
Conduz minha miragem
Na ponta das sombras ela flutua
Entre o breu e a luz sua dança atua
Me tatuou com fogo e solidão
Seu nome ecoa, dilacerando meu chão
Me rasga com a faca da paixão
Desenha meu destino com precisão
Quem é ela? meu tormento e cura
Seu rastro queima como a lua mais pura
A fúria tece marionetes,
Subjugando a razão com bramidos.
Mente aprisionada, alvo fácil,
Domine a fúria, liberte-se.
Na calma reside a força,
Discernimento que guia,
Paz que emancipa.A raiva te define apenas se você permitir.
Escolha ser o mestre do seu destino,
Não um escravo da emoção.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
O Lago ficou triste
A fúria da Natureza
Rebelou-se deixando tristeza
Quem sabia?
Sebastião não sabia!
O João não sabia !
Capitólio está de luto
Foi-se esperanças
Foi-se planos
Foi-se vidas, ninguém previa
Uma rocha se desprendia
Todos se surpreendem
Um paredão que cai
Um pedaço de cada parente se vai
E nós quem somos? expectadores curiosos da Tv
O Ibope foi grande !
Não tão grande quanto as lágrimas dos entes queridos,
Um estrondo num segundo
Resta um pedaço de rocha no fundo.
Ademir Missias
Fúria avassaladora, eu sei quem és
Sei da onde vens e para onde vais
Sei o que queres e o que abomina
Sei da tua coragem e do teu medo
Sei da vontade de chorar nas tardes de chuva
Sei da impotência quanto à infância infeliz
Sei das lembranças dolorosas que insistem em te acordar
Sei do teu início e tremo em pensar qual será teu fim
Sei que nada posso fazer, mas mesmo assim tento
Tento afagar teus cabelos, empastados com o desespero
Tento enxugar tuas lágrimas, já vermelhas
Tento acariciar-lhe o rosto, ainda suado do último pesadelo
Tento abraçar-te, assombrado por teu tamanho
Tento virar tua face, tirando-a do passado
Tento um sorriso e me amedronto com a dureza desta cerviz
Tento, por fim, chorar. Um choro manso, miúdo, sorrateiro,
insistente. Choro de quem gosta, quem procura a felicidade.
Calmo, sereno, ainda que passional.
Assim, pacientemente, espero penetrar no vórtice e dissipar,
antes que seja tarde, teu furacão.
A Fúria é inimiga da alma,
te deixa cego e te desvia do foco.
O mestre era manso e sábio.
sejamos seus imitadores.
A fúria do tempo
É o tempo passou e ela não fez
aquela viagem.
Não viveu nenhuma loucura.
Não perdeu o sono por um livro.
Não se elogiou no espelho.
É o tempo passou e ela não
usou aquele vestido longo.
Não ousou pintando seus cabelos.
Não deu chance ao desconhecido.
Não gastou com aquele perfume caríssimo.
É o tempo passou e ela não
desnudou sua alma.
Não desacelerou para
aproveitar o caminho.
Não saiu sem destino.
Não teve um encontro
com ela mesma.
É o tempo passou e ela não
se recolheu do varal.
Deixou-se tanto para depois.
Que perdeu as forças...
Perdeu prazeres;
Viveu pra todos.
Menos pra ela!
Autoria #Andrea_Domingues ©️
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Todos os direitos autorais reservados 23/01/2024 às 14:00 hrs
Por Você
Por você eu acabaria com a fúria do mar, para isso eu só preciso do seu olhar.
Eu secaria todo o oceano e apenas uma lágrima ficaria restando.
Eu contaria todas as estrelas do céu e nunca me cansaria, pois só em você pensaria.
Eu faria o sol se apagar, para seus belos olhos não cansar
Eu enfrentaria dez batalhões, para unir nossos corações.
Eu faria o inferno congelar para que não fique com medo da morte, pois só o paraíso iria restar.
E se me perguntarem se tudo isso vale a pena, responderia que sim, com toda frieza.
Pois você é minha realeza.
2000
O antídoto da tristeza, e da melancolia é curtir boa música, ou um bom filme.
Pessoa c/ fúria, invejosa, vil, combate-se com um sorriso.
A maledicência com a indiferença.
A tempestade com a serenidade.
A alegria e o contentamento, vem com uma pausa em silêncio, e assim retoma a boa forma!!
NATUREZA EM FÚRIA
As frias folhas das arvores
Em noites de vendavais
Voam para outros ares
E ao tempo se perfaz.
Sob o rígido bico do pássaro
Erguem-se noutros patamares
E na busca de seu compasso
A natureza fria finda os mares
As flores furtam as cores
As águas não vertem mais
As aves em dissabores
Perdem ninhos e portais
E o núcleo da terra em fúria
“Mata” feito canibais.
Nicola Vital
